quarta-feira, 24 de julho de 2013

BENDITA ESTEIRA

Sempre tive preconceito e preguiça em correr na esteira. Tempos atrás, quando frequentava academia, o meu recorde foi de 16 minutos, e já achei muito. Como sou leitor voraz de revistas especializadas em corridas, li uma matéria da Ana Paula Alfano sobre "A reinvenção da Máquina" na Runner's World de junho. Depois de esmiuçar o texto, seguindo algumas dicas, decidi encarar a máquina.

Comecei com o básico caminhando 5 min e correndo 10 min, fui revesando neste passe até completar 30 minutos. O resultado foi satisfatório.

Certo dia, acordei todo animado para uma corrida mais longa, mas a chuva caía sem piedade. O jeito foi descer na academia do prédio onde moro para correr na Bendita Esteira, coloquei uma música bem cadenciada e já comecei correndo. Uma hora depois estava lá ainda e a todo pique.

Agora, se estiver chovendo ou muito frio para encarar a rua, lá estou eu naquela que sempre desprezei e que hoje é minha aliada tanto para ganhar ritmo, acertar o posicionamento do corpo, quanto para trabalhar a concentração, que tem me ajudado muito nas provas de longa distâncias.

Não é a toa que nos meus exames cardíacos que faço anualmente me dou bem no teste ergométrico em esteira!