sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS

O blog Seguidores de Fidípides agradece pela audiência e deseja um ótimo Natal e um próspero Ano Novo a todos os corredores. E boas corridas em 2014. 

A partir de janeiro o Seguidores de Fidípides fará parte do site da Gazeta Esportiva, com o mesmo endereço www.seguidoresdefidipides.com.br, até lá....


MÚSICA EM HOMENAGEM A ABEBE BIKILA


O mito Abebe Bikila

Tive o imenso prazer de fotografar a placa em homenagem ao grande atleta etiope Abebe Bikila, que correu a maratona olímpica de Roma em 1960 descalço. Se estiver em Roma de uma passadinha na Via di San
Gregorio com Via Celio Vibenna do lado direito em frente ao Coliseu. E para quem se interessar pela história, recentemente lançaram um filme sobre o seu feito. "O Atleta", para quem tem Netflix ou em DVD. Abebe Bikila nasceu no mesmo dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1932, na pequena vila de Jato, na Etiópia. resolveu entrar para a Guarda Imperial do imperador etíope, para ajudar a melhorar as condições de vida da família, No exército, acabou chamando a atenção do técnico suéco Onni Niskanen que o levou para os jogos olímpicos. A Adidas, patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de 1960, tinha apenas poucos pares disponíveis quando Bikila foi experimentar um deles para usar na corrida. Nenhum deles o deixava confortável e ele então resolveu correr descalço, a mesma maneira como sempre tinha treinado. Ao fazer o reconhecimento do trajeto, alguns dias antes, ele observou o obelisco de Axum, que tinha sido retirado da Etiópia por tropas italianas. O obelisco estava a 1,5 quilômetro da linha de chegada, bem no ponto em que
o maratonista deveria dar a arrancada final. Quando então Bikila deu a arrancada final e cruzou a faixa de chegada, sob o Arco de Constantino, com o tempo de 2 h 15 min 16 s, recorde mundial, tornando-se o primeiro negro africano a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Durante entrevista e perguntado porque havia corrido descalço, Bikila respondeu que "queria que o mundo soubesse que meu país, a Etiópia, sempre tinha conseguido suas vitórias com heroísmo e determinação". E a frase mais marcante quando voltou para a Etiópia foi ovacionado e o povo gritava 'foram necessários um milhão de soldados italianos para invadir a Etiópia, mas apenas um soldado etíope para conquistar Roma'.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RELATOS - O Sonho

Atualmente existe uma infinidade de métodos para parar de fumar, até mesmo com a ajuda do sobrenatural, isso mesmo, o sobrenatural. É o que conta o repórter-fotográfico Marcelo dos Santos, 42 anos, que está prestes a começar a gravar um curta-metragem sobre a sua história de ex-fumante. Aos 40 anos e fumante obsessivo, Marcelo não aguentava mais sustentar o vício que lentamente o estava consumindo, pela sua idade achava que ainda tinha muita lenha para queimar. 

Durante um sonho, abriu o olho e viu um corredor escuro, onde havia uma bifurcação, de um lado uma luz e, do outro, uma luz mais forte com uma pessoa deitada em uma cama com toda a estrutura de um hospital. Ele se assustou porque se viu ali deitado. Entrou em desespero e, então, sentiu um puxão na camiseta. Ao seu lado, havia uma criança que lhe falou: "calma, ainda da tempo, isso é só um sonho, você pode voltar". De repente, voltou e pegou o caminho da outra luz. Nessa hora, acordou desnorteado e sua mulher não entendia o que acontecia, foi até a sala, refletiu sobre a sua segunda chance, destruiu o maço de cigarro e prometeu nunca mais fumar. 

Esta fase não foi fácil, Marcelo ficava cheirando cigarro apagado para aliviar a falta de nicotina no corpo e, para aliviar a ansiedade, disparou a comer tudo o que via pela frente. Com isso, passou dos 70 para os 92 kg. Então, por incentivo da mulher, começou a correr no trotezinho. Foi quilômetro a quilômetro, até passar dos 10 km e assim por diante. Foi melhorando gradualmente o seu fôlego e perdendo peso e, hoje aos 42, se sente ótimo, com disposição e alegria. 

Mesmo com o corre-corre que a profissão de fotógrafo exige e com este trânsito caótico, coloca o equipamento fotográfico em uma mochila e vai correndo entre uma pauta e outra. Nunca participou de provas, o que gosta mesmo, quando não esta correndo a trabalho, é correr o máximo de quilometragem sem se preocupar com o cronômetro. 

E, assim que o curta-metragem estiver pronto, o Seguidores de Fidípides fará um post com o trailer do filme. 

Para entrar em contato com o Marcelo dos Santos para fotos, vídeos e edição, entre contato com a produtora Art HD - 11 9826-4477

domingo, 15 de dezembro de 2013

AS AVENTURAS DE UM CORREDOR URBANO - UM CORREDOR, UMA CARTINHA DE NATAL E UM VIOLINO

Há pouco tempo acompanho os posts pelo Facebook do blog Seguidores de Fidipides e pedi encarecidamente que publicasse a minha história na coluna "As aventuras de um corredor urbano", e fui prontamente atendido em compartilhar este meu momento. Bom, me chamo Ricardo Pavani, tenho 34 anos e trabalho em um escritório de contabilidade no Centro de Santo André, no ABC Paulista. Sou viciado em corrida e praticamente todos os dias calço meus tênis e dou algumas voltas no quarteirão onde moro, no Parque das Nações, também em Santo André, mas dificilmente participo de provas, prefiro só correr mesmo. Como moro distante do Centro, às vezes volto correndo para casa, principalmente no verão, e em uma desta minhas voltas, no mês de dezembro de 2012, passei em frente à agência dos Correios que fica próxima à Prefeitura de Santo André e uma faixa sobre as cartinhas para o Papai Noel me chamou a atenção. Resolvi ler algumas cartinhas que as crianças carentes escrevem para o Papai Noel na esperança de que seus desejos sejam realizados. Li de tudo, pedidos de brinquedos, gatinhos, carretel de linha para soltar pipas e tudo mais.... Mas uma, apenas uma, me chamou a atenção. Escrita em papel de caderno com uma letra arredondada e caprichosa, resumia a história da família de uma mãe que escreveu a carta sem pretensão de que fosse atendida. Nela havia três pedidos: um videogame para o filho caçula, uma bicicleta para o do meio para facilitar a ida para a escola e, para o mais velho, um pedido inusitado. Eis um trecho da carta: "o meu filho mais velho faz aulas de violino com um professor voluntário na escola municipal onde estuda mas, com as férias de fim de ano, não haverá aula e ele não conseguirá praticar, e pode acreditar, ele toca muito bem." Caros leitores, eu tinha um violino que estava encostado, o som do violino lubrifica os meus ouvidos, na minha percepção é um instrumento divino, comprei-o e entrei na escola de música de um amigo para tirar um sonzinho dele, mas foi uma catástrofe, percebi que não levo jeito. E agora, diante de mim, estava a
oportunidade de ajudar alguém. No dia seguinte, comentei com o pessoal do trabalho sobre a cartinha e a empolgação foi geral, fizemos um rateio e compramos uma bicicleta nova e o office-boy doou o videogame. Pronto, só faltava embrulhar e entregar os presentes, e lá fui eu acompanhado da minha mulher (que não é corredora, ainda), colocamos as coisas no carro e fomos procurar o endereço embaixo de chuva. A mãe e os filhos moravam no Jardim Santo André, uma região muito pobre cercada de favelas. Bom, nestes locais não é recomendado entrar logo de cara, então fui a um boteco e perguntei se alguém conhecia uma família em que um menino toca violino. Um dos frequentadores que os conhecia e sabia até o nome do garoto se prontificou a nos acompanhar até a casa, começamos a subir um morro pelas vielas com escadas feitas na terra batida que, naquele momento, escorregava muito devido à chuva que tinha dado uma trégua, até que avistamos o barraco de madeira muito pequeno com telhas de zinco coberto com plástico. Batemos na porta e atendeu o futuro músico com olhar assustado. Entramos e os três presenteáveis estavam a nossa frente calados, um ao lado do outro. Perguntamos da sua mãe e o do meio respondeu que ela estava na frente de trabalho da prefeitura. Então demos início à entrega dos presentes pedidos ao Papai Noel: a bicicleta, o videogame e o violino. A bicicleta foi a mais cobiçada pelos dois irmãos mais novos, e o mais velho pegou sem acreditar o violino e ficou sem reação, então pedimos para tocar, ele arriscou umas notas e respondeu com voz chorosa que estava desafinado. Ficamos mais alguns minutos calados observando a alegria das crianças, falamos mais algumas coisas que nem me lembro mais, e nos dirigimos para a porta para ir embora. O que mais impressionou a minha esposa que, como toda mulher, é atenda a detalhes, foi a delicadeza daquele lar, cuidadosamente decorado com toalhinhas de crochê e limpo, muito limpo, com a louça lavada no escorredor de pratos, à espera da próxima refeição. No batente, próximo à dobradiça, estava escrito com caneta "aqui mora uma família feliz".


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

LIVROS PARA CORREDORES

Alguns livros indispensáveis para um corredor



Correr – A História de uma das atividades físicas mais praticadas do mundo - Thor Gotaas - O diferencial da obra é a abordagem histórica do tema, uma vez que os livros de corrida a pé são de duas categorias: ou ensinam a correr ou narram trajetórias de superação através do esporte. No livro, o autor revela os fatos mais inusitados sobre a atividade, desde os famosos corredores mensageiros incas à verdadeira história de Fidípedes, o grego que teria levado a notícia da vitória grega em Maratona para Atenas.

"Desafiando Limites" - O livro de Márcio Villar - conta em detalhes como Márcio saiu dos 98 KG e se tornou o primeiro atleta do mundo a completar todas as provas da Copa do Mundo de Ambientes Extremos. O Prefacio é do nosso campeão mundial de Deca IronMan, Sergio Cordeiro. Esse livro vale como um exemplo de motivação e superação de limites, para provar que qualquer pessoa pode conseguir o que deseja quando se dedica ao máximo e faz aquilo que mais ama.



Nascido para Correr - Christopher McDougall - um fã de corridas ao ar livre, sofria con constantes problemas ao se exercitar. Quando procurou um grande especialista em lesões esportivas, ouviu o diagnóstico definitivo: "O corpo humano não foi projetado para para esse tipo de exgero". No entando, se quisesse uma solução verdadeira, não poderia percorrer apenas laboratórios, mas teria que se embrenhar entre os desfiladeiros mais isolados do México e passar pela maior aventura de sua vida, entre personagens inacreditáveis. E é neste ponto que a vida do jornalista se transforma para sempre ao conhecer as técnicas da tribo Tarahumara. Um clássico da corrida minimalista.



+ Corrida - Rodolfo Lucena - este livro reúne relatos pessoais de superação e conquista, textos informativos, reflexões, entrevistas com corredores profissionais e amadores, curiosidades, dicas de saúde e sobre treinamento. "+ Corrida" é ao mesmo tempo um convite e um incentivo para todos aqueles que já correm ou que desejam começar a correr. 




Maratonando - Rodolfo LucenaO termo "Maratonando" foi utilizado para ilustrar o título deste livro, pois expressa um
sentido especial para os maratonistas, ou melhor, diz respeito as suas aventuras em correr, superar-se, realizar a eventualidade do pódio e da medalha - objetivos comuns aos demais maratonistas - não bastam para constituir as maratonas narradas. "Maratonando" faz descobrir um mundo dentro e em torno da maratona que está muito além do jargão "O importante é competir". O maratonista compete é consigo mesmo. Um quilômetro a mais, vamos, estou bem, essa dorzinha é suportável, vamos lá. E vai. 



Segredos de uma Ultramaratonista - Valmir Nunes O autor relata de forma apaixonada o que é praticar maratonas. De suas vitórias e derrotas, Valmir Nunes aprendeu que a atividade vai além da simples competição.
Para Nunes, maratonar é um esporte que supera todas as dificuldades que teve durante sua carreira. Cada novo dia de treino aproximava-o de um novo desafio.

 

A Semente da Vitória - Nuno Cobra O autor visa com este livro desenvolver a autoconfiança e segurança do leitor, mostrando que esse é capaz de vencer qualquer obstáculo para atingir o objetivo desejado. Para isso ele conta histórias das antigas civilizações.




Comer, Treinar, Dormir - Samira Layaunhá muitos anos praticante de corrida, decidiu escrever um livro sobre a importância da alimentação, do sono e, principalmente, dos exercícios físicos na prevenção e no tratamento de doenças, ela tinha dois objetivos principais em mente. O primeiro era incentivar as pessoas a se exercitarem mais. O segundo era ajudar você a entender que seu corpo não foi feito para ficar doente.

sábado, 7 de dezembro de 2013

FRASE DE CORREDOR

"No começo é difícil entender que a ideia não é bater outros corredores. Com o tempo você aprende que a competição é contra aquela pequena voz dentro da sua cabeça dizendo para você desistir". 

George Sheehan, norte-americano autor de diversos best-sellers sobre corrida nos anos 1970.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

EU CORRO PORQUE: Jéssica Levadinha

Quem costuma prestigiar a cerimônia de premiação das corridas principalmente no feminino, já deve ter ficado curioso ao ouvir o sobrenome "Levadinha", a seguir leia um pouco sobre a sua história.


"Sempre pensei que ser igual a todo mundo não iria superar minhas expectativas. Por isso, desde cedo, com uns 10 anos, pensava em algo que eu pudesse realizar, que gostasse e que me fizesse me destacar diante da multidão e com isso ser lembrada, conhecida e reconhecida por algo que muitos não executassem ou não da mesma forma que eu.

Em uma manhã de domingo, meu pai Álvaro Levadinha me contou sobre seu passado glorioso no esporte (ele competia marcha atlética pelo Esportivo da Penha, e depois migrou para a corrida). Mesmo amando os tempos de corredor, foi na marcha atlética que ele obteve os melhores anos e vitórias em sua carreira esportivaBem, voltando a aquela manhã dominical, assistimos à Maratona de São Paulo (feminina), foi a primeira vez que tive um dos momentos mais importantes da minha vida, tendo descoberto o que realmente faria parte da minha rotina diária e que seria o meu pilar para uma vida de foco, disciplina, trabalho árduo e de muitas recompensar pessoais: a corrida.

No momento, a única pessoa que se dispôs a entrar nesse "barco" comigo e
navegar por mares desconhecidos e difíceis foi o meu pai. Mas, logo ele me alertou dos perigos, dificuldades e do que eu teria de renunciar para conseguir o êxito e o sucesso que eu almejava.

Fiz minha primeira "navegação" em 1º de maio de 2003, na Corrida Infantil de Guarulhos. Com percurso de 3 km em 22 minutos, fui umas das últimas colocadas, acompanhada pelo meu pai (que deixou bem claro antes que iria correr comigo somente porque era a minha primeira competição e depois as outras eu teria de seguir as com minhas próprias pernas), e a ambulância. Isso mesmo, a ambulância que acompanha o ultimo colocado. Depois, jurei a mim mesma que iria treinar que nem uma gladiadora para evoluir e trocar a ambulância pelo pelotão das melhores atletas das provas".

Jéssica Levadinha, 22 anos - trabalha com vendas e está concluindo a graduação em Marketing e atleta profissional.

quantas corridas realizadas - 118 provas - 61 pódios


inspiração: todas as guerreiras que chegam à minha frente em provas.

motivação: a minha própria força e garra interior.
quem admira no esporte - Márcia Narloch e Paula Radcliffe

correr é - o momento único e maravilhoso, só meu, onde posso ser criativa, briguenta e forte. Um exercício espiritual onde posso testar a minha mente e corpo para juntos trabalharem em sincronia e equilíbrio. 

Jéssica também tem um blog acesse: www.sprintnegativo.blogspot.com.br


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FRASE DE CORREDOR

"Creio que corro simplesmente porque gosto, é o fruto de cada instante e não preciso saber porque.
Se quero correr, todo o meu corpo e minha mente entra em harmonia e me permite sentir-me livre, para poder pensar e expressar com todas as minhas armas na montanha branca e vencer sem nenhuma norma. Correr é deixar que minha imaginação disponha do meio para expressar-se e indagar meu interior".

Trecho do diário de Killian Jornet - ultramaratonista catalão

FRASE DE CORREDOR

     "Não existe sorte, existe treino".

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ONDE TREINAR - Parque Prefeito Celso Daniel

Com uma área total de 3,5 mil m², o antigo parque Duque de Caxias foi rebatizado em 2002 de Parque Prefeito Celso Daniel em homenagem ao prefeito morto naquele mesmo ano. É um dos cartões postais da cidade de Santo André, vizinho de um shopping e de uma estação de trem. Oferece uma boa opção para um treino em meio a uma vegetação densa e chão de terra e cimento.

É bastante visitado aos finais de semana. O motivo são as diversas opções de lazer que oferece, como lagos, parque para as crianças, bancos e mesas, pista de corrida, bicicletário, fraldário, quadra poliesportiva, campinhos de areia de futebol, lanchonetes, além de diversos eventos.

O lugar, com sua diversidade vegetal, é todo cercado por portões de ferro,

garantindo segurança aos visitantes. Há, ainda, um pequeno estacionamento e acesso para portadores de necessidades especiais, com corrimões, sanitários e rampas. 

Conta com três entradas: avenida Dom Pedro II, rua das Caneleiras e rua Padre Manoel de Paiva.

No momento, o parque esta passando por uma grande reforma.

Leia mais

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AS AVENTURAS DE UM CORREDOR URBANO - R$ 900

Por - Fernando Dantas

Quando não tenho prova agendada, costumo fazer um treino longo durante a semana. Como moro na região do Ipiranga, desço a rua Vergueiro em direção à Via Anchieta e, de lá, dou a volta pelo Grande ABC e retorno pelo mesmo caminho, o que totaliza uns 30 km. Mas, desta vez, fiz o contrário e fui até Santo André, passei no jornal onde trabalhei tempos atrás e fiquei conversando por um bom tempo com os velhos amigos de trabalho.

Por que estou detalhando o meu caminho? Por um motivo muito simples: sempre acreditei que as coisas acontecem por algum motivo. No retorno para casa, mais precisamente em frente à UniABC (Universidade do Grande ABC), que fica na divisa de Santo André com São Caetano do Sul, parei na bifurcação por um momento para decidir se voltaria pela avenida do Estado ou pela avenida Goiás. Achei melhor a Goiás porque a avenida do Estado tem muito caminhão e a poluição ali é terrível.

Bom, voltamos à corrida. Passando pela GM, já em São Caetano do Sul, na calçada desviei de uma senhora com roupas simples que vinha na direção contrária mexendo em sua bolsa. Até aí, nenhuma novidade. Quando parei para atravessar uma das ruas, vi uma nota de R$ 100. No momento, pensei que seriam aqueles folhetos de empréstimo consignado com dinheiro estampado mas, claro, resolvi conferir e, para minha surpresa, contei R$ 900. Fiquei sem ação, não sabia o que fazer. Olhei para frente, não vi ninguém, olhei para trás e, bem lá atrás, vi a senhora que passou por mim.

Já imaginei a possibilidade de a mulher ter sacado a aposentadoria, corri para conferir e questionei se ela, por acaso, havia sacado dinheiro no banco. Talvez devesse tê-la abordado de outra maneira porque ela poderia pensar que era um assalto, mas a mulher respondeu que não. Claro que não mostrei as notas e nem comentei, logo de cara, que havia achado algo, foi quando ela começou a tremer e exclamou com uma voz trêmula: "espera, tô indo pagar uma conta" e tirou um boleto de cartão de crédito. Pediu para eu ler o que estava escrito ali, talvez não soubesse ler ou os números eram pequenos demais. Conferi e o valor da fatura era de R$ 843, ou R$ 143 o pagamento mínimo. Não tive dúvida, vi a senhora mexendo na bolsa lá atrás e vim conferir se era seu mesmo, entreguei-lhe o dinheiro. Ela abriu uma sacolinha de mercado com o RG e dobrou o boleto junto com as notas, me agradeceu muito, disse que estava indo pagar esta conta para uma pessoa.

Bom, depois pensei na possibilidade de a senhora ter me enrolado e levado a grana, mas as evidências eram muito contundentes, segui o meu caminho com o sentimento de dever cumprido e com satisfação de ter ajudado alguém. Imagina na hora em que ela fosse pegar o dinheiro e nada, complicado né? Concluindo: terminei o meu treino de 32 km cansado, claro, mas feliz.

Leia mais:

Um par de tênis por uma pedra de crack

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

VAMOS FAZER UM COOPER?

Certamente você já escutou a lendária frase "vou fazer cooper". A história deste nome remete ao norte-americano e médico cardiologista da Nasa e do exército, Kenneth Cooper. O médico sempre foi um assíduo atleta, mas com os estudos e os afazeres da vida adulta nos idos de 1960, aos 29 anos, percebeu que estava obeso e, em vez de tomar medicação para emagrecer, começou a correr. Teve êxito e começou a prescrever corrida para seus pacientes. Como era também médico das Forças Armadas, ele se viu diante de um problema: vários jovens aviadores estavam tendo casos de enfarte. Como evitar que outros também passassem pelo problema?

A solução estava na melhoria da capacidade física dos militares. Daí surgiu a ideia de um teste de 12 minutos de corrida, em que a distância percorrida nesse período daria uma medida aproximada do consumo de oxigênio da pessoa, na qual se concluiria sua aptidão física. 

Em 1968, Cooper lançou o livro "Aerobics". Ele e Bowerman (co-fundador da Nike) foram os responsáveis na luta contra o sedentarismo e aos altos índices de obesidade em crianças e adultos. A receita era simples: os iniciantes tinham como meta melhorar a resistência física, para depois lentamente aumentar a velocidade e a distância. Com este método, fez aumentar consideravelmente o número de praticantes de joggers - nome dado aos corredores. Curiosamente, Cooper, em entrevista a uma revista à época, relatou que não gostava de correr e concluiu: "Eu não corro por prazer. Corro por causa dos grandes benefícios que isso traz. Se paro por alguns dias, consigo sentir meu enfraquecimento físico e mental". O método Cooper é utilizado até hoje, principalmente nos testes ergométricos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

ORIGENS - Saucony

Sua história começa com o imigrante russo Abraham Hyde e seus filhos em uma pequena loja em Massachusetts, EUA. Essa loja cresceu e se especializou em calçados esportivos. A primeira fábrica da companhia foi fundada em 1898 em Kutztown, Pennsylvania, às margens do Creek Saucony. Em 1910, chamada Hyde Athletic Industries. Ao longo dos anos, Hyde tornou-se conhecida por calçados inovadores, incluindo modelos como SpotBilt e PF Flyers; a Hyde Athletic Industries comprou a Saucony no final dos anos 1960, e mudou-se para Cambridge. Até o final dos anos 1990, quando Saucony tornou-se o modelo dominante da Hyde, o nome da empresa foi oficialmente mudado de Hyde Athletic Indústrias para Saucony.
Em junho de 2005, a Stride Rite Corporation (fabricante de Keds, Top-Sider Sperry e outros modelos) anunciou um acordo para adquirir a Saucony. Ambas as empresas estão sediadas na grande região de Boston, Massachusetts: Stride Rite em Lexington e Saucony em Peabody. Stride Rite foi adquirida pela Payless ShoeSource no Outono de 2007.
As caixas de sapato Saucony já tiveram a frase "sock a knee" impressa nelas. O modelo Saucony representa o fluxo constante do Saucony Creek, e os pedregulhos que forram o leito do riacho.
A empresa é também um produtor de calçado de corrida popular, fazendo tênis para corridas de cross country e trilhas. 
Leia mais:
New Balance

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

FRASE DE CORREDOR

"Um ser humano sem sonhos, é um morto ambulante".

Messias Gomes - técnico de boxe

OS ULTRAS - Carla Goulart

Considerada a prova de corrida a pé mais difícil do mundo vai reunir competidores de diversos países entre eles a ultramaratonista mineira Carla Goulart que se prepara para o desafio extremo que  vai ser realizado  em International Falls , na divisa dos EUA com Canadá 
Os treinos começaram no cerrado mineiro e agora seguem para o hemisfério norte, para iniciar a etapa de adaptação as temperaturas baixíssimas que vão predominar na prova de corrida na neve considerada a mais difícil entre os desafios extremos. Uma prova que exige força, persistência  e muito preparo físico. 
Carla GoulartA bicampeã da Jungle Marathon  e campeã das 100 Milhas de Portugal a enfermeira de 37 anos Carla Goulart  se prepara para uma das provas mais difíceis da sua vida. Na prova os competidores precisam levar tudo o que  vão precisar  para a sobrevivência em temperaturas que podem chegar a -20˚( água, alimento, barraca e saco de dormir). 
A ultramaratonista Carla Goulart quer ser a primeira sul-americana  a completar o Arrowhead, prova de 217 km, considerado o circuito de provas a pé mais duro do mundo.  A prova de ultra-distância tem  135 milhas, ou 217 KM,  deverá ser  percorrida em  limites de tempo pré determinados em 60 horas contínuas. O período agora é de muito treino e preparação nutricional para a prova de resistência que será realizada primeira semana de janeiro na divisa dos EUA e Canadá, período de baixas temperaturas que exige muito do competidor.
Essa Copa do Mundo de corridas em ambientes  de máxima dificuldade já é considerada a série mais difícil do planeta é formada pelas provas BR 135 Ultramarathon (corrida nas montanhas), Badwater Ultramarathon (corrida no deserto) e Arrowhead Ultramarathon que é a corrida na neve.  

Leia mais:






sexta-feira, 15 de novembro de 2013

FRASE DE CORREDOR - Doris Brown Heritage

"Quando você se coloca na linha de largada de uma corrida e expõe-se ao desconhecido, você aprende coisas sobre si mesmo que são muito emocionantes".

Doris Brown Heritage - ex-fundista norte-americana.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

EU CORRO PORQUE - Thiago Costa

Como toda grande metrópole, São Paulo tem ritmo acelerado e cobra um preço alto de quem vive nela. Chega a ser uma questão de insalubridade. Não bastassem o trânsito carregado, a poluição (ambiental, sonora e visual), a violência e uma longa lista de mazelas, quem vive nesse corre-corre, tem alimentação desregrada e está constantemente sob estresse pode ser "tragado" por esta pauliceia desvairada. 

Foi o que quase aconteceu ao executivo de vendas da Nikon, Thiago Costa. Quando o cardiologista lhe disse: “sua filha acabou de nascer e você está com 420 de colesterol; você quer ir na festa de 15 anos dela?", foi um choque que o fez afrouxar a gravata e pensar em se dedicar a alguma atividade física e regrar melhor sua alimentação.

Decidiu se dedicar à corrida de rua por ser uma ótima opção, barata e que pode ser praticada em qualquer lugar do planeta.

Como as viagens são rotina na sua profissão, quando não consegue um tempo livre para correr, procura uma bicicleta ergométrica nos hotéis onde se hospeda para suar e manter a rotina de treinos. Quando não está em viagens, facilmente pode ser encontrado no parque do Ibirapuera cumprindo sua meta de 11 km toda quarta-feira à noite e 10 km aos domingos.

Hoje, percebeu o tempo perdido. "Antes era aquela sensação de inchaço e moleza; hoje, a disposição e o humor melhoraram muito". Correr é o melhor remédio para espantar o estresse e manter a saúde em dia.

Thiago Costa - 33 anos
profissão – Executivos de vendas - 23 medalhas

por que começou a correr – ordens médicas... o cardiologista me disse: “sua filha acabou de nascer e você está com 420 de colesterol; você quer ir na festa de 15 anos dela?”

relate algo curioso – um casamento em plena corrida Sargento Gonzaguinha em Santos... O casal, depois da cerimônia, correu os 10k.

onde costuma treinar – Parque do Ibirapuera.

o dia de herói - quando completei meus primeiros 10k embaixo de muita chuva.

corrida dos sonhos – São Silvestre.

antes da largada - procuro relaxar.
 
na chegada - caminho, respiro fundo e penso “Show! Mais uma!”

pior corrida – Adidas Run Primavera deste ano... Acho que comi algo que não me fez bem no dia anterior e, justamente quando estava em cima do Minhocão, comecei a me sentir mal... Depois do sétimo quilômetro, eu melhorei e consegui terminar sem andar.

quem admira no esporte - Wanderley Cordeiro de Lima 

correr é - uma realização pessoal do tipo: este é um presente de “mim para mim mesmo”.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

CINCO APLICATIVOS PARA FACILITAR A SUA CORRIDA

Para turbinar ainda mais sua corrida, cinco programinhas com funções que vão tirar seu treino da rotina e ajudar você a melhorar seu desempenho.
Zombie, Run!
O que fazer se o planeta sofrer um ataque zumbi? Só o que resta e correr, certo? Isso é o que mais de 500.000 coredores ao redor do mundo fizeram. Eles transformaram sua corrida em uma aventura com o Zombie, Run!. O aplicativo tira o seu treino da rotina e habilita missões conforme você corre. São 40 desafios abertos, e mais 50 obtidos a medida que se chega mais perto de salvar o mundo de um apocalipse zumbi. Também é possível ouvir sua playlist enquanto os zumbis dão uma trégua.
RunOnBeat
Se você gosta de correr para se distrair, sem pensar em diminuir tempo, queimar calorias, ou pretende chegar aos seus objetivos de forma divertida, usar o RunOnBeat pode ser uma (boa) pedida. Como o próprio nome diz, com ele você passa correr em harmonia com as batidas das músicas que tocam em seu fone de ouvido. Ele te ajuda a encontrar colegas de corrida, mostrando o usuário do aplicativo que está correndo mais próximo por meio de um mapa (do Google Maps).  As cores rosa e azul diferenciam, respectivamente, mulheres e homens.
Pumatrac
Lançado recentemente, o Pumatrac tem todas as funções convencionais dos aplicativos de corrida, além de mostrar como fatores externos – fases da lua, clima, altitude, hora, dia da semana, estação do ano, além do uso de redes sociais e lista de reprodução musical – que podem afetar o seu desenvolvimento. Após o termino da corrida, ele mostra ainda pontuação, distância, recordes pessoais, clima, entre outros. Essas informações podem ser compartilhadas nas redes sociais. Também ajuda a localizar novos lugares de treinos para sair da rotina e possibilitar novas experiências. Ao viajar, ele sugere rotas para você correr, mesmo longe da sua cidade.
Softrace
O Softrace é um aplicativo com GPS voltado para praticar esportes ao ar livre como corrida, caminhada e ciclismo.  Por meio dele, é possível realizar competições com amigos e desafiar a si mesmo. Ele inclui também um medidor de velocidade, distância, altitude, além de permitir o controle total das suas atividades por meio do Google Maps.
Runstar
O Runstar serve como um assistente pessoal de corrida. Ele tem quatro modos de execução (esteira, distância, tempo e livre) e, na versão paga, o usuário pode receber feedback por áudio do seu desempenho. Se você precisar de um gás a mais, é possível escolher dentre sua playlist uma “power up song”, música que incentivará você a ultrapassar limites. É possível também traçar metas de tempo ou distância e compartilhar os resultados com amigos no Facebook.
O2porminuto

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CUIDADOS AO VIAJAR DE AVIÃO APÓS UMA MARATONA

Josivan Lima,
médico endocrinologista e maratonista

Cada vez mais combinamos corrida com turismo e, com a participação crescente de brasileiros em provas no exterior, tomar um avião é habito corriqueiro para se chegar ao local da prova e retornar para casa após a corrida. Mas há algum risco em correr após viagens longas ou viajar após uma maratona?

Dependendo da duração do voo e da corrida. Este perigo decorre da possibilidade de se desenvolver um problema chamado trombose venosa profunda a (TVP). Trata-se de uma condinação na qual, diante de fatores predisponentes, forma-se um coágulo (trombo) em uma ou mais veias profundas do corpo, usualmente nas pernas, causando dores semelhantes a cãibras. A formação deste trombo geralmente necessita de uma estase sanguínea, ou seja, que o sangue circule mais lentamente, e por isso é mais frequente acontecer quando se passa muito tempo sentado em viagens de carro ou avião. Além da dor na perna, um destes trombos pode migrar através da corrente sanguínea para o pulmão, levando a uma situação muito mais séria, chamada embolia pulmonar.

A desidratação, comum após as maratonas, deixa o sangue mais viscoso, o que também contribui para a trombose. Idade avançada é outro fator de risco, mas uma grande parte dos atletas que desenvolvem TVP têm menos de 60 anos.

O tempo de voo é  mais um motivo de preocupação e há relatos de que entre 1% e 10% dos passageiros em viagens com duração entre 2 e 10 horas podem representar algum grau de trombose venosa, geralmente não diagnosticada.

Recomenda-se não ficar muito tempo parado, ou seja, sentado, durante a viagem. Deve-se movimentar as pernas com frequência, flexionando-as a cada 15 minutos para ajudar a manter a circulação do sangue o mais próximo do normal. Outra conduta que ajuda a evitar a formação de trombos é usar meias de compressão, assim como procurar caminhar no corredor do avião. Se o voo é muito longo, outra opção é se programar previamente para realizar uma parada em alguma cidade, aproveitando para fazer turismo e reduzir os riscos.

Para reconhecer os sintomas é muito simples - panturrilha endurecida e dolorida, semelhante a uma cãibra, mas muito mais duradoura - um diagnóstico precoce é importante, pois o atraso no diagnostico piora bastante o prognóstico, podendo causar a morte.

RECEITA DO HOLTZ - Fusili Picante

Ingredientes

400g de fusili
250g de lingüiça fresca picante          

250g de acelga
2 dentes de alho
½ taça de vinho branco seco
1 L de caldo de carne
50g de queijo parmesão ralado
40g de manteiga
Sal e pimenta
Azeite extra virgem

Modo de preparo

Lave bem a acelga, escalde rapidamente em água com sal e, depois de escorrer esprema para tirar o excesso de água, pique bem fininho.
Desmanche a linguiça retirando a pele. Deixe dourar numa panela baixa juntamente com o alho picado. Quando a lingüiça estiver cozida, acrescente o fusili cru, mexa bem por 1 min., acrescente o vinho, deixando evaporar metade e por fim coloque a acelga picada.
Misture bem a te secar e tempere com sal e pimenta a gosto.
Com o auxilio de uma concha coloque pouco a pouco o caldo de carne já quente, deixando secar cada concha antes de despejar a seguinte, e cozinhe como um risoto por 20 min. em fogo baixo, mexendo sempre.

Apague o fogo e junte a manteiga e o queijo parmesão ralado.  Tampe a panela e deixe repousar por 2 min. antes de servir.








Rodrigo Holtz - chef e corredor










penne com Shimeji fresco

COGUMELOS RECHEADOS



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

EU CORRO PORQUE - Alessandro Lucchetti

Há alguns anos tive o prazer de trabalhar no extinto jornal Diário Popular com o Alessandro Lucchetti, repórter de esportes e parceiro de muitas pautas. Uma curiosidade é que, mesmo a serviço do jornal, ele sempre se locomovia a pé, seja para ir e voltar da redação, ou para se dirigir ao local da pauta. Eu o convidei para contar a sua história para o Seguidores de Fidipides, o que prontamente e com felicidade aceitou em participar. Leia a seguir.  

Durante vários anos da infância e da adolescência, fui goleiro de futsal e de futebol de campo num clubinho ligado à Opus Dei chamado Nautilus, no Brooklin. Depois treinei um pouco de basquete no hoje Clube Escola Joerg Brüder, em Santo Amaro, além de vôlei. Comecei a correr quando estava no Exército, por obrigação. Eu servi o Exército muito a contragosto, e sequer segui a orientação de comprar um tênis melhor, que deveria obrigatoriamente ser preto. Usava os tênis que faziam parte do enxoval que recebemos no início do ano - uma espécie de Ki-Chute sem travas ou uma Conga Preta. Saíamos do quartel do CPOR, na Rua Alfredo Pujol, e frequentemente íamos até o Campo de Marte. A volta, bastante cansativa, era por uma ladeira chamada Chemin del Prá, a terrível Chemin del Prá. Quando passei um pouco dos 30 anos de idade, preocupado com os quilos extras, comecei a andar pela cidade, atividade que me agradava muito. Passei a retornar das pautas até a redação do jornal em que trabalhava, no centro, a pé. Cheguei a voltar do clube Pinheiros, na avenida Faria Lima, até a Rua Major Quedinho (na esquina com a Rua Xavier de Toledo) na caminhada.

Alessandro Lucchetti - 42 anos - jornalista - dezenas de corridas

por que começou a correrpor obrigação, quando servi o exército, mas depois comecei a gostar


relate algo curioso - eu achava que poderia queimar umas 500 mil calorias com uma corrida de 5km. Adorava terminar meus treinos numa padaria, onde comia um sonho. Depois não entendia porque não emagrecia como gostaria


onde costuma treinarno Parque da Água Branca, nos dias de semana; no Elevado Costa e Silva, aos domingos e feriados

o dia de heróio dia em que cismei de correr a Meia Maratona de São Paulo, mesmo estando fortemente gripado. Quase iniciei a segunda subida do Elevado (Minhocão), mas decidi parar, porque estava sem energia nenhuma 

corrida dos sonhosgostaria muito de correr uma Maratona em Paris, como fez o amigo Fernando Dantas

antes da largadaverifico se o cadarço está bem amarrado, urino em algum nojento banheiro químico e vamo que vamo

na chegadafaço o sinal do demônio, em homenagem ao Heavy Metal e a Ronnie James Dio, que seria o inventor do gesto

pior corridauma das edições daquela corrida 10K do Aniversário de São Paulo. Não lembro o ano, não pude completar porque senti muitas dores no joelho

quem admira no esporteo Doutor Sócrates, que tive a felicidade de ver nos estádios, quando era garoto, por tudo o que representa, pela postura política, por ser um raro exemplo de atleta capaz de pensar com originalidade. No mundo das corridas, gosto muito do José João da Silva, figura que me remete a tempos de glória da São Silvestre. Ele era entregador de um restaurante e conheceu a São Silvestre quando ela ''atravessou'' a frente dele, enquanto fazia seu trabalho. A comida chegou fria ao destino, mas Zé João se apaixonou pela prova, que depois viria a vencer por duas vezes


correr éa melhor forma que conheço de produzir endorfina. Já me ajudou a melhorar em 180 graus o meu humor por várias e várias vezes

Leia mais histórias
Alessandro Ribeiro                      

Série Relatos.