domingo, 30 de junho de 2013

Frase de Corredor



"Dar menos que o seu melhor é sacrificar o dom que recebeu". 


Steve Prefontaine

sábado, 29 de junho de 2013

RELATOS - a minha primeira Maratona

Champs Élysée e o Arco do Triunfo ao fundo
Fernando Dantas - 62 corridas - 5 internacionais

Compartilho com vocês aqui toda a emoção da minha primeira maratona, e aproveito para falar um pouco sobre como essa experiência entrou na minha vida. O texto está um pouco longo, mas vale a leitura!

7 de abril de 2013. Sob o frio impiedoso de Paris, desço as escadas da estação Saint-Cloud às 8h, em direção à estação Roosevelt. Nos vagões, mais corredores com a expressão de ansiedade pela primeira maratona ou os mais experientes com o medo da derrota, sei lá. Mas sei que estava lá e não poderia falhar. Quando subo as escadas e saio próximo à largada, o frio na barriga é incontrolável. Helicópteros de TV rondavam a multidão. Me dirijo ao meu local de largada que era para 3h40, muita pretensão a minha, mas peguei esta pulseira na retirada do kit sabendo que o objetivo era completar a prova em 4h.
Bom, um aquecimento rápido com alongamento, mas de nada adiantou. O termômetro da Champs Élysée marcava 4°C, e estávamos na primavera. Minha mulher, Renata Gonçalez, me fotografa desejando-me uma ótima corrida, e me beija, como não poderia faltar. Entro na minha baia e me misturo aos milhares de corredores. Atrás está o Arco do Triunfo, onde será a chegada. O locutor num francês frenético e que pouco compreendi dá a largada. Sabia que ali mudaria completamente a minha vida e a forma de pensar, mas como tudo começou?
Em janeiro de 2012, não sei por que, me inscrevi em um biatlo na Estrada Velha de Santos, imaginando que seria fácil completar os 16 km de bicicleta e mais 5 km de corrida. Até que na bicicleta foi moleza, mas quando começou o trecho de 5 km de corrida, a perna travou. Dali em diante, decidi quebrar esta barreira e treinar só corrida. Dia 12 de fevereiro do mesmo ano estreei na provinha de 8 km na praia da Enseada, no Guarujá. Pronto, dali em diante tudo mudou, depois de diversas corridas, decidi em 11 de outubro (dia em que completei 36 anos) que correria uma maratona, e o presente foi a inscrição para o dia 7 de abril de 2013, data da Maratona de Paris. Muitos me questionaram, dizendo que não estava preparado. É uma meta muito difícil, mas, para o meu orgulho, seria apenas mais uma dificuldade.

Mas voltamos a 7 e abril de 2013. Às 9h20, faço a minha tradicional oração e cruzo o pórtico de largada da 37ª Maratona de Paris. Sabia que a minha vida mudaria, mas o  sol abrilhantava e o céu azul coloria a minha obsessão de terminar a prova sem caminhar. Fiz tudo o que havia treinado nos "longões", passar pelo primeiro
Renata Gonçalez e Fernando Dantas
km com um passe de 6 min/km e depois ir diminuindo aos poucos o meu tempo. Passamos pelo Museu do Louvre em direção à praça da Bastilha, pouco depois escuto "olha lá, é brasileiro!", olho para trás e vejo um pequeno grupo de brasileiros na calçada, logo penso: como sabem que sou brasileiro? Distração a minha, pois estava vestindo uma camisa térmica amarela, calça legging preta, luva preta kaleng (leia o post neste blog sobre a tribo Kalengin), tênis Asics série Nova York (maratona que não aconteceu devido ao furação Sandy) e uma simples regata mais de um peso enorme, a mesma que o Marilson Gomes dos Santos usou nas Olimpíadas de Londres, com um Brasil estampado na frente, tudo para servir de motivação e seguir em frente. E estava dando certo, porque escutei "olha lá, é Brasil!", por quase todo o percurso.


Depois de passar por lugares muito bonitos da Cidade-Luz, e de ver todo tipo de corredores (velhos, velhas, novos, fantasiados, um casal de japoneses com véu e grinalda, talvez celebrando a lua de mel em alto estilo), depois de vários quilômetros, chegamos em uma  avenida que não lembro o nome, mas que margeia o Rio Sena e de longe se avista a Catedral de Notre Dame e a Torre Eiffel e que logo mais passaríamos ao seu lado em direção ao parque dos Príncipes.
Comemoração na Torre Eiffel
Mas pouco antes, passo por um grupo estilo Olodum, com roupas de capoeiristas. Não preciso nem falar quando me viram! Esqueci de comentar, por todo o trajeto, bandas e mais bandas divertiam todos que passavam, enfim, entramos no parque dos Príncipes que abriga o estádio do Paris Saint Germain e Roland Garros, e para meu desespero, o temido km 30, onde dizem ser o muro de todo corredor, a hora da verdade, no qual se decide se continua ou se desiste de vez. 
Por sorte e fé no que tinha prometido a mim mesmo, o km 30 não abalou os meus sentimentos, mesmo com o corpo dolorido e pernas inchadas, mesmo usando meia de compressão (que naquela altura não estava adiantando muita coisa), levei seis saquinhos de gel de carboidrato e só restava um, guardei para os últimos quilômetros só de garantia, o pior trecho foi após o km 35, quando pegamos uma reta ainda no parque, várias ambulâncias, massagistas, voluntários, bombeiros e para quê todo aquele aparato?

Para quem assistiu a "O Resgate do Soldado Ryan", logo nas primeiras cenas do dia D, quando acontece o desembarque das tropas aliadas na Normandia e os soldados alemães metralham sem piedade, e começam a cair soldados sem vida, enquanto outros corriam num desepero sem fim, pois foi esta a minha sensação naquele momento, muitos começaram a cair aos gritos com cãibras ou sei lá o quê, entenderam por que todo aquele aparato? A organização sabe que ali é o ponto
A tão sonhada conquista
chave. Não poderia deixar de me envolver com aquela cena, pedi a Deus e ao mito esquecido Abebe Bikila (leia no post deste blog sobre este herói etíope) energia suficiente para cruzar a linha de chegada.


Algo aconteceu, não poderia decepcionar a minha família, minha mulher e os amigos, as pessoas que cercavam todo percurso, as mãozinhas das crianças que pedem para bater nas delas, todo o treinamento e dedicação para este dia, não poderia desistir de forma alguma, logo depois de todos estes pensamentos, fizemos uma curva, vi dois amigos carregando um ao outro como um soldado ferido, eles não falavam francês, talvez fossem mais um estrangeiro como eu neste desafio, depois um grupo de bombeiros se revezando como guias de uns deficientes visuais, caramba, tudo ao mesmo tempo! Não vou desistir. pronto, cheguei nos 40! Só faltam 2 km e 195 metros, agora NADA vai me fazer parar, só se o coração pifar.

Pronto, agora falta pouco, menos de 500 metros, já vejo o pórtico de chegada, ouço a música, o locutor frenético, e o povo aplaudindo todos que passavam, dei um grito, o mais alto que as minhas forças permitiram "eu sou maratonista", repeti várias vezes, as lágrimas escorriam chorei mesmo, dane-se! 3h35 nem imaginava que faria um tempo tão bom assim, passo pelo pórtico de chegada, doía cada músculo do meu corpo, mas a emoção anestesiou tudo isso, recebi uma capa de chuva para me esquentar,  não via a hora da medalha, recebi a camiseta escrito
Em Roma na placa de Abebe Bikila
finisher, e uma senhorinha (lembrei da minha mãe na hora)

colocou a tão sonhada medalha no meu pescoço, abracei-a tão forte e falei vários obrigados, certeza de que ela não entendeu nada, mas valeu, sigo em direção ao Arco do Triunfo para encontrar a minha mulher onde combinamos o reencontro, nos beijamos e fiquei estirado no chão por alguns minutos para digerir o meu feito. 

Uma semana depois estava em Roma, diante da placa em homenagem a Abebe Bikila para agradecer a minha conquista, e para quem acha que parei por aí, agora estou em treinamento para realizar uma UltraMaratona, bom logo mais falo como foi!




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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Fotos Running

Fotos: Fernando Dantas







EU CORRO PORQUE - Ayrton Vignola

Prestes a conquistar a sua centésima medalha, Ayrton Vignola hoje será destaque aqui no blog. Para quem conhece o dia a dia de um repórter-fotográfico sabe que, além de carregar o peso do equipamento, tem de correr para garantir um ângulo exclusivo. Mas para o agora editor de fotografia da Fiesp (Federação das Industrias de São Paulo), cujo hobby é dar umas pedaladas por aí, e que recentemente
Durante o percurso do Caminho da Fé
completou os vários quilômetros de bicicleta do Caminho da Fé (peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida). Em 2006, foi convidado por um primo para completar a equipe no Revezamento Pão de Açúcar, umas das provas mais tradicionais nesta categoria em São Paulo. 

Ayrton sentiu que ali começaria um novo rumo no esporte, impulsionado, principalmente, pela história de superação do irmão, ex-obeso que foi um dos primeiros brasileiros a submeter-se à cirurgia bariátrica, e que se tornou triatleta. Confira sua história!

Ayrton Vignola - 89 corridas

por que começou a correr - Comecei a correr para completar uma equipe de um primo, numa prova de 10k (revezamento Pão de Açúcar). Jamais tinha corrido esta distância. Mas, depois que senti a energia do que é completar uma prova, do que é ver pessoas de todos os níveis e condições sociais ali, umas iguais às outras, depois de sentir o bem que o esporte faz ao meu corpo, não consegui mais parar... Procurei uma assessoria esportiva, fiz exames cardíaco, de sangue, enfim, tive o Ok médico, fui comprar outros pares de tênis, camisas, bonés ou viseiras, meias, óculos de sol e um dos principais itens, que é o filtro solar, e não parei mais de correr...

onde costuma treinar - A maior parte dos meus treinos eram feitos na USP, acho que a maioria dos atletas treina lá, pra quem mora em SP. Acho um lugar com um astral muito bom, mas, atualmente, faço uma parte do treino em academia e outra na avenida Brás Leme, que fica bem perto da minha casa e tem todo tipo de dificuldade ou simulação... Pra quem gosta de subidas, e quiser se arriscar, posso apresentar o Jardim São Bento...Rsrs

o dia de herói - Para presentear um dia feliz em corridas, posso dizer que foi a São Silvestre do ano passado... pois estava com pouco tempo, tinha a meta de fazer apenas metade dela, já que moro bem próximo ao Viaduto Rudge,
Danilo e Ayrton Vignola com as medalhas da S. Silvestre
por onde passa a corrida, mas como meu irmão ia fazer a prova também, e ele mora no Interior de SP, acabei largando com ele na Paulista e fechamos a prova juntos. Pra quem não sabe, meu irmão Danilo Vignola sempre foi obeso e foi uma das primeiras pessoas a fazer a cirurgia bariátrica no País, e hoje ele é um triatleta e um exemplo de vida pra mim e para muitos.. Então,  o dia de Herói eu ofereço a ele, por me dar a honra de correr com ele e de terminar uma prova maravilhosa que é a São Silvestre.


antes da largada - Antes da largada eu faço absolutamente tudo o que faço desde a primeira. Fecho os olhos e estudo cada pedaço do meu corpo, procuro mexer e sentir cada músculo e agradeço a oportunidade de me levar para mais uma prova. Se vejo que não estou bem, por exemplo, faço a largada numa boa, com tranquilidade e se eu perceber que realmente alguma coisa não vai bem, caminho até o final da prova... afinal, o importante não é terminar uma prova arrebentado e sim terminar várias provas bem.

na chegada - ahhhh na chegada, a primeira coisa que faço ao cruzar a linha de chegada é fechar os olhos e agradecer ao Nosso Pai Maior por me dar saúde para completar mais uma prova. Agradeço ao meu corpo por me levar até ali também. Mas no Km final eu já começo a sorrir mais, já começo a desconcentrar mais e curtir o momento. Procuro ajudar outros atletas que vejo que estão cansados, ou com algum problema, procuro incentivar de alguma maneira... Atualmente não corro mais por tempo... corro por prazer. E, se de alguma maneira, ao longo da corrida eu conseguir ajudar alguém, com certeza a minha chegada é mais feliz.

corrida dos sonhos - seria correr qualquer prova ao lado de uma pessoa com qualquer tipo de deficiência, seja ela deficiência física, visual, auditiva, qualquer uma mesmo... Seria uma honra pra mim poder participar de alguma prova ao lado de uma pessoa especial. Se alguém quiser, ou puder ajudar ou indicar, ficaria muito feliz... Com certeza me faria mais feliz.

pior corrida - Eu nunca vejo uma prova como a melhor ou como a pior, nunca, pois eu respeito meu corpo. Nem todos os dias estamos bem pra tudo. E como já disse aqui, o importante não é terminar uma única prova e sim terminar várias... Se hoje não estou bem, ok... amanhã estarei melhor... e assim sigo a vida não só no esporte...

quem admira no esporte - Quem eu admiro no esporte com certeza são aqueles atletas de idade mais avançada... Como eu fico feliz em ver uma pessoa, um senhor, ou uma senhora. Mas um atleta que admirei muito no ano passado, por exemplo, foi um senhor correndo com uma tora de madeira de 30kg na
 S.Silvestre. Quer inspiração e superação melhor que esta?... Claro que temos aqueles atletas que nos enchem os olhos, como o jamaicano Usain Bolt, que apesar de ser um velocista, tenho certeza que é admiração para todos no esporte. 

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Receitas do Holtz - Talharini com brócolis e tomate cereja

·         Talharini com brócolis e tomate cereja

Ingredientes: (serve 4 pessoas)
400 g de talharini
500 g de brócolis
2 dentes de alho
15 tomates cereja
50 g queijo parmesão
6 colheres de azeite de oliva extra virgem
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Limpe e lave os brócolis e separe em um recipiente.
Coloque água em uma panela para ferver, quando a água estiver em ebulição acrescente a massa para cozinhar.
Descasque o alho, corte em fatias bem finas e refogue no azeite sem deixar dourar demais. Acrescente os brócolis e tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe cozinhar em fogo médio por aproximadamente 5 minutos mexendo de vez em quando.


Antes de escorrer a massa corte os tomates ao meio e junte-os aos brócolis e refogue rapidamente. Escorra o talharini al dente e despeje sobre o molho de vegetais misturando por 2 minutos. Sirva com o queijo parmesão ralado à parte.







Rodrigo Holtz, chef e corredor

Agradecimento - Massaroca do Holtz
massa artesanal congelada

http://www.massarocadoholtz.com/

massarocadoholtz@hotmail.com              

fone - 2359 7560 cel - 9 7149 4488


terça-feira, 25 de junho de 2013

Correr, correr e correr, será só isso?

Correr, correr e correr, será só isso?
Quais os nossos deveres quando estamos correndo, seja no treino ou no dia da competição? 

Como sempre corro em parques, calçadas e até mesmo em estradas, percebo algumas falhas de nós mesmos, principalmente no que se refere à educação, por isso, seguem algumas dicas

No treino
  •  atravesse sempre na faixa de pedestres e, se o motorista te dar passagem, agradeça mesmo estando no seu direito
  • na calçada, vá pela contramão melhor para visualizar o trânsito, dê preferência aos pedestres
  • se encontrar outro corredor, comprimente-o. Possivelmente, sempre o encontrará pelas ruas ou parques
  • à noite, use roupas claras, refletivas e redobre a atenção
  • em parques, corra sempre pela esquerda e, se for caminhar ou bater um papinho com um amigo, vá pela direita
  • sempre leve água, dê preferencia para cintos de hidratação
  • se por algum motivo passar mal ou se contundir, peça ajuda, não tenha vergonha
Na corrida
  • chegue cedo, deixe suas coisas no guarda-volume; assim vai evitar filas
  • não corra com vontade de ir ao banheiro, isso é um incômodo 
  • fique na baia referente ao seu tempo
  • a largada sempre é complicada, se tiver algum corredor lento a sua frente, peça licença. Não empurre, isso pode causar uma queda
  • se vai mudar a direção, sinalize; os que estão atrás irão agradecer
  • ao passaru pela linha de chegada, não pare; tem milhares ainda para passar
  • agradeça a si mesmo pela medalha, pois você suou muito para recebê-la

  

segunda-feira, 24 de junho de 2013

EU CORRO PORQUE - Alessandro Ribeiro

Quem nunca ouviu a expressão "quer apostar uma corrida", muito comum na nossa infância? Alessandro Ribeiro, que trabalha na Gazeta Press e que aos 30 anos só batia uma bolinha aos finais de semana, em 2005 apostou com um colega de trabalho que correria a tradicional São Silvestre, prova que o marcou para sempre. Mesmo sem roupas e tênis apropriados e muito menos treinamento, Alessandro levou a aposta a sério e terminou em 1h28, tempo muito comemorado. Depois disso percebeu que a corrida tomaria conta de sua vida. Hoje, aos 38 anos, e com 135 medalhas, não pensa em parar tão cedo.


Alessandro Ribeiro, 38 anos, 135 corridas 


  • por que começou a correr - por uma aposta com um colega de trabalho de que conseguiria correr a São Silvestre, meu tempo foi de 1h28
  • onde costuma treinar - treino duas vezes por semana, da Av Paulista para minha casa, no bairro Sta. Teresinha (Zona Norte) e aos finais de semana, no Horto Florestal
  • o dia de herói - foi a minha primeira São Silvestre, porque eu não tinha o treinamento e nem tênis adequados e fiz um bom tempo
  • corrida dos sonhos - Maratona de Chicago
  • antes da largada - nada demais, só uma oração
  • na chegada - outra oração por ter concluído, e não pode faltar o beijinho da filhota que dá muita sorte
  • pior corrida - foi na de 7 de Setembro de 2006, tive uma contusão no joelho e fiquei parado por quase um ano
  • correr é - liberdade
  • quem admira no esporte - o cara que admiro é o Usain Bolt mesmo não sendo maratonista, e o Zé João da Silva, bicampeão da São Silvestre que conheço pessoalmente é o primeiro da lista 

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domingo, 23 de junho de 2013

Onde Treinar - Estrada Velha de Santos

Cansou de treinar em parques e esteiras, por que não suar um pouco em uma estrada? A Rodovia Caminho do Mar, mas popularmente conhecida Estrada Velha de Santos, é uma antiga rodovia paulista que ligava a capital ao litoral, hoje em dia se encontra para fins turísticos sendo utilizada por ciclistas, corredores e pescadores. Pode-se dizer que é a estrada mais antiga do Brasil datada de 1792 a partir da calçada do Lorena.

Fica localizada em sua maior parte no Parque Estadual da Serra do Mar
Foi inaugurada em 1844, quando recebeu a denominação de "Estrada da Maioridade", em alusão à emancipação de D. Pedro II. Por ela passavam carroças e diligências, que faziam a ligação entre a Baixada Santista e o Planalto Paulista. Sobre o leito dessa estrada foi construído, em 1917, o Caminho do Mar, obra que recebeu a primeira pavimentação em concreto da América Latina, possibilitando o tráfego de automóveisônibus e caminhões entre São Paulo e Santos.1


Atravessa trechos da primeira rodovia aberta para ligar o litoral à capital paulista: a Calçada do Lorena, uma estrada construída em 1792, com pedras. Por ela, D. Pedro I voltou de Santos, no dia 7 de setembro de 1822, para chegar as margens do rio Ipiranga, onde bradou o famoso grito da independência do Brasil.

Mas atualmente o percurso para ciclistas e corredores conta com 16 km por volta, com subidas e descidas durante todo o trajeto. Proporciona a sensação de provas de triathlon ou ultramaratonas que por sua maioria são sempre realizadas em estradas. 

Dicas importantes:
corra sempre no acostamento e na contramão, para visualizar o trânsito local com maior segurança.
leve água e se necessário um lanche leve.
Se for de carro não pare no acostamento, após dois quilômetros do entroncamento com a Rodovia Índio Tibiriçá conta com um pequeno estacionamento. Não jogue lixo na estrada.


Portaria de acesso as visitações organizadas através da Empresa Metropolitana de Águas e Energia, responsável pelo roteiro. O trajeto possui diversas biodiversidades, incluindo a mata atlântica, além dos fatores históricos que o cerca e passagens da história brasileira, com um rico patrimônio arquitetônico. Está aberta à visitação de terça a domingo, das 8h30 às 16h. Os passeios devem ser agendados pelo telefone (11) 3333-7666. Há estacionamento gratuito . A estrada também tem acesso pela portaria que fica em Cubatão.

Como chegarEstrada Caminho do Mar (SP-148), entroncamento com a Rodovia Índio Tibiriçá, São Bernardo do Campo, São Paulo. Acesso pela Via Anchieta no bairro Riacho Grande.

sábado, 22 de junho de 2013

A temida tribo Kalenjin



Kalenjin - O nome pode não ter sonoridade parecida no português, mas é temido no atletismo. Temido até mesmo dentro do país que lhe dá origem: o Quênia. O grupo étnico africano de nome curioso é base de estudos para muitos pesquisadores devido a sua potência atlética. Nenhuma outra comunidade formou tantos fundistas e corredores de longa distância nos últimos 50 anos.
O Quênia, da forma que existe hoje, é um país recente: só existe desde 1955. Sua primeira medalha olímpica veio menos de 10 anos depois: um bronze nos 800m com Wilson Kiprugut, um Kalenjin nascido no condado de Kericho.
Aparentemente, o lugar onde o atleta nasce no Quênia pode pré-determinar o seu sucesso no esporte.  Dividido em sete províncias, o país teve boa porte de seus heróis nascidos no Rift Valley, que abriga, entre muitas tribos, os Kalenjin. Os quenianos já conquistaram 86 medalhas olímpicas, sendo 79 só no atletismo. São 25 medalhas de ouro: 23 conquistadas em provas individuais de longa distância, uma no revezamento masculino 4 x 400 e outra no boxe. Atenção para o número impressionante: 21 ouros olímpicos vieram de fundistas nascidos no Rift Valley.
Cinco vezes campeão da São Silvestre e dono do recorde da prova desde 1995, Paul Tergat é mais conhecido dos brasileiros. Nascido no distrito de Baringo, no Rift Valley, Tergat é de uma comunidade chamada Turgen, um dos braços dos Kalenjin. O atleta ainda possui duas pratas olímpicas nos 10.000m, conseguidas em Atlanta (1996) e Sidney (2000).
Mas o que explica tanta resistência a longas distâncias? A primeira coisa que se vem à mente é um beneficiamento genético, mas o grande número de treinos e fato deles serem feitos na altitude (mais ou menos 2000 m acima do mar) também pode ajudar.
As fibras musculares dos corredores quenianos também podem ser consideradas um benefício. Estudos comprovaram que a prevalência de fibras musculares tipo I, que utilizam o oxigênio para formação de energia aeróbia, é normal nos corredores de longa distância, e 70% da constituição muscular dos atletas quenianos são desse tipo de fibra.


Fonte: Iaff
fotos: Fernando Dantas, arquivo Gazeta Press

Fotos Running








Fotos: Fernando Dantas

Acordou com preguiça para treinar assista este vídeo para energizar.....







sexta-feira, 21 de junho de 2013

Onde Treinar - Parque da Aclimação

A história do Bairro da Aclimação está diretamente ligada à história do Parque da Aclimação ou Jardim da Aclimação, como é conhecido. Em 1892, o médico Carlos José Botelho, nascido em Piracicaba, adquiriu uma grande extensão de terras cobertas de áreas verdes na região, chamada Sítio Tapanhoim, e resolveu reproduzir ali o Jardim D'Acclimatation de Paris. No local havia espaço para aclimatação e exposição de gado leiteiro importado, o que logo atraiu o interesse de pecuaristas. 
Na região também foi criado o primeiro zoológico paulista, um centro pioneiro de pesquisas em cancerologia, o primeiro silo da América Latina e o primeiro clube de equitação do país. Em 1916, a região toda era chamada de Aclimação.
Busto de Carlos Botelho no lago em frente a entrada principal
A Pista de cooper leva o nome de Antonio Daoud atleta que morreu durante uma prova de triatlon em 6 de maio de 1984. E tem 1.100 metros em asfalto e do lado oposto da entrada principal conta com um outro percurso com ótimas subidas. 
Placa em homenagem a Antonio Daoud


Infraestrutura do parque - Lago, concha acústica, jardim japonês, aparelhos de ginástica, pista de Cooper e caminhada, playgrounds com espaço para piquenique, paraciclo, campo de futebol e sanitários. Conta ainda com a Biblioteca Temática de Meio Ambiente.

Endereço - Rua Muniz de Souza, 1.119 - Aclimação 
Horário de funcionamento - diariamente das 6h às 22h 




Agradecimento - GUIA DOS PARQUES MUNICIPAIS DE SÃO PAULO
















quinta-feira, 20 de junho de 2013

Se você acha que já viu todo tipo de corrida, olha só essa

Já organizam corridas a noite, em trilhas, com tinta, na lama, gelo. Mas há uma novidade na Nova Escócia, no Canadá, a Zombie Trail Run. É uma corrida de 5 km em trilha de montanha, que terá zumbis espalhados em todo o percurso para perseguir os participantes.
Marcada para o dia 28 de setembro, a disputa está com as inscrições abertas. Crianças com idade superior a 6 anos poderão participar da prova, mas devem estar acompanhadas de um adulto.
O regulamento explica que cada participante irá ganhar três bandeiras. O objetivo é cruzar a linha de chegada com, pelo menos, uma delas. Se os zumbis conseguirem roubar todas as bandeiras, o corredor poderá ganhar uma “vida extra”, mas terá que passar por um desafio.
A prova inusitada foi organizada para recolher fundos para o time de taekwondo local. Os atletas e seus familiares serão os zumbis da competição. Para saber mais sobre a corrida, acesse: http://www.zombietrailrun.ca


Zombie Trail Run

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pequenas dicas pré corrida

Algumas dicas para o dia da prova.

O dia tão esperado da corrida, seja ela de qualquer distância, sempre gera uma ansiedade. Isto é normal até para os atletas de elite, imagina para que vai participar pela primeira vez, perde-se até o sono e dá aquele friozinho na barriga. Mesmo tendo treinado corretamente e seguido a planilha, o dia D é sempre mais complicado, mas não se preocupe, a concentração é mais importante que a própria corrida em si.

Siga algumas dicas para amenizar a pressão.

- treine corretamente e alimente-se bem durante a semana que antecede a prova, evite mudar a alimentação, principalmente um dia antes e no café da manhã para evitar desconforto intestinal.

- pegue o kit pré-prova o quanto antes para evitar filas e já se motivar.

- na noite anterior, deixe a roupa, tênis, número e chip separados para facilitar, mas atenção: não use nada que já não tenha usado nos treinos, principalmente os tênis para evitar fricções e bolhas nos pés.

- Durma cedo e acorde cedo para chegar ao evento com antecedência para um bom aquecimento e alongamento, passar o filtro solar, amarrar o chip no tênis. Uma dica importante: dê um nó duplo para evitar que o cadarço desamarre no caminho e faça você perder minutos preciosos; se necessário, use os banheiros. Vá para a largada sem esta preocupação.

- Agora vamos para a largada: fique na baia de tempo para o qual você treinou, e, na largada, fique sempre à direita e deixe os mais rápidos passarem, porque um dia você também irá para a esquerda.

- sempre tome água em todos os postos de hidratação, tome água em pequenos goles para não engasgar, É muito bom jogar um restinho na cabeça dá uma boa despertada.

- agora que está chegando ao seu objetivo, é só correr para o sprint final e pular, fazer o aviãozinho, socar o ar, gritar, chorar, nessa hora vale tudo. Sua meta foi concluída e só quem a cruza a linha de chegada sabe a emoção que se sente.

- agora é só pegar o kit pós-prova e colocar a medalha no pescoço.

- Ah, um alongamento é bem-vindo.

Parabéns e já treine para próxima!









Ótimo filme de corrida e boas risadas

Run Fat Boy Run, ou em versão para o Brasil, Maratona do Amor

é um ótimo filme de corrida e que garante muitas risadas....

Cinco anos atrás Dennis (Simon Pegg) estava no altar, prestes a se casar com Libby (Thandie Newton), mas teve medo e fugiu do compromisso. Desde então nada deu certo em sua vida. Um dia ele descobre que Libby está com Whit (Hank Azaria), um garanhão. Decidido a mostrá-la que ele é o homem certo para ela, Dennis decide se inscrever na mesma maratona em que Whit competirá. Mas logo ele descobre que participar da competição não será tão fácil assim.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Precisa de uma motivação a mais, que tal assistir ao filme Carruagens de Fogo....

Precisa de uma motivação a mais, que tal assistir ao filme Carruagens de Fogo....

As Olimpíadas de 1924, em Paris, se aproximam. Eric Liddell (Ian Charleson) e Harold Abrahams (Ben Cross) pretendem disputá-la, mas seguem caminhos bem diferentes. Liddell é um missionário escocês que corre em devoção a Deus. Já Abrahams é filho de um judeu que enriqueceu recentemente e deseja provar sua capacidade para a sociedade de Cambridge. Liddell corre usando seu talento natural, enquanto que Abrahams resolve contratar um treinador. Ambos seguem as eliminatórias sem problemas, até que uma das classificatórias de Liddell é marcada para domingo. Ele se recusa a competir, por ser este um dia santo. Percebendo a situação, um nobre oferece a Liddell sua vaga na disputa dos 400 metros. Ele aceita e vence a corrida, assim como Abrahams. A partir de então, os dois integram a equipe do Reino Unido para as Olimpíadas.


Allied Stars Ltd / Enigma Productions

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Você acha que tênis é tudo igual?

Tênis não é tudo igual, as empresas gastam milhões de dolares, para desenvolver tecnologias para amenizar torções referentes aos tipos de pisadas. Estas dicas irão facilitar na sua próxima compra, não compre o tênis da moda, pela cor, etc... mas sim por um que se ajuste corretamente ao seu pé, com o tênis certo vai ajudar muito no rendimento da corrida.



Tipo de pisada pronada
A pronação acontece quando, durante a movimentação, a parte de fora do calcanhar toca o chão e o pé inicia a rotação para dentro e só depois se endireita.
Uma quantidade moderada de pronação é necessária para que o pé funcione apropriadamente, no entanto, lesões podem acontecer com a pronação excessiva. Quando a pronação excessiva acontece, o arco do pé se achata, alongando músculos, tendões e ligamentos que ficam na parte inferior do pé.
A imagem ao lado mostra o pé direito de um corredor com tipo de pisada pronada visto por trás. Como você pode ver, o calcanhar tem uma pronação acentuada.

Pisada Proanda
Pisada Proanda
Tipo de Pisada Supinada
Supinação é o oposto de pronação. Ela acontece quando, durante a movimentação, o calcanhar toca o solo e o pé inicia uma rotação para fora.
Uma quantidade normal de supinação acontece quando, durante a pisada, o calcanhar deixa o solo e os dedos são usados para a propulsão do corpo. No entanto, a supinação excessiva põe uma carga grande nos músculos e tendões que estabilizam o tornozelo, o que pode fazer com que o tornozelo rotacione totalmente para fora, resultado em torção ou até mesmo na ruptura total dos ligamentos.
Pé chato (arco do pé achatado) é geralmente associado à pronação. Nesse caso o peso é aplicado na borda interior do pé durante a corrida. Esse tipo de pé requer um tênis que ofereça total controle do movimento.
Arco do pé alto é geralmente associado à supinação. Nesse caso o peso é aplicado na borda exterior do pé durante a corrida. Esse tipo de pé requer um tênis flexível, com bom amortecimento.

Pisada Supinada
Pisada Supinada
Tipo de Pisada Neutra:
A pisada neutra também começa com a parte externa do calcanhar e o pé rotaciona ligeiramente para dentro durante a movimentação, terminando com a parte da frente do pé inteira tocando o solo.
Corredores com pisada neutra podem ter o arco de pé normal, alto, médio ou até mesmo baixo.
Sendo assim, eles podem usar uma variedade grande de tênis de corrida.

  

Vamos fazer a criançada correr!!!!!


Corrida Infantil - Projeto Novas Sementes

Local: Parque Ecológico do Tietê
Categorias:
5, 6, 7, 8, 9, 10, 11,12, 13, 14 e 15 anos
Organização: Associação Esportiva Revivendo.
Leia o regulamento do evento.

acesse o site: www.corridaeaventura.com.br