quinta-feira, 31 de outubro de 2013

EU CORRO PORQUE - Alessandro Lucchetti

Há alguns anos tive o prazer de trabalhar no extinto jornal Diário Popular com o Alessandro Lucchetti, repórter de esportes e parceiro de muitas pautas. Uma curiosidade é que, mesmo a serviço do jornal, ele sempre se locomovia a pé, seja para ir e voltar da redação, ou para se dirigir ao local da pauta. Eu o convidei para contar a sua história para o Seguidores de Fidipides, o que prontamente e com felicidade aceitou em participar. Leia a seguir.  

Durante vários anos da infância e da adolescência, fui goleiro de futsal e de futebol de campo num clubinho ligado à Opus Dei chamado Nautilus, no Brooklin. Depois treinei um pouco de basquete no hoje Clube Escola Joerg Brüder, em Santo Amaro, além de vôlei. Comecei a correr quando estava no Exército, por obrigação. Eu servi o Exército muito a contragosto, e sequer segui a orientação de comprar um tênis melhor, que deveria obrigatoriamente ser preto. Usava os tênis que faziam parte do enxoval que recebemos no início do ano - uma espécie de Ki-Chute sem travas ou uma Conga Preta. Saíamos do quartel do CPOR, na Rua Alfredo Pujol, e frequentemente íamos até o Campo de Marte. A volta, bastante cansativa, era por uma ladeira chamada Chemin del Prá, a terrível Chemin del Prá. Quando passei um pouco dos 30 anos de idade, preocupado com os quilos extras, comecei a andar pela cidade, atividade que me agradava muito. Passei a retornar das pautas até a redação do jornal em que trabalhava, no centro, a pé. Cheguei a voltar do clube Pinheiros, na avenida Faria Lima, até a Rua Major Quedinho (na esquina com a Rua Xavier de Toledo) na caminhada.

Alessandro Lucchetti - 42 anos - jornalista - dezenas de corridas

por que começou a correrpor obrigação, quando servi o exército, mas depois comecei a gostar


relate algo curioso - eu achava que poderia queimar umas 500 mil calorias com uma corrida de 5km. Adorava terminar meus treinos numa padaria, onde comia um sonho. Depois não entendia porque não emagrecia como gostaria


onde costuma treinarno Parque da Água Branca, nos dias de semana; no Elevado Costa e Silva, aos domingos e feriados

o dia de heróio dia em que cismei de correr a Meia Maratona de São Paulo, mesmo estando fortemente gripado. Quase iniciei a segunda subida do Elevado (Minhocão), mas decidi parar, porque estava sem energia nenhuma 

corrida dos sonhosgostaria muito de correr uma Maratona em Paris, como fez o amigo Fernando Dantas

antes da largadaverifico se o cadarço está bem amarrado, urino em algum nojento banheiro químico e vamo que vamo

na chegadafaço o sinal do demônio, em homenagem ao Heavy Metal e a Ronnie James Dio, que seria o inventor do gesto

pior corridauma das edições daquela corrida 10K do Aniversário de São Paulo. Não lembro o ano, não pude completar porque senti muitas dores no joelho

quem admira no esporteo Doutor Sócrates, que tive a felicidade de ver nos estádios, quando era garoto, por tudo o que representa, pela postura política, por ser um raro exemplo de atleta capaz de pensar com originalidade. No mundo das corridas, gosto muito do José João da Silva, figura que me remete a tempos de glória da São Silvestre. Ele era entregador de um restaurante e conheceu a São Silvestre quando ela ''atravessou'' a frente dele, enquanto fazia seu trabalho. A comida chegou fria ao destino, mas Zé João se apaixonou pela prova, que depois viria a vencer por duas vezes


correr éa melhor forma que conheço de produzir endorfina. Já me ajudou a melhorar em 180 graus o meu humor por várias e várias vezes

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Alessandro Ribeiro                      

Série Relatos.