quarta-feira, 31 de julho de 2013

TÁ SE ACHANDO VELHO PARA COMEÇAR A CORRER

O homem considerado o corredor mais velho do mundo anunciou que está se aposentando das maratonas, aos 101 anos de idade.

Fauja Singh, apelidado de “tornado de turbante”, confirmou a aposentadoria após correr 10 quilômetros em Hong Kong. Ele completou sua última prova em uma hora e 32 minutos.
O corredor nasceu na Índia mas vive na Grã-Bretanha, onde iniciou sua carreira esportiva aos 89 anos. Em 2012 ele se tornou a pessoa mais velha ao correr os 42 quilômetros de
uma maratona em Toronto, no Canadá.
Singh diz que vai completar 102 anos em abril. Ele não tem uma certidão de nascimento que comprove a idade.
Apesar da aposentadoria, ele disse que continuará correndo para manter sua forma física e a saúde pessoal.





Drauzio Varella - Maratonista

Drauzio Varella para mim é uma grande referência em saúde pública e também uma pessoa admirável, repasso adiante um trecho da entrevista publicada na revista Trip de 12/02/2013 que trata exatamente sobre maratona leia a seguir.
Texto: Micheline Alves

Dormindo em média seis horas por noite (“às vezes, com cinco já dá pra aguentar”), Drauzio divide a apertada agenda entre as gravações de TV, o atendimento a detentas da penitenciária feminina de São Paulo, os textos para o site (drauziovarella.com.br, que ele afirma ter mais de 3 milhões de acessos mensais), as viagens à Amazônia, a participação em maratonas mundo afora. Mas ainda é a prática da medicina sua principal ocupação. Cancerologista renomado, divide-se entre o Hospital Sírio-Libanês e um consultório localizado logo em frente. É uma convivência intensa com doentes muitas vezes terminais, algo que o fez compreender que a função do médico não é exatamente a de curar (coisa que, em muitos dos casos que trata, é impossível), e sim tornar melhor a vida dos pacientes. Casado há 31 anos com a atriz Regina Braga, pai da editora e tradutora Mariana, 39 anos, e da médica Letícia, 36, avô de Manoela, 8, e de Helena, 2, Drauzio se dedica a tantas coisas simultaneamente por gostar da diversidade da vida. Com todos os perigos que ela tem.
Você acaba de completar 70 anos. Esse número tem um peso? 
Tem um peso. É uma idade de respeito, né? Você definitivamente não é mais jovem. Com 60 também não, mas aos 70 você entra de fato na categoria dos mais velhos. Sempre fui o mais novo por onde eu andei – o mais novo da classe, o mais novo entre os médicos. Agora sou sempre o mais velho [risos]. Mas não tenho problema com a idade. Tem problema quem pulou etapas, não realizou o que tinha que realizar. Eu fui vivendo o que tinha que viver e acho que fui ficando melhor. Não dá para ter saudade de quando se tinha 15 anos, dá? Eu não tenho saudade nem de quando eu tinha 50.
E foi aos 50 que você começou a correr maratona, não é? De onde veio essa decisão? 
Um dia encontrei um ex-colega de escola que, no meio da conversa, perguntou minha idade. Quando eu falei 49, ele disse: “Xi, ano que vem, 50, é o começo da decadência”. Aquela frase ficou na minha cabeça. Eu estava me sentindo tão bem, tão produtivo. Para provar que não estava ficando velho, resolvi correr a maratona de Nova York. Me preparei e fiz a prova inteira. Aí comecei a correr todos os anos.
A corrida lhe deu a prova de juventude de que precisava? 
Sim. Quando você corre 42 quilômetros, se sente jovem. Fisicamente mesmo. O grande problema da idade é a decrepitude física, sentir que o corpo cria problemas, pressão alta, diabetes, o ritual dos comprimidos. Mas, se não tem isso, não há limitações. Claro, você não tem a virilidade de antes, mas também já não quer a vida sexual que teve quando jovem. Você entra num processo mais harmonioso, com uma visão mais abrangente. E começa a se concentrar no que é importante.
“Não dá pra ter saudade de quando se tinha 15 anos, dá? eu não tenho saudade nem de quando eu tinha 50”
Continua participando de provas? 
Sim, a última que corri foi em Berlim. Fiz em quatro horas e 12 minutos. Meu melhor tempo até hoje foi três horas e 38, em Nova York. O problema é que maratona exige tempo para treinar e isso eu não tenho.

terça-feira, 30 de julho de 2013

RECEITA DO HOLTZ - COGUMELOS RECHEADOS

Cogumelos Recheados com Queijo Roquefort e Cream Cheese.
Ingredientes:
·   200g de Cogumelos Paris fresco
·   200g de Queijo Roquefort (pode ser substituído por gorgonzola)
·   100g de Cream Cheese
·   Salsinha
·   Cebolinha
·   Azeite extra virgem
Modo de Preparo:

Lave e seque bem os cogumelos, e em seguida retire a parte de baixo (onde vai ser recheado).
Em uma vasilha misture o cream cheese, queijo roquefort e um fio de azeite. Misture até obter uma textura homogênea. 

Recheie os cogumelos e leve ao forno pré-aquecido em uma forma a 180 graus por aproximadamente 10 a
15 minutos.
Para servir salpique um pouco de salsinha e cebolinha picada.

Pode ser servido como entrada acompanhado de uma salada de folhas. 









Rodrigo Holtz, Chef e corredor.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

TURISMO E CORRIDA




Como correr é um vício sadio, que tal aliar turismo e treino? Em Buenos Aires existe um serviço chamado Urban Running Tours. Com corredores guias especializados, os participantes percorrem os principais pontos da capital Argentina correndo. Veja mais -

http://urbanrunningtours.com.ar/


quarta-feira, 24 de julho de 2013

BENDITA ESTEIRA

Sempre tive preconceito e preguiça em correr na esteira. Tempos atrás, quando frequentava academia, o meu recorde foi de 16 minutos, e já achei muito. Como sou leitor voraz de revistas especializadas em corridas, li uma matéria da Ana Paula Alfano sobre "A reinvenção da Máquina" na Runner's World de junho. Depois de esmiuçar o texto, seguindo algumas dicas, decidi encarar a máquina.

Comecei com o básico caminhando 5 min e correndo 10 min, fui revesando neste passe até completar 30 minutos. O resultado foi satisfatório.

Certo dia, acordei todo animado para uma corrida mais longa, mas a chuva caía sem piedade. O jeito foi descer na academia do prédio onde moro para correr na Bendita Esteira, coloquei uma música bem cadenciada e já comecei correndo. Uma hora depois estava lá ainda e a todo pique.

Agora, se estiver chovendo ou muito frio para encarar a rua, lá estou eu naquela que sempre desprezei e que hoje é minha aliada tanto para ganhar ritmo, acertar o posicionamento do corpo, quanto para trabalhar a concentração, que tem me ajudado muito nas provas de longa distâncias.

Não é a toa que nos meus exames cardíacos que faço anualmente me dou bem no teste ergométrico em esteira!                                                  


A história de Kathrine Switzer

Toda corredora que disputa uma maratona hoje deve uma pequena parte da
sua liberdade à Kathrine Switzer, primeira mulher a participar da Maratona de Boston (EUA), em 1967. Na época, apenas os homens podiam integrar quaisquer provas de rua no país, antes mesmo das mulheres se rebelarem contra os padrões vigentes, pedindo maior igualdade entre os seres humanos, na famosa praça de Atlantic City, em 1968. A americana viveu momentos de tensão e vitória naquele gelado dia, e não fazia ideia de que se tornaria parte da história


Nascida em 5 de janeiro de 1947, nos Estados Unidos, Kathrine resolveu, aos 12 anos, virar uma líder de torcida. Desaprovada pelo pai, que estimulava os filhos a pensarem além dos papéis tradicionais da sociedade, foi incentivada a praticar esportes.
Ela jogava na equipe do colégio Linchburg, na Virgínia, e corria diariamente, quando o técnico do time de cross country a convidou para integrar uma prova masculina, que precisava de mais um integrante. Sem saber, Kathrine já estava destinada a ser pioneira no esporte feminino. Em 1966, resolveu se tornar jornalista esportiva, impossibilitada de viver como uma atleta.
- Com o passar do tempo, correr se tornou a arma secreta do meu primeiro amor. Era algo que eu podia fazer por mim, não custava nada, não necessitava muito equipamento e eu amava treinar ao ar livre. Eu sabia que a corrida seria meu esporte de toda a vida. E ainda era boa no que fazia – revelou a atleta.
No dia da prova, nevava, ventava e fazia muito frio. Os corredores demonstravam apoio e felicidade ao vê-la participar. Para surpresa de Kathrine, a exceção foi um dos diretores da maratona, Jock Semple.
Quando me viram, os fotógrafos começaram a gritar “tem uma garota na corrida!” Eu não estava tentando me esconder de maneira nenhuma, pelo contrário, eu estava tão orgulhosa de mim mesma que usava até batom. Jock era conhecido por seu temperamento violento. Em um determinado momento, ele se enfureceu e veio correndo atrás de mim, gritando “saia da minha prova e me dê esse número de peito!” Eu morri de medo. Para minha sorte, meu namorado Tom Miller, de 115 kg, conseguiu empurrá-lo, enquanto Arnie gritava “corra que nem uma louca!”. O resto é história. Minha presença infame não foi oficialmente registrada pela organização. Terminei em torno de 4h20m – descreveu a corredora.
Somente em 1972 as mulheres puderam fazer parte da maratona e,
finalmente, se denominar atletas. Com razão, Kathrine é muito orgulhosa do próprio feito.

Em sua carreira, Kathrine correu 35 maratonas, criou programas esportivos para mulheres em 27 países, viaja o mundo promovendo corridas e caminhadas femininas, escreveu o livro “Mulher de Maratona” e integra, desde 2011, o seleto grupo pertencente à calçada da fama das mulheres dos Estados Unidos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

EU CORRO PORQUE - Elbiana Cardoso Soares

Em certo ponto da vida, temos de fazer algumas escolhas para garantir o nosso futuro, principalmente na carreira de atleta amador. Este foi o caso de Elbiana Cardoso Soares, que sempre foi apaixonada por corridas de rua, mas a faculdade tomou todo o seu restinho de tempo. Após concluir os estudos, sempre comentava com a irmã que gostaria muito de voltar a correr, porém, a preguiça não deixava. Até que um dia ela ganhou uma inscrição para uma prova de 5K no autódromo de Interlagos, em 2011. Sem um treino específico, pensou em desistir várias vezes durante o percurso que é muito difícil, mas o gosto pela vitória pessoal a fez cruzar a linha de chegada como uma vencedora. "Depois dessa corrida, prometi que iria voltar a treinar e não parar mais de correr".
Elbiana Cardoso Soares - secretária executiva - 29 corridas
Curiosidades de corredor - em uma corrida e já muito cansada do percurso,

chegando no final da corrida tinha  uma subida de assustar qualquer pessoa, e as minhas pernas travaram na hora. Eu tentava correr e nada acontecia, parecia que não saía do lugar. Até que ouvi uma mulher dizer: "Corre Pacheco, você consegue". Eu olhei pra trás e me dei conta que uma mulher havia lido na minha camiseta o nome da Assessoria que participo. Era visível que eu estava muito cansada e não ia ter forças para subir, mas o estímulo daquela mulher me a deu força que precisava. Subi tão forte que nem acreditei!

onde costuma treinar – eu treino na pista de cooper Vinício Stancati no Museu do Ipiranga 
o dia de heroína - foi na minha melhor classificação por categoria, fiquei em 3º lugar na 1º Corrida do Jockey Club. Foi muito bom, mesmo não levando troféu, que foi entregue somente para a primeira colocada, me senti realizada.
corrida dos sonhos - a corrida que sonho desde março vai ser a minha primeira meia maratona, em agosto, quando irei estrear na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Nunca imaginei que um dia correria uma meia. No início do ano, conversando com uma amiga, essa vontade surgiu e, desde então, tenho treinado muito para esse dia.
antes da largada - eu tenho costume de me aquecer bem, e depois sempre oro a Deus pedindo para que tudo dê certo
na chegada - na chegada agradeço a Deus, primeiramente, por mais uma etapa cumprida, tomo bastante água e paro um pouco para me alongar, principalmente as pernas.
pior corrida -  foi em 2012, na corrida Droga Mata 5K. Durante a prova, pisei em um buraco onde torci o pé de tal forma que não conseguia encostá-lo no chão, faltando 2 km para cruzar a linha de chegada. Me lembro que fiquei muito chateada, terminei andando com muita dor e, por insistência, tentava voltar a correr e doía demais, mas cruzei a linha andando.
quem admira no esporte - eu admiro o corredor Alan Fonteles, atleta paralímpico que, mesmo com as duas pernas amputadas, tem muita garra e determinação. Ele vem mostrando seu trabalho a cada corrida e a cada medalha conquistada, sendo aqui ou fora do país.
correr é - se superar e confiar em sua determinação.



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RECEITA DO HOLTZ - Canja de Galinha

CANJA DE GALINHA
Rendimento: quatro porções 
Ingredientes:   1 coxa de frango
1 sobrecoxa de frango
½ peito de frango
½ talo de alho-poró
1 ½ talo de salsão sem folhas
1 cebola pequena cortada em cubos grandes 

1 folha de louro
2 cenouras
1 abobrinha
5 vagens
½ xícara de arroz cozido
4 folhas de hortelã
Sal e pimenta a gosto
Queijo parmesão
Pão

Modo de preparo:
Em uma panela, coloque para cozinhar a coxa, a sobrecoxa e o peito de frango junto com o alho-poró, ½ talo de salsão, a cebola, uma cenoura cortada em rodelas grandes e a folha de louro. Acerte o sal. Depois de cozido (aproximadamente 45 minutos), separe o frango, coe o caldo e reserve em uma panela.

Corte os legumes (uma cenoura, um talo de salsão, a abobrinha e as vagens) em pedaços pequenos. Em seguida, retire a pele e a gordura da coxa e da sobrecoxa e desfie junto com o peito. Cozinhe os legumes no caldo reservado juntamente com o frango já desfiado, o arroz e as folhas de hortelã. Ajuste o sal. Sirva com queijo parmesão e o pão de sua preferência.




Rodrigo Holtz, chef e corredor

domingo, 21 de julho de 2013

EU CORRO PORQUE - Andre Henriques

Em 2012, a balança registra 98 kg e cobra o preço do sedentarismo. Vida esportiva, só pela televisão ou registrada fotograficamente. Esta é a história do repórter-fotográfico Andre Henriques, cuja decisão de mudar não foi fácil, pois correr 100 metros era um sacrifício desumano. Mas a força de vontade o tornou poderoso, enfrentou as dificuldades iniciais e, depois de treinos e mais treinos e com a ajuda de uma assessoria esportiva, os 10K já estão ficando fácil. Hoje a balança já não é mais preocupação, e a felicidade de uma saúde renovada e das amizades que fez é algo inexplicável. Segundo a promessa do atleta, 2014 as distâncias irão aumentar. A história dele e dos amigos corredores já foi publicada recentemente neste blog, sobre a história do Trio ABC, que o Andre de certa forma ajudou a construir.


Andre Henriques - 40 anos - 22 corridas

por que começou a correr - Quando cheguei a 98 kg, me assustei. Fechei a boca e comecei a correr com os amigos que já corriam e, aos poucos, fui pegando gosto pelo esporte. 

onde costuma treinar - Parque Celso Daniel e Parque Central em Santo André.
Certo dia foi muito engraçado, estava treinando no Parque Celso Daniel quando passou o Marilson dos Santos com outro atleta. Decidi acompanhá-los e acelerei forte, eu estava no início do treino e eles estavam finalizando, foi um trecho de 200 metros. Quando eles pararam eu, quase os atropelei tamanha era a velocidade, mas que eu ultrapassei, eu ultrapassei, risos!

dia de herói - foi quando passei a correr mais que meu compadre, que sempre me batia nas provas.

corrida dos sonhos - Maratona de Boston.

antes da largada - alongo e peço a Deus que me proteja.


na chegada - não consigo fazer nada, só tirar o chip e pegar a honrada medalha. 

pior corrida - a corrida que mais senti foi os 6k da Toledo em São Caetano do Sul, pois havia corrido os 10k da Night Run no sábado (véspera), e no domingo a musculatura exigiu.

quem admira no esporte - A maratonista Gabrielle Andersen, um exemplo de superação que marcou a história do esporte, na Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

correr é - qualidade de vida, prazer e democracia, no meio da multidão somos iguais e temos os mesmos objetivos conquistar a vitória, todos somos guerreiros.

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sábado, 20 de julho de 2013

FRASE DE CORREDOR



"Qual coração de mãe, o asfalto a todos recebe: a corrida é o exercício pleno da democracia dos corpos. Mais: é o exercício pleno do direito de cada um fazer o que pode, dar o sangue ou trotar relaxado, oferecer o máximo ou o mínimo, desempenhar-se como for possível ou desejável"

Rodolfo Lucena

JÁ PENSOU EM DESISTIR?


À SOMBRA DO "DOPING"

A primeira vez que me lembro de ter ouvido o termo “doping” foi quando Ben Johnson perdeu sua medalha de ouro após a Olimpíada de Seul, em 1988. Minha sensação é a de que escuto falar sobre esse assunto desde que comecei a acompanhar esportes.
Ao fazer a pesquisa para esse texto, descobri que o termo tem origem em uma palavra holandesa, nome de uma bebida alcoólica usada por guerreiros para aumentar a força.  E mais: os gregos antigos já utilizavam substâncias que os faziam se sentir mais fortes.
Minha percepção era correta, o doping é tão velho quanto a atividade física. Está tudo lá na página oficial da WADA (Agência Mundial Anti-Doping). Mas se ainda resta dúvidas ao leitor, tem mais: o primeiro registro de um caso de doping em uma competição oficial foi em 1904, quando Thomas Hicks venceu a maratona nos Jogos Olímpicos comendo ovo cru, administrando injeções de estricnina e doses de conhaque que ele tomou durante o percurso. A primeira punição só seria aplicada em 1928, pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF).
Agora, em 2013, mais uma vez a IAAF entrou em ação e suspendeu Asafa Powell e Tyson Gay, ambos da elite dos 100 metros rasos, donos de recordes e marcas estupendas. Isso depois do maior escândalo da história do ciclismo culminar, além da vergonha pública, na cassação dos sete títulos da volta da França do fajuto heptacampeão Lance Armstrong.
Vemos uma overdose de notícias de atletas dopados. É verdade que para diminuir a quantidade de casos já há alguns especialistas que defendem a liberação de alguns estimulantes, segundo eles utilizados pela totalidade de atletas (nada a ver com esteroides e hormônios de crescimento). Mas a despeito dessa  ressalva, a constância dos casos de doping me levou a pensar se o mundo não vive em meio a uma filosofia dopante que contamina não só o esporte de alto rendimento. É uma linha de pensamento que deixou de ser uma via paralela, um caminho clandestino e se tornou banal. Quem sabe, dominante.
As frutas no supermercado estão todas dopadas com agrotóxicos. São exuberantes, redondinhas, sem marcas. E sem gosto. A mulheres da TV tem peitão, tem coxão, bocão. E, estranho, vozeirão. Tudo no aumentativo. Sintoma de consumo combinado de silicone, plástica e hormônio. É o doping estético.
As músicas também estão dopadas.  Qualquer um, até quem não gosta, é capaz de sair cantando a mais nova moda após tantas injeções de jabá nas rádios e de aparições dos mesmos artistas na TV. E os filmes? Até mesmo os mais fraquinhos, sem qualquer massa encefálica, são inflados para durar, ao menos, uma trilogia.
Já há quem diga que até as drogas vem sofrendo doping invertido. Elas já chegam ao consumidor com menos substâncias ativas. Haverá o dia em que alguém vai se drogar e passar limpo pela punição porque foi enganado pelo fornecedor.
O mundo está dopado. Não para alcançar o êxtase da vitória. Nem para expandir a consciência. Tampouco pelo nobre direito de se defender da dominação, como na história dos heróis gauleses Asterix e Obelix, que tomavam uma poção mágica para ganhar força sobrenatural capaz de derrotar os exércitos tiranos de Roma.
E se a cultura do doping permeia quase tudo, o esporte fica ainda mais órfão de reflexão.  Claro que a ninguém cabe fazer o papel da justiça. Mas como as regras de doping são um tanto obscuras, fica mais simples para a maioria da imprensa esportiva se limitar ao factual. Principalmente quando se trata de um jornalismo que mistura puro entretenimento a doses de omissão. Porque assim fica mais fácil dopar também o telespectador.
Mas será que entre tantos casos de doping  já não chegamos ao limite? Quem são os responsáveis? Treinadores profissionais? Treinadores da base? Confederações? Todos? Ninguém ainda pensou se o erro não está na formação desses atletas? Os responsáveis por jovens esportistas são capazes de ensinar que a vitória a qualquer custo do atleta é a derrota do ser humano?
As poucas respostas que ouvimos são parecidas: “contaminação cruzada” ou “culpa do suplemento alimentar”. Enganos acontecem, é claro. Mas soa no mínimo curioso tantos se imaginarmos que atletas desse nível são cercados de especialistas de todos os tipos. Inclusive, por médicos que conhecem as regras antidoping e as substâncias proibidas.
No meio de perguntas sem respostas, todos parecem beber do conformismo, sentimento tarja preta que se espalha sem controle pela sociedade. Nos bate-papos do dia a dia,  um raciocínio começa a ganhar corpo (se já não corre ao senso comum): atletas de alto rendimento participam de duas provas simultâneas: a que diz respeito a sua modalidade e  uma outra competição contra a fiscalização antidoping. Nessa linha, não se demora a chegar à conclusão: todos estão dopados. O campeão é aquele que ganha e também é hábil para escapar do exame. Sob o risco de ser tachado ingênuo, ainda prefiro não acreditar nisso.
O doping tira o tesão do esporte  e acaba com a paixão que tanta falta já faz em mundo cada vez mais pragmático. Mais brochante do que o efeito colateral que pode atingir os atletas é a perspectiva de que a única ação que se possa tomar é a conversa de sempre: aumentar o controle e a fiscalização. O próprio presidente  do COI, o belga Jacques Rogge, viu um lado positivo – e não era o teste dos velocistas – nos casos mais recentes. Salientou que os últimos flagrantes demonstram a “eficácia” do sistema de controle de doping fora da época de competições.
Como os vírus de computadores, os sistemas de segurança ou leis contra corrupção, as autoridades esportivas ficam a correr atrás do rabo em uma disputa em que a indústria da falcatrua parece estar sempre um passo a frente das medidas  de controle. Basta dizer que o método de “trocar o sangue” utilizado por Lance Armstrong é utilizado desde a década de 70.
Assim, a história de doping nunca termina. Quanto mais eficientes são os recursos da fiscalização, mais longe estamos de solucionar o problema. Afinal, na falta de se produzir seres humanos mais honestos, o mundo anabolizado prefere fingir que está saudável. E a gente prefere fingir que acredita.
* Rodrigo Focaccio escreve no blog Cultebol

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ONDE TREINAR - Parque Chico Mendes - São Caetano do Sul

Parque Chico Mendes se localiza numa antiga área industrial em São Caetano do Sul, tanto que os moradores mais antigos ainda chamam o local de "Buracão da Cerâmica". Batizado com o nome Chico Mendes em homenagem ao seringueiro, e ecologista Francisco Mendes Filho, assassinado em 22 de dezembro de 1988, em Xapuri, no Acre. 

Localiza-se em um pequeno vale de 140 mil metros quadrados, conta com nascentes que alimentam um córrego represado artificialmente para formar um lago. Sua vegetação constitui-se de mata remanescente, que protege as nascentes e acompanha o córrego até o lago. As duas trilhas do Parque percorrem essa área de mata. Existe ainda uma área ajardinada composta por relvados, maciços arbóreos, arbustos ornamentais e árvores frutíferas, ideal para a recreação dos usuários do parque.

boa para treinar - conta com uma pista de cooper asfaltada com opções - 570 metros, 840 metros, 1100 metros ou a de 1600 metros que passa pelo parque conhecido de Chiquinho.

Outra opção é a pista de terra batida que margeia o lago ou a trilha na parte de cima do parque, com subidas e descidas, boa para treinar corrida em trilhas.

Possui várias atrações - 

  • playground
  • pista de cooper
  • lanchonete
  • lago
  • mesas para jogos de dama
  • área para alongamento e musculação
  • quadras de futebol, basquete e vôlei
  • posto médico
  • bicicletário
  • estacionamento
  • banheiro com fraldário
  • Apesar da grama estar um pouco alta e a cachoeira que vai para lago não estar funcionando, o parque é uma excelente atração para os moradores. Aos domingos acontece uma charmosa feirinha de artesanato.



Avenida Fernando Simonsen, 566 – Bairro Cerâmica – São Caetano do Sul
Tel.: 4232-5165
São Caetano do Sul
Funcionamento: Todos os dias, das 6 às 21 horas

domingo, 14 de julho de 2013

FOTOS RUNNING - Fernando Dantas


Como todo corredor também tem um time de futebol do coração, indico um livro

Como todo corredor também tem um time de futebol do coração, indico mais um ótimo livro de Rodolfo Rodrigues e Marício Rito, leia a seguir - 

Trabalho minucioso traz os desenhos de todas as camisas dos dez principais times da Europa
Dupla já fez livros com uniformes de times brasileiros e de seleções das Copas do Mundo

A História das camisas dos 10 maiores times da Europa
de Rodolfo Rodrigues e Maurício Rito

Arsenal, Barcelona, Bayern, Chelsea, Internazionale, Juventus, Liverpool, Manchester United, Milan e Real Madri são dez dos clubes mais populares e poderosos da Europa. Muitos brasileiros os têm como segundo time e vestem a camisa, literalmente.
Qual foi o primeiro fardamento de uma equipe fundada ainda no século XIX? Como estava vestido o esquadrão que venceu aquele grande
grande campeonato? Em que ano o time começou a usar o uniforme mais famoso? Há algum uniforme bizarro no meio dessa rica história? Em A História das camisas dos 10 maiores times da Europa, o leitor terá o modelo de todas as camisas dos dez clubes citados, desde sua fundação. No total, são cerca de 1400 desenhos. Alguns bem curiosos como a camisa verde e amarela do Manchester United no início de sua história, o azul-celeste usado pelo Bayer que remete às suas origens, a força que o Corinthians – clube inglês que também influenciou o Corinthians Paulista – exerceu nos primeiros uniformes do Real Madri, e várias outras informações que estão ao longo das 216 páginas do livro.
Ao final, há também a relação de todas as 48 finais da Liga dos Campeões da Europa, com o desenho exato das camisas dos times que estavam no jogo decisivo.

sábado, 13 de julho de 2013

EU CORRO PORQUE - Gesse Freire da Cruz

Quem frequenta a pista de cooper do Museu do Ipiranga ou mora na região, certamente já viu um corredor com uma faixa amarela fosforescente escrito "Jesus" na testa a faixa é em relação ao trabalho missionário, mostrando Jesus em sua vida. Ele é Gesse Freire da Cruz, ou Gesse Pacheco, como é conhecido. 
Com 58 anos e prestes a se aposentar como eletricista, Gesse tem energia de sobra para encarar qualquer prova. Quando mais novo, seu esporte preferido era levantar ferro na academia mas, aos 27 anos, sua vida atlética tomou um rumo diferente, quando foi assistir ao irmão Davi participar de uma corrida. 
Ficou encantado com todo aquele movimento e decidiu treinar. Diversas corridas


depois, foi tricampeão da corrida da Eletropaulo em Cotia e em muitas outras. Em 1996, a história se repetiu. Ele levou os dois filhos Adriano e André para vê-lo correr a São Silvestre, e o que aconteceu? Tornou-se primeiro técnico dos filhos, já que naquela ocasião, Adriano terminou como terceiro colocado na São Silvestrinha, aos 8 anos. 

A motivação tornou os filhos atletas profissionais e com formação em Educação Física e, hoje, são os filhos que treinam o pai na Assessoria Adriano Pacheco. Alguém tem alguma dúvida que o esporte está no sangue?

Gesse Freire da Cruz - passou de 500 corridas

Por que começou a correr - foi quando fui ver o meu irmão Davi correr, fiquei entusiasmado com o clima festivo do evento, comecei a treinar e não parei mais.

Onde costuma treinar - no Museu do Ipiranga e na Via Anchieta.

Curiosidade - nos 6K de Heliópolis tinha uma lombada a uns 20m da largada e, mesmo com a orientação da organização e dos filhos, larguei muito forte na frente de todo mundo, mas fui ultrapassado quando tropecei na lombada me estabacando no chão.


Antes da largada - eu oro por mim e pelos atletas realizarem uma boa prova.

Na chegada - eu agradeço por tudo e por ter corrido bem. 

Pior corrida - foi a 10K de Caieiras, como não sou fã de subidas, me dei mal.

Quem admira no esporte - como sou um pai coruja, admiro os meus dois filhos atletas, Adriano e André.

Correr é - vida, saúde e bem estar.


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sexta-feira, 12 de julho de 2013

TENTE OUTRA VEZ

Outro dia escutei a música Tente Outra Vez do eterno Raul Seixas e percebi que se encaixa perfeitamente no dia a dia de nós, corredores. 
Leiam e assistam ao videoclipe e reflitam, sem dúvida , isso irá ajudar a recarregar as baterias.


Veja!                                              
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...
Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...
Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...
Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

EU CORRO PORQUE - Vitor Grecco

Desde criança a fisioterapia fazia parte de sua rotina motivada pela hemiparesia cerebral ocorrida na hora do parto. Aos 18 anos, passou a praticar musculação e natação, mas por pouco tempo. Sua vontade mesmo era correr, tanto que até ensaiava alguns passos, mas a falta de motivação acabou dificultando as coisas.
Em 2010 foi admitido para assumir o cargo de analista de suporte jr da Fundação Cásper Líbero, e se deparou com um celeiro fértil de corredores, além do fato de a empresa ser detentora da São Silvestre. Ou seja, motivos não faltaram para retomar as corridas de uma vez por todas. Esta é história do sorridente Vitor Grecco, o Vitão. 

Vitor Grecco - 29 anos, 10 corridas

Por que começou a correr - comecei a correr para valer depois que amigos do trabalho me chamaram para uma prova, e então me senti tão bem que comecei a dedicar um tempo para treinar e melhorar meus resultados.

Onde costuma treinar - corro muito na esteira da academia e em parques
próximos a minha casa.

O dia de herói -  foi quando tive minha primeira vitória pessoal no esporte, completei meus primeiros 10K.

Corrida dos sonhos - foi correr no autódromo de Interlagos, por ser um circuito muito difícil e onde o piloto Ayrton Senna também correu, só que bem mais rápido que eu (risos).


Pior corrida - foi quando participei de uma corrida noturna no Pacaembu, não me senti bem e foi difícil completá-la.

Antes da largada - faço alongamentos e como muita banana, potássio é ótimo para evitar cãibras.

Na chegada - faço mais alongamentos e como mais banana com isotônico.

Quem admira no esporte - para mim é o eterno Ayrton Senna, mesmo não sendo do atletismo, e Marilson dos Santos 

Correr é - ter alegria, liberdade e desafio

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