sexta-feira, 16 de agosto de 2013

EU CORRO PORQUE - Cris Caslello Branco

O primeiro pódio a gente nunca esquece, e mais especial ainda quando ele vem já na primeira corrida, com o quinto lugar no geral em uma prova de 5 km, em Ilhabela. Cris Castello Branco havia acabado de deixar os palcos após 14 anos dedicados ao balé. A decisão não foi fácil mas, conciliar as duas tarefas, era literalmente uma maratona.


Após esta conquista a empolgação em evoluir e baixar os tempos e subir em mais pódios a fez refletir sobre como era competitiva. "Procurei ajuda de Eliana Reinert, que foi uma corredora de elite e treinadora no Esporte Clube Pinheiros, ela me apresentou o atletismo, a disciplina, dedicação, técnica e muita superação nas provas". 

Com muita dedicação e treinos intensos, começou a se destacar nas corridas,  principalmente naquelas organizadas pela Corpore. Devido às ótimas colocações, sempre entre as cinco primeiras, chamou a atenção de José Luis Marques (técnico do São Paulo Futebol Clube) e a Soninha (ex-corredora de elite), e acabou recebendo o convite para participar da equipe de atletismo do clube, para as provas de rua e de pista nas distâncias de 5k a 21 km.

"Treinávamos na USP, Bosque do Morumbi, Pista do Ibirapuera e Aldeia da Serra, seis vezes por
semana (das quais quatro eram realizados em dois períodos). Eram treinos de gente grande, e de muita concentração. A competição já estava presente nos próprios treinos!"

Mas, como viver de esporte no Brasil é para poucos, as demandas de trabalho começaram a surgir, então Cris saiu da equipe, mas continuou a correr com o Zé, como é conhecido o técnico que lhe ensinou o que o esporte tem de melhor. Passaram-se 25 anos de muito suor, quilometragem, aprendizado e respeito à corrida, "Eu sou grata por ter tido esta oportunidade de vivenciar tudo isto".

Cris Castello Branco - repórter-fotográfica - passou de 150 corridas.


Quando começou a correr - em 1988, aos 18 anos. Comecei a correr pelo prazer que sentia após os treinos - a tal da endorfina. Fora a parte física, força, potência e endurance. Como nunca parei de correr, só tive períodos em que treinava menos, estou completando este ano 25 anos de corrida, e tenho 42 anos. Para comemorar, decidir voltar a treinar no começo de 2013, cinco vezes por semana com o Zé, além de participar de provas nas distâncias de 10k e 21km. 

curiosidade - após os treinos com a equipe do São Paulo, alguns corredores comiam rapadura como repositor do treino. Não tinhamos gel.

onde costuma treinar - treino na USP, Parque Vila Lobos, avenida Pedroso de Moraes e faço pista no Clube Pinheiros.

o dia de heroína - foi correr a Maratona de Londres, um ano após de dar à luz minha filha Camila.

corrida dos sonhos - gostaria de fazer esta dobradinha: Paris-Versalhes (16k) e, quinze dias depois, a Meia-Maratona de Londres.

antes da largada - fico quieta concentrada no meu corpo, mentalizando a prova e estratégias, pontos favoráveis, hidratação.

a pior corrida - foi a Maratona de Paris, pois acertei o meu relógio para o horário de verão de quatro horas, quando na verdade eram cinco horas de diferença do fuso do Brasil. Quando percebi o meu erro, fiz tudo muito rápido para largar no fundo da prova. Isto alterou todo o meu ritmo. Fiz em 3h45.

quem admira no esporte - eu admiro o corredor José João da Silva (duas vezes campeão da São
José João da Silva 
Silvestre) e o meu técnico, José Luis Marques. Todos aqueles que se dispõem a vivenciar a corrida são guerreiros contemporâneos!

correr é - minha vida, juntamente com a minha família e a fotografia. Ela representa disciplina, superação, autoconhecimento, dedicação e saúde! Aprendi muito!

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