segunda-feira, 30 de setembro de 2013

VAMOS TOMAR UMA CERVEJINHA

Agora a cerveja é aliada do corredor.

Para aqueles corredores que gostam de um happy hour com os amigos, mas dispensam os convites com medo de que uma cervejinha possa atrapalhar todo o seu esforço e dedicação nos treinos, boas notícias. Segundo estudos recentes, esta bebida pode ser uma grande aliada para o pré e o pós treino e também para comemorar a sua vitória.

Como a cerveja é rica em antioxidantes, vitaminas, minerais, água e até mesmo fibras, provenientes dos cereais utilizados em sua produção, ela pode fazer parte de uma dieta saudável. Dessa forma, a cerveja pode ser incluída diariamente na alimentação, em uma dieta balanceada, proporcionando diversos benefícios à saúde. 

Para os corredores, é recomendado o consumo da bebida na noite anterior à prova e também após a corrida. Na noite anterior, ela é ideal para ajudar a relaxar, por conta do álcool, e por ser rica em vitaminas do complexo B, que são essenciais para a contração muscular, e em carboidratos, que proporcionam aumento do glicogênio muscular. 

Após a prova, depois de se hidratar com água e se alimentar, os especialistas indicam o consumo da bebida pelo menos uma hora depois de terminar as atividades já que a cerveja ajuda na hidratação, na reposição dos minerais perdidos durante o exercício e na recuperação do glicogênio muscular. Uma boa opção é a cerveja sem álcool.

Mas, cuidado, beba com moderação pois o excesso de álcool pode prejudicar as fibras musculares e causar dependência.

Se beber, não dirija.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

OS ULTRAS - Os monges do mount Hiei

Os monges ultramaratonistas do Mount Hiei

No monastério budista de Mount Hiei, no Japão, um grupo de monges se submete a um treinamento espiritual que desafia seus limites físicos e mentais. Seguindo um regime iniciado há mais de mil anos, eles praticam o "sennichi kaihogyo", a maratona dos mil dias. Em um período de sete anos, eles deverão correr ultramaratonas de 30 a 90 km mil vezes e cobrir uma distância equivalente a uma volta na linha do Equador.
Estes monges começaram a sua história por volta de 831 d.c. com um menino chamado So-o que veio para Hiei aos 15 anos de idade e iniciou no templo de Tendai.
So-o era um monge incrível capaz de realizar muitas coisas, como acreditavam
os moradores do vilarejo local, que atribuíam e ele inclusive o poder de curar várias doenças. Os monges veneravam todos os elementos da natureza como uma manifestação de Buda, significando a adoração plena da natureza de mente e corpo.
Quando o jovem voltava para o templo de Hiei, recebeu um chamado do deus Gyõja (atleta espiritual) de que teria que percorrer em até mil dias todas as estações budistas do país correndo e refletindo sobre os elementos da religião, para atingir a elevação espiritual com um único objetivo: tornar-se o Buda vivo, mérito que o jovem So-o conquistou.
E esta prática é cultuada até hoje, para percorrer o mesmo caminho. Após a permissão, o candidato frequenta um curso que inclui mapas e as estações que devem visitar e rezar, aprendem sobre as orações e cantos, e outras informações importantes. O candidato tem então uma semana de treinamento físico para suportar esta provação.

Os corredores recebem 80 pares de sandálias de palha para correr no mínimo 40 quilômetros por dia. Há muitas estações que eles devem parar por muitas vezes. Eles são capazes de sentar-se apenas uma vez durante todo o percurso. Após completar os 700 dias, os corredores enfrentam o feito mais difícil. Devem sobreviver nove dias sem comida, água, dormir ou descansar. Este período é chamado de Doirí, depois disso, completam os mil dias. 

Desde 1885, pouco mais de 50 monges completaram esta ultramaratona. 

Escolha do calçado ideal

Escolha do calçado ideal pode prevenir contusões durante a prática de exercícios

Especialista da Faculdade Inspirar aponta os riscos quanto ao uso de tênis inapropriado durante a prática esportiva

A caminhada e a corrida estão entre as atividades físicas mais praticadas no mundo, principalmente, quando se aproxima o verão e todos querem perder aqueles quilinhos a mais, adquiridos no inverno. No entanto, o que muita gente desconhece é que o impacto gerado nessas atividades pode ocasionar lesões e  problemas ortopédicos. Por isso, é preciso escolher muito bem o calçado antes de sair de casa.

O uso de um tênis adequado é importante para evitar os malefícios ao corpo. De acordo com o fisioterapeuta e professor da Faculdade Inspirar, em Curitiba (PR), José Lourenço Kutzke, tanto a caminhada quanto as corridas são exercícios que geram um grande impacto nos membros inferiores do corpo. “Os indivíduos com sobrepeso, ou obesidade, devem optar por amortecimentos de maior qualidade”, afirma.

O fisioterapeuta conta que os problemas causados pelo uso de calçados inapropriados ocasionam dores articulares o que, geralmente, torna-se um alerta para evitar as lesões degenerativas. Segundo ele, é preciso estar atento aos pontos de maior calosidade, já que o calo é provocado, na maioria dos casos, por uma força excessiva no local o que, consequentemente, podem resultar em contusões mais sérias. “O uso de tênis impróprios pode provocar problemas como artrose de tornozelos, joelhos, quadril e lesões discais da coluna”, explica.

As marcas de tênis investem cada vez mais nos sistemas de amortecimento, em conjunto com a entressola dos calçados, visando minimizar o estresse do impacto dos pés com o solo. “O amortecimento jamais pode ser escasso, todavia, também não pode ser em grande quantidade, pois pode tornar a pisada instável nos movimentos repentinos”, ensina.

De acordo com o especialista, os tênis têm, em média, uma vida útil de aproximadamente 500 km e algumas características são capazes de evitar os vários tipos de danos ao corpo. “Aspectos como oconforto, a flexibilidade e boa qualidade de aderência do solado com o chão são ‘ferramentas’ parceiras na prevenção das lesões geradas pela pressão durante a pisada”, afirma.

Mesmo possuindo no armário dois tênis da mesma marca e modelo, mas com tecnologia de amortecimento diferente, há a necessidade de intercalá-los nos dias da semana, pois, segundo o fisioterapeuta, pode existir uma demora de até 24 horas na recuperação do calçado para o uso.

Conhecendo os calçados
Os tênis são subdivididos em várias partes. O cabeal, por exemplo, é o responsável por estabilizar o calcanhar e o tornozelo. Porém, o formato deve conter um recorte que não machuque o chamado tendão de Aquiles. O amortecedor é o responsável por diminuir o primeiro impacto da pessoa contra o chão, no momento da pisada. Já as palmilhas têm a finalidade de absorver a transpiração. O solado, por sua vez, oferece aderência adequada à superfície percorrida. A Entressola faz parte do sistema estrutural do tênis e tem o papel fundamental de distribuir o peso do corpo por toda a estrutura do calçado, trabalhando em conjunto com o sistema de absorção de impacto [amortecedores]. Em alguns tênis a entressola é considerada uma ferramenta importante na prevenção de lesões geradas pela pressão.

Cinco dicas para adquirir o tênis ideal
- Conforto
- Observar a tecnologia entre a entressola e o amortecimento
- Finalidade da prática esportiva
- Analisar se há um aspecto patológico
- Sempre que possível optar pelos tênis com pisadas neutras

agradecimentos: Lide Multimídia - Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

RECEITA DO HOLTZ - Talharini ao pesto de manjericão

Talharini ao Pesto de Manjericão

Ingredientes:


600g de talharini fresco                        

1 maço de manjericão fresco
50g de amêndoas
50g de parmesão
2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
1 concha de água quente
Sal e pimenta (a gosto)
Suco de meio limão (ou 1 inteiro, de acordo com sua preferência)
1 dente de alho amassado

Modo de preparo:


Separe algumas folhas de manjericão para decorar seu prato. Coloque o restante em um liquidificador ou processador sem retirar os talos. Acrescente as amêndoas e o parmesão e comece a processar. Pare um pouco e acrescente azeite, voltando a processar e incluindo água. Verifique o sabor e coloque sal, pimenta, o suco de limão e alho. Volte a processar mais uma vez e está pronto o molho. Basta só cozinhar a massa e acrescentar o molho.



                                                      


                                      Rodrigo Holtz, chef e corredor

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

DESAFIO 600K (São Paulo-Rio de Janeiro) - por Ana Paula Alfano

Há alguns anos trabalhei no jornal Diário de São Paulo, onde conheci a editora Ana Paula Alfano. Eu, que na época não corria, não sabia que ela era uma corredora nata. Tempos depois saí do jornal e comecei a praticar o pedestrianismo e a ser leitor voraz de revistas sobre o tema, e foi por meio dessa leitura que descobri que a Ana Paula escreve para a revista Runner's World. Como hoje tenho este blog, a convidei para participar e ela nos presenteou com esta matéria que foi publicada na revista Época sobre a primeira edição do Desafio 600K em 2009 (São Paulo-Rio de Janeiro). Vale muito a pena a leitura: 


por Ana Paula Alfano 
(revista Época)

Arquivo Pessoal
Ana (esq.) ao lado do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima e Yara Achoa, de sua equipe
Quinta, às 5h da manhã, enquanto você, leitor, provavelmente ainda estava dormindo, 240 malucos largaram do Obelisco do Ibirapuera, numacorrida ainda mais maluca do que eles. Quatro dias de estrada, areia e trilhas no meio do mato e 600 quilômetros de muito suor até o destino: aPraia de Ipanema, no Rio de Janeiro, pela Rio-Santos. Até quatro anos atrás, eu estaria aí deste lado, apenas lendo esta matéria e imaginando "como tem gente doida neste mundo", sem entender o que leva uma pessoa a encarar um desafio como este. Pois hoje faço parte do time dos malucos. Neste exato momento, estou em algum ponto entre São Paulo e São Sebastião, correndo ou enfurnada numa van, com outros 12 corredores da minha equipe, todos colegas de imprensa, esperando a minha vez de correr. A minha missão, além de completar a prova, é mandar notícias por aqui, pelo caminho. Como é uma prova de revezamento (afinal, são 600km!), a parte que me cabe deste latifúndio é de cerca de 50km no total. Achou "pouco"? Pois há duas semanas corri uma Meia Maratona (21km) e, há um mês, a Maratona de Berlim (42km) — isso fora a quilometragem percorrida nos treinos (uns 40km por semana). Nada mal para uma ex-sedentária quase convicta. 


Arquivo Pessoal
Após quatro horas de prova, Ana recebe a medalha em Berlim
A minha carreira de Papa-léguas começou há quatro anos. Antes disso, fazia jus à fama dosjornalistas: horas e mais horas na frente do computador, um bom chope com os amigos algumas vezes por semana e corrida, no máximo, atrás de algum entrevistado. Mas, como a guerra com a balança era tão antiga quanto a promessa de começar a academia na segunda-feira (e a idade foi avançando, coisa chata que acontece com todo mundo!), achei que era hora de encontrar uma atividade física que não fosse apenas uma obrigação. Minha chefe na época deu um empurrão e me transferiu para a sucursal do Rio de Janeiro da revista onde eu trabalhava. Com a Lagoa Rodrigo de Freitas literalmente aos meus pés, a escolha foi fácil: me inscrevi num grupo de corrida e me apaixonei pela coisa. Não parei mais. Naquele começo de carreira de corredora, via os amigos treinando para uma maratona e dizia "ah, esses malucos... Isso não é para mim". Mas só quem também corre sabe o quanto a endorfina é certeira: uma hora você se rende à maluquice. 
Depois que voltei para São Paulo, o vício já estava no sangue e não larguei mais os treinos. E no ano passado entrei para o time dos maratonistas. O treino para esta corrida até o Rio de Janeiro coincidiu com o da Maratona de Berlim. São cerca de quatro meses de dedicação, rodando entre 65 e 75 quilômetros numa única semana. Tem de dar adeus às baladas, às taças de vinho ou copos de cerveja e aos pratos apetitosos (e gordurosos). Para aguentar o pique, além de dormir cedo (e bem), é preciso seguir uma dieta rigorosa, malhar pelo menos duas vezes por semana (além dos cinco dias de treinos de corrida) para as pernas sobreviverem ao pique, tomar vitaminas e mais vitaminas e submeter-se a sessões de tortura num massagista (a gente ganha nós em quase todos os músculos das pernas, das costas e, se bobear, até das mãos!). 
Arquivo Pessoal
A repórter recebe a camiseta da prova Desafio dos 600k
Você deve estar se perguntando: o que essa moça tem na cabeça? A resposta não é racional, nem é fácil fazer você, leitor, entender por que a corrida é tão apaixonante (apesar da dor e de tudo isso o que você acabou de ler). Mas, garanto que, se você colocar um tênis e começar, tudo vai fazer sentido. Não há sensação melhor do que a da superação, a de provar para você mesmo que você pode, basta correr (ops) atrás. Foi exatamente este sentimento que me colocou no Desafio dos 600k. Loucura para uns, a prova é o sonho de consumo de todo apaixonado por corridas. 

É a maior corrida de revezamento já promovida nas Américas. Cerca de 240 atletas amadores divididos em 20 equipes, cada uma com 12 atletas, com o mínimo de três mulheres. A regra é clara: tem que ser amador. Profissionais ficam de fora. O revezamento terá 83 trechos -- são 192,89km no primeiro dia, com parada para dormir em São Sebastião, 221,72km no segundo, com pouso em Angra dos Reis, e 175,39km no sábado, quando chegamos à Barra da Tijuca. No domingo, apenas uma corridinha de 10 quilômetros finais. 

Dia 1 - Chuva, gás carbônico e atolamento

Arquivo Pessoal
Competidores aguardam o sinal para começar a prova
Vida de jornalista realmente não é fácil. Vida de jornalista corredora, então, é pior ainda. Ontem fui dormir à 1h da madrugada e acordei às 3h30 para estar às 5h no Ibirapuera para a largada da corrida SP-RJ - o Desafio dos 600k. São 22h e estou aqui escrevendo essas primeiras linhas de como foi o dia. Minha equipe levou 14 horas para percorrer os 193km do primeiro dia, até São Sebastião. Como previsto, a equipe dosjornalistas, da qual eu faço parte, foi a lanterninha - a gente fez bonito e correu bem, mas o resto do povo não sabe brincar e queimou o asfalto. A equipe que chegou em primeiro hoje, de Belo Horizonte, completou o percurso em uma hora e meia a menos do que a gente. Mas, acreditem, o nosso resultado foi surpreeendente, e para o bem. Logo na largada o Desafio dos 600k mostrou que não era uma prova de fogo, mas de água. Largamos debaixo de um dilúvio com direito a enxurradas pelas calçadas até a Rodovia Anchieta. Como eu fui a oitava corredora do dia a pegar o bastão (na verdade é uma pulseira que marca o revezamento) e tinha pedido para a minha mãe jogar um ovo no telhado pedindo a Santa Clara que não chovesse no meu trecho, quando botei o pé na estrada o tempo tinha melhorado. Nenhuma gota do céu, mas muito gás carbônico dos caminhões. Depois da descida da Antiga Serra do Mar, assumi o posto em Cubatão, na ligação com o Guarujá. Engoli muita fumaça e corri com uma paisagem nada inspiradora. Foram seis quilômetros assim, mas sem subidas, e aproveitei para pisar forte. 

 Divulgação
"Essa não sou eu, mas juro que corri esse trecho"
No segundo trecho a equipe foi mais legal comigo. Comecei na praia de Guaratuba, em Bertioga. Como a esta altura já éramos lanterninhas, corri com a praia deserta, só eu e o mar. Incrível. Mas logo veio um trecho de trilha, no meio do mato. A chuva forte que caíra pela manhã tinha deixado estragos. Tentei desviar das poças de lama, mas baixei a cabeça para me livrar de um galho assassino, me distraí e ploft, o tênis atolou. Desencanei e segui adiante. Aí apareceu um lago (foto). Não deu para escapar da água até o joelho. Para completar meus 6,5 quilômetros, ainda teve um pedaço de estrada e uma subidaça que encarei gritando.
Aparentemente, completar pouco mais de 12km num dia, para quem corre uma maratona, é pouco. Mas, atenção: 12,5 km depois de dormir 2 horas apenas, passando 14 horas dentro de uma van, com um monte de gente suada (rindo horrores, é verdade, porque a quantidade de bobagem e bom-humor que rola ali é incrível) e um cardápio reduzido a sanduíche de peito de peru, barrinhas de cereais e frutas... Não é mole, não!

Dia 2 - Subida sem fim e tonel de gelo

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Subida interminável
Segundo dia da corrida. O mais duro dos quatro dias de prova. Hoje foram 221,72km (para a minha equipe, foram na verdade 186), explico por quê mais adiante), entre São Sebastião e Angra dos Reis. Paisagens lindas, mas um percurso difícil, com subidas duras e descidas muitas vezes mais assustadoras do que as subidas. A largada foi novamente às 5h da matina, depois de apenas três horas e meia de sono. O Sol deu trégua, temperatura fresquinha, chuvas leves pelo caminho. Pela planilha da prova sabia que teria um primeiro trecho bem difícil, de seis quilômetros e meio. O problema não seria a distância, mas a altimetria - a medição de quanto há de sobes e desces no percurso. O gráfico dava um certo medo, porque havia ali um pico que parecia o do Jaraguá. Pois o medinho virou desespero quando dei de cara com a tal subida. Achei que ia precisar de uma corda para escalar. Vinha uma curva, outra curva, e a descida não chegava. O motorista da van da equipe, que tinha seguido na minha frente, depois me contou que subiu a 10km/h, porque o motor não aguentava mais do que isso. Pois é, minhas pernas também não. Sobrou fôlego, mas faltou músculo e tive de andar. Alguém da ambulância do Hospital Sírio Libanês, que acompanha o ultimo corredor da prova (a galera da imprensa fisgou de vez a lanterninha, ninguém tasca), gritou lá de trás: “você está bem?”. Diante da minha resposta afirmativa, veio a piada: “pô, o povo da equipe pelo jeito te adora, hein?”. O esforço físico é tão desesperador que vem um nó na garganta. Segurei e fui. Aí, quase chorei quando passei o bastão para o próximo corredor. Missão cumprida! E num tempo até que respeitável, num ritmo de 5 minutos e 35 segundos por quilômetro (11km/h, em alguns momentos até ultrapassaria van!). Ainda tive outro trecho, três horas mais tarde, de 8km.

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Alguém estava reclamando do calor?
Depois disso tudo, ali na estrada mesmo, passei pelo duro alongamento e pela sessão de gelo nas pernas. Afinal, amanhã são mais 175km pela frente. Nosso dia acabou mais cedo. Como somos muito mais lentos que as outras equipes, a maioria formada por amadores com tempos quase profissionais, a noite caiu e, como a estrada ficou perigosa demais para seguirmos pelo acostamento esburacado, com carros indo e vindo em alta velocidade, decidimos voltar para o hotel sem percorrer os trechos finais (pulamos 35km). Quando chegamos, fui direto para a crioterapia - mergulhei num tonel de gelo e lá fiquei por dez minutos. As pernas precisam estar inteiras para a reta final.



Dia 3 - Calor infernal e ultrapassagem histórica

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Belas paisagens compensavam o esforço
O asfalto literalmente pegou fogo hoje, terceiro dia da corrida. O Sol estava forte e a temperatura chegou a 38 graus no meio do dia. A largada foi às 4h30 da manhã, em Angra dos Reis, com destino à Barra da Tijuca. Às 8h o calor já mostrava que ia dar uma canseira extra aos corredores. A guerra pelas primeira colocações continuou lá na frente. Nós, da equipe de imprensa, mantivemos a nossa honrosa lanterninha, já que entramos nessa mais pelo desafio e para contar aos nossos leitores como foi a experiência. A nossa meta é chegar. 
Mas o bichinho da competição é feroz e deu as caras no meio do dia, quando percebemos que encostamos na equipe que estava na penúltima colocação. Quando corri meu primeiro trecho, uma serra chatinha, fiz uma curva e lá estavam elas, a apenas uns 300 metros à frente: duas corredoras da equipe Mulheres Nike (como o nome sugere, formada só por meninas). É como se tivessem me dado uma dose extra de adrenalina. Eu e meu companheiro de trecho (alguns percursos são duplos, corremos juntos) olhamos um para o outro, respiramos fundo e apertamos o passo. Não conseguimos passar as meninas, mas diminuímos a diferença. Dois trechos adiante, a corredora mais rápida da equipe da imprensa fez a ultrapassagem histórica. Durante mais ou menos três minutos ocupamos a surpreendente penúltima colocação. Foi a glória, ainda que durasse tão pouco. 
Mesmo com o calor (para se ter uma ideia, corri com um saquinho de gelo debaixo do boné, para baixar a temperatura do corpo), não entregamos os pontos. Chegamos à Barra da Tijuca depois de 14 horas e 12 minutos de corrida, acabados de cansaço mas com um largo sorriso no rosto - correr 590km em três dias não é mole, nem para os que chegam na última posição. Amanhã corremos literalmente para o abraço, nos 10km finais da prova até a Praia de Ipanema.

 Divulgação
Equipe Imprensa celebra o fim do desafio
Dia 4 - Lanterninha e espírito de equipe

Não podia ser diferente: completamos a Corrida SP-RJ - O Desafio dos 600k com mais um dia de sacrifício. Faltavam "apenas" dez quilômetros entre a Barra da Tijuca e Ipanema, para fecharmos os 600km de prova. Dez parecem fichinha diante de 590 já percorridos, mas esses não foram. Na largada, às 7h30 da manhã, o Sol já estava forte, com a temperatura beirando os 28 graus. Sem a pressão de perseguir alguma boa colocação, já que a equipe de imprensa assumiu orgulhosa a posição de lanterninha, a missão era correr leve, apenas cruzar bem a linha de chegada. Mas o calor apertou e, como cada perna parecia pesar meia tonelada, depois dos 40km  que eu já tinha corrido até ali, cruzar a linha já não era tarefa tão tranquila assim. O que me salvou foi o espírito de equipe. Numa prova de revezamento, a ajuda dos outros integrantes da turma é fundamental: o estímulo, o isotônico que um deles te estende, as palavras de incentivo quando você acha que não correu muito bem, o "confete" que te jogam quando você acha que arrasou, tudo conta (e muito) para encarar com garra o seu próximo trecho. A coisa não foi diferente na reta final: Fábio e Karine, dois amigos de equipe, praticamente me "rebocaram" a partir do km 4. Corremos os três juntos, eu nitidamente mais morta do que eles. A dupla até tinha pique para apertar o passo, mas se negou a me deixar para trás. "Vamos cruzar a linha juntos, força, falta pouco", eles diziam. Cruzamos a linha com a marca de 51 minutos, um ao lado do outro. Foi sem dúvida uma maneira inesquecível de terminar a prova.  

Leia mais relatos:
experiência de correr a primeira Meia Maratona
Corrida radical em Santa Cruz de la Sierra 
a minha primeira maratona

FRASE DE CORREDOR

"Quando alguém corre sobre a terra e com a terra, pode correr para sempre".

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ABRE AS INSCRIÇÕES PARA A 89ª CORRIDA DE SÃO SILVESTRE

Conheça a história da corrida mais tradicional do Brasil.
Atletas na largada em 1947
Em meio às comemorações de um novo ano, o povo de São Paulo aprendeu a conviver com uma outra festa: a Corrida de São Silvestre. Para os atletas, o clima e a receptividade do povo paulistano não poderia ser melhor. Logo cedo, no dia 31 de dezembro, as ruas da cidade anunciam o espetáculo, principalmente a avenida Paulista, ponto de chegada e partida de vinte e cinco mil corredores.
Esse rito se repete há quase oito décadas. Tudo começou com o jornalista Cásper Líbero, que se inspirou numa corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso. Era o ano de 1924. Depois de assistir ao evento em Paris, ele não teve dúvidas de trazer o projeto para São Paulo. À meia-noite de 31 de dezembro daquele mesmo ano foi disputada a primeira São Silvestre, que homenageia o Santo do dia.
A participação, contudo, ficou restrita aos homens e coube a Alfredo Gomes, atleta do Clube Espéria, escrever o seu nome na história desta prova como o primeiro vencedor. Naquela época, as corridas de rua eram praticadas de forma esporádica no Interior e na Capital paulista, o que acabou contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do pedestrianismo no Brasil.


Cásper Líbero era um apaixonado pelo esporte e, mesmo diante das maiores dificuldades, como nas edições de 1932 durante a Revolução Constitucionalista, em que os paulistas lutaram contra outros estados do país, e em plena II Guerra Mundial, não mediu esforços para que a prova acontecesse. Quando veio a falecer, em 1943, a competição já tinha conquistado os paulistanos e continuou mais viva ainda.
Até a sua 20ª edição, a São Silvestre era disputada somente por brasileiros. A partir de 1945, assumiu caráter internacional com a presença de convidados do Chile e Uruguai. Depois disso, correram pela ruas de São Paulo atletas americanos, europeus, africanos e asiáticos. Na nova fase, o atletismo nacional saiu-se vitorioso somente nos dois primeiros anos, quando Sebastião Monteiro cruzou em primeiro a linha de chegada.
Quando a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher, em 1975, o jornal A Gazeta Esportiva, organizador da prova e de olho nos acontecimentos mundiais, instituiu a primeira competição feminina, que foi realizada em conjunto com a masculina, mas com a classificação em separado. A campeã da inédita prova foi a alemã Christa Valensieck, que voltou para repetir o feito no ano seguinte.
74ª edição ganhou mais duas novidades: chip para os corredores de elite e a abertura das duas pistas da Paulista para a chegada. As mudanças tiveram o objetivo de preparar a prova para a virada do século, bem como aumentar o número de participantes, ambas com sucesso.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Prática regular de atividades físicas pode reduzir o estresse

Prática regular de atividades físicas pode reduzir o estresse

Médico especialista da rede de academias B-Active dá dicas de exercícios físicos para combater o estresse e aumentar a qualidade de vida
Pesquisas apontam que um a cada três brasileiros sofrem com o estresse. Diferente do que a palavra nos remete, devido à popularização do conceito ao decorrer dos tempos, o estresse é uma condição fisiológica do organismo, e não somente a irritação ou cansaço. Quando registramos uma ameaça, imediatamente o sistema nervoso central é acionado, aumentando a liberação de cortisol e adrenalina no organismo, acelerando os batimentos cardíacos, aumentando a frequência respiratória, a pressão arterial e contração muscular.

Mesmo se tratando de uma condição necessária à sobrevivência, é preciso observar a cronicidade do estímulo estressante, pois ele pode gerar consequências danosas ao organismo, acarretando sintomas que vão desde dores de cabeça, fadiga, distúrbio gastrointestinal, prurido, insônia entre outras doenças como as cardiovasculares.

Por atuarem diretamente nos níveis hormonais, os exercícios físicos tornam-se um eficiente hábito de combate ao estresse. De acordo com o Dr. Benjamin Apter, médico especialista em medicina esportiva, fisiologia do exercício e diretor da rede de academias B-Active o exercício físico praticado de forma regular diminui a produção do cortisol e estimula a produção de endorfinas, ou seja, diminui os hormônios que acentuam a situação de estresse e aumentam a concentração de hormônios que trazem sensação de bem estar. Estes são os hormônios mais conhecidos, mas o mecanismo é mais complexo.

Estudos recentes publicados pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva, e outras revistas médicas especializadas relatam que os exercícios físicos que proporcionam gasto médio calórico semanal de 1800 a 2100 calorias contribuem efetivamente para a redução da incidência de doenças crônicas e diminuem significativamente as situações de ansiedade.

“Com a sobrevida avançando cada vez mais e a necessidade das pessoas se manterem produtivas, o estresse já está presente na terceira idade. Tem o diagnóstico difícil por termos que afastar todas as outras causas possíveis dos sintomas, mas o sedentarismo já é um indício”, complementa Dr. Apter.
Os exercícios físicos bem orientados para a condição física, clínica e idade de cada um é a chave do sucesso para obter o gasto calórico adequado sem causar lesões desnecessárias.

Atualmente o estresse não é categorizado como uma doença, a condição é vista como uma síndrome que pode afetar vários órgãos e sistemas, mas nem por isso devemos deixar de combatê-lo, pois a sua cronicidade pode levar a outros distúrbios mais graves afastando o indivíduo dos estudos, trabalho e da família.

RECEITA DO HOLTZ - carré de porco com batatas

Carré de porco com batatas.

Ingredientes:

1 kg de carré de porco
                                                

2 ramos de alecrim

½ maço de salsa

1 dente de alho

400 g de mini batatas

Azeite extra virgem

Sal

Pimenta do reino

Modo de preparo:

Descasque o alho, lave o alecrim e pique-os juntos, reserve alguns ramos para decoração. 

Aqueça o forno a 200 graus.

Com uma faca de ponta, faça alguns furos no lombo e introduza nos buracos o repicado 

preparado. Tempere a carne com sal e pimenta e 2 colheres de sopa de azeite e coloque em

uma assadeira.

Leve ao forno abaixando a temperatura para 180 graus, e asse por 1 hora e meia, virando a 

peça de vez em quando e regando com o suco que se forma na assadeira.

Enquanto a carne assa, descasque as batatas e cozinha em água por 15 min. Escorra-as junteas à carne na assadeira e misture-as no molho. Deixe assar por mais 30min.

Retire o carré do forno, e corte em fatias.







Rodrigo Holtz
chef e corredor










Mais receitas

penne com Shimeji fresco

COGUMELOS RECHEADOS

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CURIOSIDADES - Barefoot Running

Vamos tratar de uma nova modalidade de corrida que vem atraindo vários atletas, que é o BareFoot Running, em tradução livre, corrida descalço. Confira mais sobre este tema! 



Nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, o mundo se espantou quando assistiu, na linha de largada, ao etíope Abebe Bikila descalço pronto para correr os 42,195 da maratona. Após este epsódio e com a vitória do etíope, muitas investigações científicas sobre a prática de correr descalço não chegaram a um consenso claro sobre os seus riscos e seus benefícios.

Com isso, as grandes marcas de tênis desenvolveram e ainda desenvolvem diversas tecnologias para diminuir as lesões e os desconfortos dos calçados causados pelas corridas. Em paralelo, muitos corredores mais naturais procuram uma maneira mas eficiente de correr e de aliviar algumas lesões.

Durante a maior parte da história humana, as corridas foram realizadas com os pés descalços ou com sapatos de sola fina, às vezes feitos em couro. Esta prática continua até hoje no Quênia, com os Kalenjis, e entre os Tarahumaras, uma tribo indígena do norte do México. Os historiadores acreditam que os corredores da Grécia Antiga corriam descalços, seguindo a lenda de Fidípides - o primeiro maratonista.

A estrutura do pé e perna humanos é muito eficiente em absorver o choque da
aterrissagem, transformando a energia da queda no movimento para a frente, por meio da  ação do arco natural do pé. Os cientistas que estudam movimentos dos pés dos corredores observaram diferenças marcantes entre os corredores habitualmente calçadas e corredores descalços. O pé de corredores calçados tipicamente têm um ataque inicial no calcanhar, enquanto que o pé de um corredor descalço possui com um passo mais elástico no meio, ou na bola do pé. 

Ao contrário do que se imagina, correr com tênis também pode provocar entorces do tornozelo, bem como outras lesões crónicas dos membros inferiores. No entanto, tênis também oferecem várias vantagens, incluindo a proteção do corredor contra feridas, hematomas e lesões térmicas de condições meteorológicas extremas. A transição para um estilo de corrida com os pés descalços também leva tempo para se desenvolver, devido ao uso de diferentes músculos envolvidos. Médicos relataram um aumento em tais lesões nos músculos da panturrilha, tendinite de Aquiles , metatarsos e fraturas de estresse, o que eles atribuem a corredores descalços tentando fazer a transição muito rápida. 

Se você, caro leitor, quer começar a praticar uma corrida mais natural, conhecida como BareFoot, a alternativa é começar com tênis mais finos e com amortecimento mínimo. E claro ouvir a opnião do seu ortopedista. Boas Corridas!!!

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

VEJA ONDE SERÁ A ESTRÉIA DO UNIFORME DO SEGUIDORES DE FIDÍPIDES








E o uniforme do Seguidores de Fidípides está pronto para estrear na Maratona de Buenos Aires, no dia 13 de outubro de 2013, vamos lá que o percurso é longo!!!!

AS AVENTURAS DE UM CORREDOR URBANO - Um par de tênis por uma pedra de crack

Um par de tênis por uma pedra de crack

Para inaugurar a nova coluna do blog, "As aventuras de um corredor urbano", vamos relatar um caso inusitado que aconteceu com Alessandro Ribeiro. Boa leitura:

"A maioria dos meus treinos de corrida faço na volta do trabalho que fica no prédio da Fundação Cásper Líbero, da avenida Paulista, até o bairro de Santana, onde moro. É um percurso razoavelmente bom, mas dificilmente consigo desenvolver uma boa velocidade, devido à grande quantidade de semáforos e o trânsito em si.

Numa tarde fria, os relógios da avenida Paulista marcavam 21 graus, faço um rápido alongamento e sigo o caminho para mais um dia de treino. Depois de desviar de skates, bicicletas, artistas de rua e tudo que as ruas e avenidas têm, chego à avenida Voluntários da Pátria com a Rua Santa Eulália, mais precisamente perto do Pronto Socorro de Santana. 



Enquanto aguardava o farol de pedestres abrir, atrás de mim, dois rapazes entre 15 e 16 anos comentam entre si baixinho: 'belo tênis, acho que rola trocar na boca por pedra' (gíria usada por usuários de crack). A sorte é que não costumo correr escutando músicas, então fico com o ouvido mais apurado para me safar das armadilhas da cidade grande. 

E, como se diz na Lei de Murphy, o farol de pedestres parecia que estava no pause. Não abria, e comecei a ficar nervoso, quando ouço um deles dizer: 'quando o farol abrir, nóis cata e sai a milhão'. Discretamente, dei uma olhada para os dois e vi que não estavam armados. Quando o farol abriu, larguei como Usain Bolt faria para bater mais um recorde olímpico. Saí pelo meio da avenida Voluntários da Pátria e os caras atrás de mim. 

A adrenalina já estava a mil e não entregaria os meus tênis tão fácil, quando os dois em perfeita sintonia gritam bem alto: 'nós só quer o tênis!'. Graças a Deus eu estou com uma condição física muito boa e os malucos não conseguiram me alcançar e desistiram. Ufa, essa foi por pouco! Depois me arrependi, corri o risco de ter perdido a vida por um par de tênis.

Não contei nada lá em casa mas, agora, a minha família vai saber"!

Quer contar a sua história na nova coluna AS AVENTURAS DE UM CORREDOR URBANO?
mande um e-mail para seguidoresdefidipides@gmail.com

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

EU CORRO PORQUE - Márcio Villar - ultramaratonista

Às vezes, pensamos em um dia completar uma maratona, o que para nós mortais já é algo desafiador. Imagine então dobrar os 42,195 km, acha muito? Conheça então a história do carioca Márcio Villar, o primeiro brasileiro e o único no mundo a completar os três desafios da BAD 135 World Cup, as ultras mais desafiadoras já inventadas. Como se isso não bastasse, ele decidiu dobrar - correr de trás para frente e depois fazer o percurso no sentido original - com os outros corredores a BR 135. Seis meses depois encarou os mesmos 434 km na Badwater, nos Estados Unidos. Com calor de até 60°C no Vale da Morte, na Califórnia. 

Villar não nasceu corredor, muito pelo contrário, segundo relata no seu livro "Desafiando Limites". A profissão de analista de sistemas o faz ficar sentado à frente do computador por muitas horas, assim, aos 35 anos e com 98 kg para 1,73 de altura, cobrou o seu preço quando foi correr para pegar o ônibus para ir ao trabalho e não conseguiu. Foi quando percebeu que era hora de tomar uma atitude. Com o incentivo de um colega de trabalho que já praticava esporte, começou a se movimentar. Na mesma época, seu irmão se inscreveu em uma prova de 4 km e o convidou. Completou a prova que era de revezamento, e até hoje não sabe como conseguiu. 

Depois disso, começou a se dedicar aos treinos pelas praias do Rio de Janeiro e a participar de corridas de 4 km até chegar nos 21 km e daí em diante, até que um dia recebeu um e-mail para participar de uma corrida de 24 horas na pista de atletismo em São Caetano do Sul. Lá foi ele, aos olhares dos amigos incrédulos de que conseguiria chegar pelo menos na metade do desafio e, além de correr até o último segundo, subiu ao pódio em primeiro lugar na categoria de 35 a 39 anos após 166 km completados.   
Márcio Villar - 46 anos - analista de sistemas 
por que começou a correr - para perder peso, eu tinha 98 kg

relate algo curioso - o dia em que fui comprar uma calça, após emagrecer, saí do manequim 48 para 42. Quando experimentei a calça e serviu, minha vontade foi sair pelo shopping gritando de alegria
 
onde costuma treinar -  Barra, Recreio, Grumari, Prainha (Rio de Janeiro)

o dia de herói - foi na Brazil 135. Quando terminei minha prova, voltei para resgatar uma atleta e corri mais 11 horas ao lado dela e a fiz completar também, foi inesquecível.

corrida dos sonhos - dobrar a ultramaratona de 7 dias no deserto do Saara, correndo 14 dias (ida e volta)

antes da largada - rezo e peço proteção a Deus e a Nossa Senhora

na chegada - volto a agradecer a Deus e a Nossa Senhora, depois a todos que me apoiaram e me ajudaram na corrida

Sérgio Cordeiro
pior corrida - a Primeira Arrowhead em que fui tirado da prova por suspeita de congelamento nos dois pés com perigo de amputação, Chorei muito, foi o momento mais triste de minha carreira.

quem admira no esporte - Sérgio Cordeiro, nosso campeão mundial de Deca Ironman.

correr é - fazer o que ama e por prazer, o resultado é apenas uma consequência.

Quer saber mais sobre as aventuras de Márcio Villar, adquira o livro pelo site.