terça-feira, 9 de julho de 2013

EU CORRO PORQUE - Douglas Oliveira Carvalho

Como toda criança com energia de sobra para queimar, a prática esportiva é uma ótima solução. Este foi o caso do advogado criminalista Douglas Oliveira Carvalho,
quando criança. Tempos depois, na adolescência, descobriu as artes marciais chegando a ser campeão paulista de jiu jitsu, mas uma fatalidade em uma competição lesionou sua coluna, o que o tirou dos tatames para sempre. Por um tempo, as atividades físicas ficaram em segundo plano. Mas na vida adulta, mais precisamente em 2008, aos 34 anos, descobriu uma nova chance de se superar, só que desta vez no asfalto e nas meias maratonas, sua distância preferida.

Douglas Oliveira Carvalho, 39 anos, 51 corridas - 1 internacional

Por que começou a correr – até os 34 anos eu tinha dificuldade de correr, não conseguia sequer atingir a meta de 1 km, comecei a correr justamente para superar essa limitação física e acabei me apaixonando pelo esporte. Mas a minha primeira corrida oficial foi em 2009, na tradicional XII Troféu Cidade de São Paulo 10K, que acontece no aniversário da cidade de São Paulo, dia 25 de janeiro

Na corrida de maiores distâncias, vez ou outra vêm aqueles pensamentos ruins: "o que estou fazendo por aqui?" - "esse percurso não termina nunca" - mas logo que finalizo a prova, vem o sentimento prazeroso da conquista e o desejo de enfrentar um novo desafio. Uma das últimas provas que fiz foi a Meia Maratona - Wine Run, 21 km - pelas montanhas do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), percurso dificílimo por estradas de terra desniveladas, paralelepípedo e montanhas íngremes. Apesar de toda essa dificuldade, o sentimento da conquista foi tão prazeroso que já estou planejando em fazê-la novamente no ano que vem.

Onde costuma treinar – treinos mais curtos eu faço no Esporte Clube Banespa e, os longões, geralmente no Parque Villa Lobos.

O dia de herói - foi na Maratona do Rio de Janeiro - treinei bastante para enfrentá-la, mas dias antes da prova, tive uma forte virose (diarreia e vômito), isso repercutiu completamente na minha performance no dia do evento. Confesso
que pensei em desistir várias vezes, mas com muita calma, paciência e perseverança, decidi "lutar" até o final para completá-la. Durante a corrida, adotei a estratégia de manter um ritmo leve e aproveitei para contemplar a magnífica beleza do Rio de Janeiro, valeu a pena, pois preservei minha saúde e finalizei o percurso dentro do prazo estabelecido pela organização do evento.  É bem verdade que passei por dificuldades físicas e psicológicas durante a prova, mas, sem dúvida, os momentos de felicidade foram maiores, essa superação ficará na minha memória para sempre. Das dificuldades que passei, guardo as lições para enfrentar os novos desafios que pretendo encarar pela frente.

Corrida dos sonhos – participar de uma corrida infantil com o meu filho na Disney e encarar a Meia Maratona por lá (minha distância preferida), quero também me aventurar em corridas de montanha com bastante natureza em volta de mim, buscando sempre conciliar o turismo com a corrida. 

Antes da largada – faço leves alongamentos e aquecimento adequado.

Na chegada – busco minha medalha, guardo no porta-medalhas com muito carinho, e depois fico refletindo a respeito dos acertos e desacertos que fiz durante a corrida.

Pior corrida – em 2012 tive uma lesão no joelho e, mesmo mal recuperado, resolvi participar da Meia Maratona de Buenos Aires, pois já havia feito a inscrição e não queria perder essa viagem. Porém, não foi a decisão certa, a prova em si foi boa, mas depois fiquei cinco meses parado fazendo tratamento para o joelho. Sinceramente, se pudesse voltar atrás, não faria isso novamente, pois o "sonho de correr no exterior" se tornou um "pesadelo traumático" por muitos meses. 

Quem admira no esporte – tenho admiração imensa por ultramaratonistas que enfrentam provas no deserto, na Antártica, em montanhas e em locais dificilímos de encarar. 

Correr é – correr é mais que um esporte, é uma filosofia de vida. É um momento
transcendental que utilizo para buscar inspirações e soluções para as adversidades da vida, é o momento em que faço reflexões, preparo minhas defesas profissionais e "viajo" pela mente. Corro por prazer, curtindo a paisagem, de preferência, sem preocupação com o tempo de chegada. Já corri olhando para o relógio a cada km, de vez em quando até faço isso para testar a minha capacidade física, mas não é por aí que alcanço o prazer proporcionado por esse esporte maravilhoso.

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