sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ORIGENS - Adidas

Você sabe a origem das marcas que você usa nas corridas? Neste post vou falar um pouco sobre a história da Adidas.



Adolf e Rudolf Dassler
Pouco tempo depois de retornar da 1ª Guerra Mundial, o alemão Adolf Dassler começou a produzir sapatilhas de pista na cozinha de sua mãe. Tempos depois, se associou com o irmão Rudolf Dassler, na cidade de Herzogenaurach, próximo a Nuremberg. Fundaram a Gebrüder Dassler Schuhfabrik (em alemão, Fábrica de Sapatos Irmãos Dassler). Os negócios prosperaram e, em 1924, com a junção dos nomes Adi de Adolf e Das do sobrenome Dassler, surge a Adidas, considerada atualmente a maior potência em material esportivo.

Durante nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936, Adi Dassler se dirigiu da Baviera
Jesse Owens
à Vila Olímpica, para convencer o velocista afroamericano Jesse Owens a usar seus sapatos. Owens foi o primeiro atleta afroamericano a ser patrocinado pelos irmãos Dassler. Quando o velocista foi consagrado com quatro medalhas de ouro, o sucesso confirmou a reputação dos calçados Dassler entre os esportistas mais famosos do mundo, despertando o interesse de treinadores de várias equipes nacionais.


Mas as disputas entre os irmãos para presidir a empresa acarretou, em 1947, o fim da sociedade. Rudolf, então, fundou a Ruda (iniciais de Rudolf e o sobrenome Dassler), que posteriormente foi rebatizada Puma.


fábrica da Adidas
Adolf, por sua vez, registrou sua empresa a partir de 1949 com o lema All Day I Dream About Sports (em inglês, Todos os dias eu sonho com esportes).
Adolf Dassler morreu em 1978, e a empresa foi assumida por Horst Dassler, filho de Adolf, que morreu em 1987. Hoje a empresa é comandada por um grupo francês.



Rudolf Dassler, Puma
Rudolf Dassler seguiu competindo com o irmão, mas a sua companhia era pequena em vista à crescente Adidas, e morreu em 1974. Foi sob a direção de seu filho, Armin Dassler, que a empresa tornou-se a empresa mundialmente conhecida que é hoje.

"All Day I Dream About Sports."

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Nike


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CRÍTICAS OU SUGESTÕES

Caros leitores, se tiverem críticas ou sugestões para melhoramos o blog Seguidores de Fidipides - 

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Relato da experiência de correr a primeira Meia Maratona

Relato da experiência de correr a primeira Meia Maratona

por Elbiana Cardoso Soares



Dia 25 de janeiro de 2013, eu e minha amiga Maria Augusta, ao voltarmos de nossa primeira prova do ano, decidimos (o convite, na verdade, partiu dela) correr a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Na mesma hora, me empolguei. Nunca imaginei correr uma meia maratona, mas aquele convite me incentivou de alguma forma.

Comentei com o meu técnico sobre a possibilidade de correr a meia. O retorno foi imediato, pois ele me disse que eu poderia correr, sim, se me dedicasse nos treinos.

Então, comecei a treinar e percebi a responsabilidade de conquistar esta meta, já até aquele momento não treinava nem para correr 5 ou 10 km e, agora, teria de treinar para 21 km.

A dedicação e disciplina são fatores importantes para quem decide correr uma prova assim. Não tem tempo ruim, não tem desculpas, você precisa treinar, seu corpo precisa entender que você precisa de mais resistência.

Os meses foram passando e a preocupação, aumentando. Me inscrevi para uma corrida de 16k do Circuito Athenas para analisar como meu corpo reagiria, e vibrei com o resultado. Terminei a prova bem, o que me deixou mais animada, e agora faltava praticamente um mês para minha estreia.

Um mês passou muito rápido, dia 16 de agosto estava chegando. Na companhia da minha mãe, saí de São Paulo com a temperatura de 8ºC e cheguei no Rio com 22ºC, a temperatura era algo que me preocupava muito, meu maior inimigo seria o calor do Rio.

O domingo da corrida finalmente chegou, agora não tinha mais treinos e nem técnico, era somente eu. A largada seria às 9h na Praia do Pepê, em São Conrado. Acordei às 5h30, juntamente com a minha companheira de viagem. Decidi chegar bem cedo na corrida para não ficar tão longe do início da largada, e meu plano deu certo. Eram 7h30 quando cheguei, e fiquei tão perto que me sentia elite do pelotão geral. Cheguei muito tranquila e logo fui ficar no meu lugar e conversar com outros atletas.

É horrível ficar esperando, vendo mais atletas chegando e o espaço ficando cada vez mais apertado, afinal, eram 22 mil pessoas inscritas. Alguns falavam do percurso, do tempo que fizeram no ano anterior, tudo isso me assustava. Imagine uma pessoa de 30 anos (a maioria das pessoas ali eram mais velhas), 1,60 m de altura, no seu primeiro 21 km, sem conhecer ninguém ali e ansiosa demais... 

Passaram-se somente alguns minutos e logo eu estava conversando com as pessoas e contando que era a minha estreia. De repente, as pessoas começaram a me animar, me incentivar, dizer como é correr os 21 km, suas experiências. Enquanto isso, nada do sol do Rio de Janeiro, o tempo estava nublado.

Faltando pouco mais de uma hora para a largada, começou uma chuva com vento muito forte a minha reação foi abaixar no meio dos corredores. Assim que abaixei, um atleta que estava de capa de chuva parou do meu lado e me cobriu com a capa e pediu que eu ficasse ali. Quando ele fez isso, os outros atletas chegaram mais perto de mim fazendo uma barreira e, ali mesmo abaixada, fiquei conversando com eles e vendo meu tênis e dos outros atletas encharcarem de tanta chuva.

A chuva passou, mas o vento continuava, e nós só conseguíamos pular para nos aquecer porque todos estavam molhados e com frio, e nos preparando para a largada. Finalmente, a largada foi dada e decidi correr sem ouvir música, pois queria curtir cada momento da corrida, sentindo a energia das pessoas, ouvindo a minha respiração, meu coração bater mais forte, observar as lindas paisagens do Rio. 

As pessoas aplaudiam, nos incentivavam a continuar correndo, alguns nos esperavam com água, famílias de atletas que ficavam no percurso filmando, torcendo, e sem dizer as crianças que ficavam maravilhadas com tantas pessoas correndo, algumas estendiam a mão para que pudéssemos tocar. Também me encantei com a solidariedade dos atletas em compartilhar água e incentivar a todos para não parar e continuar correndo.

Meus primeiros 5km passaram rápidos, logo pensei que os 10km chegariam rapidinho também. Doce ilusão, pois não chegavam nunca. Quando finalmente cheguei nos 10km, logo pensei que praticamente metade do caminho havia sido completado. Não sei como a primeira meia é para alguns mas, quando passei dos 10km, falei comigo mesmo: se cheguei aqui, consigo chegar até o final.

Depois do km 10, tudo mudou, os quilômetros pareciam ficar mais longe, meu corpo pedia mais água, me sentia um pouco mais lenta e a cabeça só pensava no próximo km.

No 12km, algo que não esperava aconteceu, senti uma dor forte no meu pé esquerdo, não sei o que houve, pois em nenhum momento torci o pé. Não senti nada nos treinos, e a dor era tão forte que tinha de tomar uma decisão, parar ou continuar. A decisão foi continuar, pois pensei nos treinos e na minha mãe que estava me esperando na chegada.

Continuei até não senti mais a dor no pé, o que me deu mais confiança para acelerar mais o ritmo.
No 18 km foi a parte mais crucial, fisicamente estava muito bem, porém a minha cabeça começou a querer atrapalhar a corrida. Percebi que ainda tinha de dar uma volta, pois o km 20 estava do outro lado. Como aquilo me desanimou... Quando percebi, estava mais lenta, quase parando, pensava que não ia conseguir chegar correndo, que estava muito longe... Vi pessoas andando, cansadas, esse quadro quase me contagiou. Foi então que comecei a dizer pra mim mesma que conseguiria, afinal, treinei por quatro meses, existiam pessoas que acreditavam em mim, e eu sabia que conseguiria. 

Essa batalha durou até o próximo quilometro e nos 19 km foi muito importante a força dos outros atletas, um incentivando o outro, apoiando, até eu incentivei um atleta que estava quase parando e faltava tão pouco.

No 20km, eu acelerei tanto que nem acreditei de onde vinha tanta força, tanta garra para finalizar o percurso, quanto mais perto, mais acelerava e mal acreditei no tempo que aparecia na chegada (Aterro do Flamengo). Vibrei duas vezes, por  finalizar a corrida e depois pelo tempo de 02h04. Para quem esperava  finalizar em 02h15, foi uma emoção muito grande, chorei de alegria e, para minha surpresa, assim que parei de correr, a dor do pé voltou, mas não me atrapalhou em nada, pois a minha alegria era muito maior.

Eu definiria a corrida como espetacular, foi uma estreia maravilhosa e jamais vou me esquecer da minha primeira Meia Maratona. As paisagens lindas, a solidariedade dos atletas... Agora já estou estudando o meu próximo desafio!


Leia também - 

Corrida radical em Santa Cruz de la Sierra 

a minha primeira maratona

SUPER ATLETAS - Marílson Gomes dos Santos


Marílson treina no Crystal Palace em Londres para a Maratona Olímpica - Foto: Fernando Dantas
Se estiver passando por Santo André, facilmente verá o brasileiro melhor colocado na Maratona Olímpica de Londres e eleito pela All Atletics e pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) atleta do Ano 2012 treinando seus habituais 220 quilômetros por semana. Nascido em Brasília em 1977, Marílson Gomes dos Santos, quando menino, jogou futebol na escolinha de Ceilândia, mas, devido à proximidade com a equipe de atletismo local (da qual seu irmão mais velho fazia parte), começou a treinar com eles.
Aos 12 nos, já integrante da equipe de atletismo local, despertou a atenção do técnico Albenes Souza. Aos 15 anos, mudou-se para São Paulo para fazer parte da equipe de atletismo do Sesi de Santo André. Na época, Marílson tinha um objetivo muito claro para sua recente carreira de corredor: ganhar a São Silvestre, sonho que realizou três vezes.

Adauto Domingues no Crystal Palace em Londres - Foto: Fernando Dantas
Seu currículo de vitórias é extenso: bi-campeão da Maratona de Nova York com o título de primeiro sul-americano a ganhá-la e o maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-americanos. Mas todos estas vitórias vêm de um treinamento rígido e de muita dedicação ao esporte. Desde que se mudou para São Paulo, Marílson sempre foi treinado por Adauto Domingues, bicampeão pan-americano nos 3000 metros em Indianápolis e Havana.
É casado com a também atleta Juliana Santos, campeã pan-americana dos 1500 metros nos jogos Pan-americanos Rio 2007.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EU CORRO PORQUE - Emerson Palopoli

Pisando na areia da praia com o sol abrilhantando uma sessão de surfe, entre tubos e remadas em direção às próximas ondas. Lá estava Emerson Palopoli que, apesar de surfar desde os 14 anos, vinha sentindo que as manobras estavam mais lentas do que antes, e o cansaço e as dores no corpo chegavam mais rápido que o de costume. Foi quando o surfista percebeu que se descuidou e chegou a 90 quilos. 

Conhecido entre os amigos como Curioso, porque praticava até dominar as técnicas de várias modalidades de artes marciais a bicicross, seu esporte de coração desde a adolescência sempre foi mesmo pegar ondas. Para ele, o surfe é uma filosofia de vida e prazer. 

Mas, como precisava perder peso rápido, começou tímido com caminhadas aconselhado por um amigo. Mas não acreditou que fazer isso quatro vezes por semana resolveria o seu problema. 

Em 2012, com o Ipod carregado, sempre suava a camisa na pista do Museu do Ipiranga. Nos quatro meses iniciais percebeu que não seria fácil como vemos na televisão, onde maratonistas "voam" no asfalto. Como sempre se alongava próximo à assessoria dos Pachecos, recebia algumas dicas do Gesse, pai do técnico da equipe, e começou a intercalar caminhada com trote. 

E encarou, em abril de 2013, sua primeira corrida de 5K, depois 8k e os "k" vêm aumentando cada vez mais. Em poucos meses, a balança já bateu nos 77 quilos. Como dizem, a corrida é viciante mesmo.

Emerson Palopoli - publicitário - 13 medalhas

por que começou a correr - nunca tinha ultrapassado 80 kg e, na época em que
comecei a praticar caminhada e corrida, já estava na casa dos 90 kg. Percebi a necessidade urgente de baixar de peso, quando iniciei as atividades de corrida. O resultado foi rápido, porém, não somente baixei o peso como também descobri diversas coisas com a corrida. Fiz novos amigos, novas experiências, bem-estar, ânimo e disposição para outras atividades.

curiosidades - já conversei com outros corredores e é quase unanime a ansiedade na noite que antecede as provas. Quase todos não conseguem dormir direito pensando na prova. Alguns chegam a acordar de hora em hora para olhar no relógio. E, na manhã da prova, todos são vitimas de uma dor de barriga matinal. Mesmo sabendo que é pura diversão com os amigos, sempre pesa a responsabilidade de fazer valer os treinos da semana.

onde costuma treinarMuseu do Ipiranga

o dia de herói - na Corrida 6k Jóquei Clube de São Paulo, com quilômetros de areia fofa e a sola do tênis sumia na areia, após o terceiro quilômetro eu quebrei, pois já tinha forçado tudo pra sair da areia. Terminei a prova arrastando e só cheguei pois o grande amigo Gesse foi me buscar no ultimo km e veio me dando incentivo até cruzar a linha de chegada.

corrida dos sonhosparticipar da São Silvestre

antes da largadaaquecimento, faço minhas preces e coloco o fone de ouvido no último volume.

na chegada - agradeço a Deus pela missão comprida e, quando sobram forças, volto para buscar os amigos que estão chegando no último quilômetro.

Ana Claudia Lemos
pior corrida - circuito Popular Etapa Vila Maria. Um dia antes desta corrida, fui correr a Energizer Run no sábado a noite. Neste dia, eu estava com muita dor de cabeça e tomei um relaxante muscular antes da prova, ou seja, já corri daquele jeito. Logo após a prova, fiquei no show ao vivo até quase meia noite e demorei uma hora pra sair do estacionamento da USP. Enfim, cheguei em casa à 1h30, fui comer e dormi quase às 3h para acordar às 6h. pois a prova da Vila Maria largava às 8h. Às 4h30, acordei passando mal do estômago e não consegui dormir mais. Cheguei à prova totalmente zonzo e minha cabeça parecia uma caixa de água pendurada no pescoço. Terminei a prova tremendo e quase desmaiei na fila para pegar a medalha. Lição: duas provas em menos de 12 horas, nunca mais. 

correr é - desafiar você mesmo, acreditar que você pode tudo e ser recompensado pela conquista. 

quem admira no esporte -Ana Cláudia Lemos 

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FOTOS RUNNING - São Silvestrinha





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Daniel Vorley
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Tom Dib

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ORIGENS - Nike

Você sabe a origem das marcas que você usa nas corridas? Neste post vou falar um pouco sobre a história da Nike.


Phil Knight nasceu em 1938 em Portland Oregon. Sempre apaixonado por corridas, no colegial sua especialidade era os 1500 metros em pista, mas com pouco destaque nas provas regionais.


Em 1962, mudou-se para a Califórnia para estudar administração de empresas na Universidade de Stanford, e continuou a competir agora pela universidade. Mas encontrou um problema que já o vinha incomodando há algum tempo: o alto custo e o desconforto das sapatilhas de pista, já que nos EUA não se fabricava calçados para esta modalidade e somente duas marcas lideravam o mercado, Adidas e Puma. 

Em uma viagem para o Japão, conheceu o sistema de fabricação dos tênis Tiger e resolveu ser representante da marca em seu país. Para isso, abriu a empresa Blue Ribbon Sports em sociedade com o seu treinador, Bill Bowerman. Os negócios iam muito bem e diversos atletas já usavam a marca, quando, após sete anos, acabou o contrato e a Onitsuka Tiger não quis renová-lo. 

Phil se viu na hora de produzir a sua própria marca. Em 1971 criou a Swoosh, mas precisava de um logotipo que marcasse toda uma geração e também um nome que sugerisse algo vitorioso. Foi quando procurou a ainda estudante de design Carolyn Davidson que criou o logo e recebeu apenas 35 dólares pelo trabalho. Jeff Johnson, um de seus recém-contratados funcionários, sugeriu o nome Nike, que significa Deusa Grega da Vitória, e por quem os atenienses tinham especial devoção por esta deusa e ergueram templos em sua honra para assinalar as vitórias militares.

O primeiro tênis da marca foi o Nike Waffle Trainer, ideia de Bill cuja inspiração teve enquanto sua mulher preparava waffles. Foi o que faltava para desenvolver um tênis confortável e leve para as corridas.

Com sua ambição de se tornar o número um em vendas e desbancar as
concorrentes, Knight queria que a marca crescesse com ar rebelde. Foi aí que o primeiro a patrocinar foi o corredor Steve Prefontaine, tido à época um atleta rebelde e um futuro promissor no atletismo. 

Pronto, estava criada uma das marcas mais conhecidas do mundo esportivo, segundo especialistas em marketing, Phil Knight popularizou o uso do tênis mesmo para não praticantes de esportes, "Just do It".

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

RECEITA DO HOLTZ - Risoto de Aspargos

Risoto de aspargos 

Ingredientes: (serve 4 pessoas)

300g de arroz arbóreo

100g de aspargos frescos

100g de favas frescas descascadas e sem pele

1 dente de alho

½ taça de vinho branco seco

1L de caldo de legumes

20g de manteiga

50g de queijo parmesão ralado

4 colheres de sopa de azeite extra virgem

Modo de preparo:

Corte os aspargos em 3 partes . Descasque o alho, doure-o em uma panela com 4 colheres de 

azeite e descarte. No mesmo azeite toste o arroz até que fique translúcido, adicione o vinho 

e deixe evaporar completamente. Acrescente 1 concha de caldo quente e cozinhe o arroz, 

misturando com frequência. Vá despejando caldo sempre que a concha anterior tiver sido 

totalmente absorvida pelo arroz. Depois de 5 min. de cozimento adicione as favas.

Quando o arroz estiver al dente, coloque os aspargos e deixe cozinhar dentro do risoto, 

derramando a ultima concha do caldo.

Adicione a manteiga e o queijo ralado, tampe a panela e deixe repousar por 2 min. Sirva 

imediatamente.









Rodrigo Holtz
Chef e corredor

terça-feira, 20 de agosto de 2013

OS ULTRAS - Valmir Nunes

estátua do rei Leônidas
Na minha ambição de um dia me tornar um ultramaratonista, devoro cada vez mais literaturas sobre corrida e descobri grandes nomes desta modalidade, que posteriormente irei contar aqui no blog. Neste post, falarei sobre o ultramaratonista Valmir Nunes, morador da cidade de Santos (litoral paulista), que é considerado um dos melhores ultras do Brasil e com grande destaque e recordes obtidos em outros países.

Mas vou destacar aqui uma prova relacionada ao nome do blog, que é 

Spartathlon  prova que repete o caminho do soldado Fidípides e que leva os atletas pelos 245,3 quilômetros entre Atenas e Esparta, na Grécia, e onde Valmir foi campeão em 2001. Essa foi também sua primeira corrida acima de 100Km. 


Com pouca experiência em provas acima de 100 km e nenhuma estratégia traçada,
Valmir Nunes usou sua experiência em ultras para terminar bem a Spartathlon. O trajeto começa no Parthenon, atravessa todo o centro de Atenas, porto, litoral da Grécia, montanhas, vilarejos e, após cruzar a linha de chegada, tradicionalmente beija-se o pé da estátua do rei Leônidas. Todos os corredores recebem uma coroa de louros e bebem água do rio Evrotas, na cidade de Esparta. O primeiro colocado é também recepcionado pelo prefeito.

Quer saber mais? Valmir Nunes conta suas muitas histórias no livro Segredos de um Ultramaratonista. 

FRASE DE CORREDOR



" Percebi que a vitória nem sempre significa ficar em primeiro lugar; mas, sim obter o melhor de si mesmo."

Meb Keflezighi

domingo, 18 de agosto de 2013

VEJA COMO COLOCAR O CHIP NO TÊNIS

Pode parecer algo sem importância, uma bobeira, mas o chip que você recebe nos kits das corridas de rua é muito importante. Ele é o responsável por cronometrar com precisão o seu tempo e te mostrar, no final, em que posição ficou.
Veja como colocar o chip no tênis da maneira correta, para que ele não incomode e esteja no lugar certo para marcar seu tempo.

O2porminuto

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

EU CORRO PORQUE - Cris Caslello Branco

O primeiro pódio a gente nunca esquece, e mais especial ainda quando ele vem já na primeira corrida, com o quinto lugar no geral em uma prova de 5 km, em Ilhabela. Cris Castello Branco havia acabado de deixar os palcos após 14 anos dedicados ao balé. A decisão não foi fácil mas, conciliar as duas tarefas, era literalmente uma maratona.


Após esta conquista a empolgação em evoluir e baixar os tempos e subir em mais pódios a fez refletir sobre como era competitiva. "Procurei ajuda de Eliana Reinert, que foi uma corredora de elite e treinadora no Esporte Clube Pinheiros, ela me apresentou o atletismo, a disciplina, dedicação, técnica e muita superação nas provas". 

Com muita dedicação e treinos intensos, começou a se destacar nas corridas,  principalmente naquelas organizadas pela Corpore. Devido às ótimas colocações, sempre entre as cinco primeiras, chamou a atenção de José Luis Marques (técnico do São Paulo Futebol Clube) e a Soninha (ex-corredora de elite), e acabou recebendo o convite para participar da equipe de atletismo do clube, para as provas de rua e de pista nas distâncias de 5k a 21 km.

"Treinávamos na USP, Bosque do Morumbi, Pista do Ibirapuera e Aldeia da Serra, seis vezes por
semana (das quais quatro eram realizados em dois períodos). Eram treinos de gente grande, e de muita concentração. A competição já estava presente nos próprios treinos!"

Mas, como viver de esporte no Brasil é para poucos, as demandas de trabalho começaram a surgir, então Cris saiu da equipe, mas continuou a correr com o Zé, como é conhecido o técnico que lhe ensinou o que o esporte tem de melhor. Passaram-se 25 anos de muito suor, quilometragem, aprendizado e respeito à corrida, "Eu sou grata por ter tido esta oportunidade de vivenciar tudo isto".

Cris Castello Branco - repórter-fotográfica - passou de 150 corridas.


Quando começou a correr - em 1988, aos 18 anos. Comecei a correr pelo prazer que sentia após os treinos - a tal da endorfina. Fora a parte física, força, potência e endurance. Como nunca parei de correr, só tive períodos em que treinava menos, estou completando este ano 25 anos de corrida, e tenho 42 anos. Para comemorar, decidir voltar a treinar no começo de 2013, cinco vezes por semana com o Zé, além de participar de provas nas distâncias de 10k e 21km. 

curiosidade - após os treinos com a equipe do São Paulo, alguns corredores comiam rapadura como repositor do treino. Não tinhamos gel.

onde costuma treinar - treino na USP, Parque Vila Lobos, avenida Pedroso de Moraes e faço pista no Clube Pinheiros.

o dia de heroína - foi correr a Maratona de Londres, um ano após de dar à luz minha filha Camila.

corrida dos sonhos - gostaria de fazer esta dobradinha: Paris-Versalhes (16k) e, quinze dias depois, a Meia-Maratona de Londres.

antes da largada - fico quieta concentrada no meu corpo, mentalizando a prova e estratégias, pontos favoráveis, hidratação.

a pior corrida - foi a Maratona de Paris, pois acertei o meu relógio para o horário de verão de quatro horas, quando na verdade eram cinco horas de diferença do fuso do Brasil. Quando percebi o meu erro, fiz tudo muito rápido para largar no fundo da prova. Isto alterou todo o meu ritmo. Fiz em 3h45.

quem admira no esporte - eu admiro o corredor José João da Silva (duas vezes campeão da São
José João da Silva 
Silvestre) e o meu técnico, José Luis Marques. Todos aqueles que se dispõem a vivenciar a corrida são guerreiros contemporâneos!

correr é - minha vida, juntamente com a minha família e a fotografia. Ela representa disciplina, superação, autoconhecimento, dedicação e saúde! Aprendi muito!

Quer ter a sua história publicada?  seguidoresdefidipides@gmail.com

O SOLDADO DA MARATONA

Pintura "O soldado da Maratona", do francês Luc-Olivier Merson, de 1869. O artista retrata o que seria o momento que Fidípides dá a notícia ao povo de Atenas da vitória de seu exército, caindo morto em seguida. Embora mensageiros não corressem nus, eram retratados desta maneira pela associação que era feita aos atletas olímpicos, que corriam nus e descalços. A obra faz parte do acervo da Escola Nacional Superior e Belas Artes, em Paris.



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A CORREDORA INCANSÁVEL


Um caso único dentro do esporte mundial e talvez uma das maiores utopias de todos os corredores: correr sem se cansar. É o que, de certa forma, acontece com a ultramaratonista norte americana, Diane Van Deren, de 52 anos.  Depois de perder um pedaço do cérebro em uma cirurgia, a corredora desenvolveu a "habilidade" de esquecer a distância percorrida durante a corrida, o que acaba atrasando a chegada do cansaço.
Em entrevista ao Esporte Espetacular, Diane explicou o que acontece com ela na hora da corrida. “Eu perco os detalhes. Todos os detalhes. Não me lembro de quando iniciei a corrida e não consigo ter a exata noção de quantos quilômetros percorri. É muita informação e meu cérebro não consegue processar”, disse.
Com menos cansaço, resultados impressionantes apareceram. Durante uma ultramaratona nos Estados Unidos, Diane percorreu 1.600km (mesma distância entre o Rio de Janeiro e Porto Alegre) em 22 dias, cinco horas e três minutos. A mais rápida entre as mulheres, no auge de seus 52 anos e mãe de três filhos.
Durante sua juventude, Diane era tenista e mantinha uma vida saudável e atlética. Mas, aos 28 anos de idade, médicos diagnosticaram que ela sofria de epilepsia. Uma doença que ataca o cérebro e que, geralmente, é controlada com medicamentos. No caso da ultramaratonista, foi tão grave que ela precisou retirar um pedaço do cérebro em uma cirurgia, para se livrar da doença.
“O lobo temporal direito [pedaço do cérebro que Diane precisou retirar] é responsável, principalmente, pelo que chamamos memória curta. Aquela que você usa pra lembrar-se do filme que viu na semana passada ou o que comeu no café da manhã”, disse o neurologista Mark Spitz responsável pelo tratamento de Diane.
Agora, Diane só se preocupa com a sua respiração e suas passadas. “Me levanto, calço meus tênis e vou correr. Só penso no ritmo, ouço minha respiração, ouço meus passos e vou em frente. É uma sensação de liberdade”, encerrou.
site - O2 por minuto

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

TARAHUMARAS - Super Corredores

TARAHUMARAS – SUPER CORREDORES


Por Vinícius Heine e Roberta Gaspar


Se correr uma maratona (42,195 Km) lhe parece dificil, imagine correr 700Km em pouco mais de 48 horas: o equivalente a aproximadamente 16 maratonas sem parar. E o que é mais impressionante: correr descalço ou com calçados rústicos.


Estamos falando dos Tarahumaras, povo de uma tribo do México que tem uma genética muito diferente da maioria das pessoas. Eles/elas podem correr por um tempo enorme, descalços, em chão pedregoso e montanhoso.

Existem cerca de 70.000 que vivem na Serra Madre Ocidental no Noroeste do México. Fazem parte da linhagem índigena asteca Uto e estão estreitamente relacionados com os Apaches do sudoeste dos Estados Unidos. A área onde vivem é extremamente difícil, uma cadeia de cinco desfiladeiros profundos, rodeado por altas montanhas com quase 2.000 m de altura. Três dos cinco cânions são mais profundos que o Grand Canyon dos Estados Unidos. O terreno é muito acidentado e nunca foi completamente mapeado e explorado.


Por que possuem uma genética tão diferente? A ciência está interessa em compreende-los. Estudos realizados pela Universidade do Arizona afirmam que eles são naturalmente os melhores corredores de ultramaratonas do mundo. Em suas atividades normais diárias correm em média 26 km por dia. Para esses índios, correr é mais do que esporte, a corrida é literalmente a vida.



Desde de 1992 os Tarahumaras tem sido levados para participar de competições públicas. Os resultados são inesperados, em decorrência do seu nível cultural, pela falta de apreço por premiação, por sua timidez e desconhecimento dos equipamentos utilizados. Mesmo com todas dificuldades, várias ultramaratonas nos Estados Unidos, foram vencidas por representantes Tarahumaras.





domingo, 11 de agosto de 2013

MEU PRESENTE DE DIA DOS PAIS

Presenteei meu pai com o primeiro trófeu que ganhei na vida, conquistado hoje de manhã, na Corrida de Montanha - etapa Rio Grande da Serra - 15k







sábado, 10 de agosto de 2013

ESPECIAL DIA DOS PAIS - Carlos Nascimento

Só quem corre sabe a emoção de cruzar a linha de chegada, mas, para quem tem uma pessoa muito especial sabe a importância de ela estar presente neste momento. Conheça a história de Carlos Nascimento quando a filha o aguardou pela primeira vez na linha de chegada.

"Uma das corridas mais marcantes foi em 2011, a primeira que a minha filha que na época tinha 4 anos acompanhou, foi bacana aquele final de semana. A prova foi realizada pelo Sesc, em Bertioga. Fomos numa turma de amigos no sábado, para aproveitar a praia. Foi a primeira vez que levei a Fernanda para a praia. Ela ficou encantada e apavorada com aquele mundão de água. Tentei levá-la para a beirinha, mas ela chorava de terror, então ficamos a maior parte do tempo na piscina do hotel. No domingo de manhã fomos para a largada, cheguei meio atrasado e não consegui nem aquecer, mesmo assim fiz uma boa prova, apesar do peso de correr na areia e debaixo de um sol forte. Ao final dos desgastantes 10 km, 50 minutos de corrida, tive a minha maior recompensa. A Fefê estava atenta me aguardando. Saiu correndo quando me viu logo após a linha de chegada e me abraçou muito forte.
Foi muito bom, uma satisfação enorme. Na emoção daquele momento, ela não perdoou e disparou o comentário mais engraçado e inocente que uma criança poderia dizer: 'Pai, você demorou!', protestou indignada pelo fato do seu herói não ter chegado entre os primeiros, 20 minutos antes. Imagino a apreensão dela acompanhando um monte  de gente passando e cadê o meu pai? “Poxa, será que aconteceu alguma coisa com ele?”, certamente pensou. Apesar de ter, de certa forma, frustrado um pouco da expectativa dela, foi um momento muito importante porque, passado a decepção inicial, também pude perceber que ela compreendeu o ambiente de participação e confraternização que envolve uma corrida de rua. Hoje, depois de ter acompanhado outras provas, ela já sabe que o papai não chegará na frente, que tem as suas limitações. Mesmo assim, ela sempre me recebe com os braços abertos e um sorriso que só os grandes campeões são merecedores".  

Carlos Nascimento - jornalista - 42 anos - perdeu a conta de quantas corridas já realizou.

por que começou a correr -sempre joguei um futebolzinho e volei quando o pessoal esticava a rede na rua de casa, mas o trabalho e os estudos tomavam muito do meu tempo, e quando tinha um tempinho sempre calçava o tênis e saia correndo por aí. Também por um tempo pedalei muito, algumas vezes quase como um biatleta. São esportes que você não depende de outras pessoas, apenas da sua disposição.


onde costuma treinar - treino sempre no Ibirapuera e na USP e até na rua mesmo

o dia de herói - A minha primeira São Silvestre foi a mais marcante. Eu tinha uns 22 anos de idade. Inesquecível e me incentivou muito para que eu continuasse a correr.

corrida dos sonhos - eu gostaria muito de correr pelo mundo: Nova Iorque, Londres, Berlin

antes da largada - Não tenho nenhum ritual especial ou superstição

quem admira no esporte - atleta que eu admiro não é nenhum famosão. Tenho um amigo que já foi atleta profissional do São Paulo FC e correu em alto nível por muitos anos, Maurício Pereira. Ele me incentivou muito a correr. Hoje em dia ele ainda compete. 

correr - é vida

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ESPECIAL DIA DOS PAIS - Silvano Cruz

Se estiver correndo pelo parque Chico Mendes ou no Museu do Ipiranga, certamente verá o pequeno Murilo, 5 anos, com roupa e pose de corredor acompanhando o pai Silvano Cruz. Como dizem, "filho de peixe, peixinho é". O menino sempre participa de corridas infantis e deixa muito moleque maior pra trás. Segundo ele, acha divertido correr com o pai, um jeitinho para ficar mais tempo juntos. Silvano, que começou a correr por brincadeira em 2009, tomou gosto pelo esporte e não parou mais. Só que, agora, conta com uma companhia especial!

Silvano Cruz - 97 corridas

profissão - retificador

por que começou a correr - comecei por brincadeira e tomei gosto, foi amor à primeira vista.
onde costuma treinar - Parque Chico Mendes e Museu do Ipiranga
relate algo curioso - aos 6 km de uma meia maratona, tive uma baita dor de barriga, tive que correr só os 10km e depois correr pro banheiro, fazer o quê? Acontece!
o dia de herói - o dia em que ganhei o 2° lugar na corrida da Faculdade Mauá
corrida dos sonhos - 600K da Nike
antes da largada - aquecimento e alongamento, oro a Deus e peço que me acompanhe
na chegada - agradeço a Deus por mais uma conquista e alongo.
pior corrida - Meia maratona da Tribuna e Corrida de Caieiras
quem admira no esporte - Vanderlei Cordeiro de Lima




correr é - alegria, prazer e satisfação de dever cumprido