segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DICAS - Maratona de Buenos Aires

Uma boa opção para estrear em uma prova internacional ou mesmo correr e fazer turismo é participar da maratona de Buenos Aires. Tradicionalmente, ela é realizada no mês de outubro, no fim de semana do nosso feriado do dia 12.

Buenos Aires é uma cidade muito bonita, com uma arquitetura ao estilo europeu com parques e praças muito bem cuidados. Mesmo passando por uma crise, a capital portenha é um lugar barato devido à valorização do real e à queda do peso argentino.

O transporte público é muito eficiente e os táxis são uma pechincha. Com poucos pesos é possível comer em restaurantes, digamos, três estrelas onde a especialidade portenha é o famoso chorizo com papas fritas (batatas fritas), uma carne nobre parecida com um filé alto e bem macio. 

Bom, vamos para os detalhes da corrida. A inscrição é convidativa se pegar os primeiros lotes, sai mais em conta do que muitas corridas em São Paulo. Você
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vai achar estranha a quantidade de brasileiros na região. Na retirada do kit - que, convenhamos, só vem a camisa e um monte de papel de propaganda - não tem segredo, é muito tranquilo porque os staffs são muito simpáticos - já estão acostumados com os vizinhos. A feira não tem muitas novidades, mas conta com uma enorme variedade de cintos de hidratação e suplementos alimentares com preços convidativos. 


Para o grande dia, chegue cedo para garantir um bom lugar na largada, já que mesmo com pulseiras de ritmo no dia não tem marcação de tempo em baias. E também aproveite para interagir com os hermanos que gostam muito de nós, se é a sua primeira vez no pais, não se preocupe, você não sofrerá nenhuma piadinha.

Já aquecido e com o alongamento feito, toca a buzina para a largada. Tome cuidado, como em todas as corridas, a largada é tumultuada na avenida Presidente Figueroa Alcorta, no bairro de Belgrano, uma avenida larga que margeia um parque que, na volta, o maratonista passa por ele.

Puerto Madero
Após uns 10 km, passando pelos bairros chiques de Palermo e Recoleta, entra-se pelas ruas estreitas do centro - que lembram São Paulo - até passar pela Casa Rosada, sede da presidência, e pela Catedral Metropolitana, onde o papa Francisco era o arcebispo de Buenos Aires. Então, vamos rumo ao Obelisco na avenida 9 de Julho, considerada a mais larga do mundo.

Após alguns quilômetros, avistamos a Bombonera, estádio do Boca Juniors, que fica numa região portuária onde percorremos um longo trecho e onde o cheiro de esgoto é muito forte. Sinceramente, este trecho não é nem um pouco atraente, a organização poderia mudar esta parte do trajeto.

Em seguida vem o lugar mais charmoso, Puerto Madero, onde já estamos na
metade da meta. Só mais 21 km pelas grandes avenidas, novamente da Recoleta e Belgrano e, após um bom trecho no parque que citei, já vamos para o sprint final.

O que achei muito emocionante (quem já terminou uma maratona sabe do que estou falando) é que o público faz um longo corredor que serve de incentivo para os metros finais. Pronto, a maratona de Buenos Aires foi concluída. 
O kit pós-prova é só água e Gatorade, e a medalha poderia ter um melhor acabamento, mas, como sempre digo, "pode ser até de papelão".
Bom, te vejo lá no ano que vem, até lá.

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