segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EU CORRO PORQUE - Emerson Palopoli

Pisando na areia da praia com o sol abrilhantando uma sessão de surfe, entre tubos e remadas em direção às próximas ondas. Lá estava Emerson Palopoli que, apesar de surfar desde os 14 anos, vinha sentindo que as manobras estavam mais lentas do que antes, e o cansaço e as dores no corpo chegavam mais rápido que o de costume. Foi quando o surfista percebeu que se descuidou e chegou a 90 quilos. 

Conhecido entre os amigos como Curioso, porque praticava até dominar as técnicas de várias modalidades de artes marciais a bicicross, seu esporte de coração desde a adolescência sempre foi mesmo pegar ondas. Para ele, o surfe é uma filosofia de vida e prazer. 

Mas, como precisava perder peso rápido, começou tímido com caminhadas aconselhado por um amigo. Mas não acreditou que fazer isso quatro vezes por semana resolveria o seu problema. 

Em 2012, com o Ipod carregado, sempre suava a camisa na pista do Museu do Ipiranga. Nos quatro meses iniciais percebeu que não seria fácil como vemos na televisão, onde maratonistas "voam" no asfalto. Como sempre se alongava próximo à assessoria dos Pachecos, recebia algumas dicas do Gesse, pai do técnico da equipe, e começou a intercalar caminhada com trote. 

E encarou, em abril de 2013, sua primeira corrida de 5K, depois 8k e os "k" vêm aumentando cada vez mais. Em poucos meses, a balança já bateu nos 77 quilos. Como dizem, a corrida é viciante mesmo.

Emerson Palopoli - publicitário - 13 medalhas

por que começou a correr - nunca tinha ultrapassado 80 kg e, na época em que
comecei a praticar caminhada e corrida, já estava na casa dos 90 kg. Percebi a necessidade urgente de baixar de peso, quando iniciei as atividades de corrida. O resultado foi rápido, porém, não somente baixei o peso como também descobri diversas coisas com a corrida. Fiz novos amigos, novas experiências, bem-estar, ânimo e disposição para outras atividades.

curiosidades - já conversei com outros corredores e é quase unanime a ansiedade na noite que antecede as provas. Quase todos não conseguem dormir direito pensando na prova. Alguns chegam a acordar de hora em hora para olhar no relógio. E, na manhã da prova, todos são vitimas de uma dor de barriga matinal. Mesmo sabendo que é pura diversão com os amigos, sempre pesa a responsabilidade de fazer valer os treinos da semana.

onde costuma treinarMuseu do Ipiranga

o dia de herói - na Corrida 6k Jóquei Clube de São Paulo, com quilômetros de areia fofa e a sola do tênis sumia na areia, após o terceiro quilômetro eu quebrei, pois já tinha forçado tudo pra sair da areia. Terminei a prova arrastando e só cheguei pois o grande amigo Gesse foi me buscar no ultimo km e veio me dando incentivo até cruzar a linha de chegada.

corrida dos sonhosparticipar da São Silvestre

antes da largadaaquecimento, faço minhas preces e coloco o fone de ouvido no último volume.

na chegada - agradeço a Deus pela missão comprida e, quando sobram forças, volto para buscar os amigos que estão chegando no último quilômetro.

Ana Claudia Lemos
pior corrida - circuito Popular Etapa Vila Maria. Um dia antes desta corrida, fui correr a Energizer Run no sábado a noite. Neste dia, eu estava com muita dor de cabeça e tomei um relaxante muscular antes da prova, ou seja, já corri daquele jeito. Logo após a prova, fiquei no show ao vivo até quase meia noite e demorei uma hora pra sair do estacionamento da USP. Enfim, cheguei em casa à 1h30, fui comer e dormi quase às 3h para acordar às 6h. pois a prova da Vila Maria largava às 8h. Às 4h30, acordei passando mal do estômago e não consegui dormir mais. Cheguei à prova totalmente zonzo e minha cabeça parecia uma caixa de água pendurada no pescoço. Terminei a prova tremendo e quase desmaiei na fila para pegar a medalha. Lição: duas provas em menos de 12 horas, nunca mais. 

correr é - desafiar você mesmo, acreditar que você pode tudo e ser recompensado pela conquista. 

quem admira no esporte -Ana Cláudia Lemos 

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