sexta-feira, 22 de novembro de 2013

VAMOS FAZER UM COOPER?

Certamente você já escutou a lendária frase "vou fazer cooper". A história deste nome remete ao norte-americano e médico cardiologista da Nasa e do exército, Kenneth Cooper. O médico sempre foi um assíduo atleta, mas com os estudos e os afazeres da vida adulta nos idos de 1960, aos 29 anos, percebeu que estava obeso e, em vez de tomar medicação para emagrecer, começou a correr. Teve êxito e começou a prescrever corrida para seus pacientes. Como era também médico das Forças Armadas, ele se viu diante de um problema: vários jovens aviadores estavam tendo casos de enfarte. Como evitar que outros também passassem pelo problema?

A solução estava na melhoria da capacidade física dos militares. Daí surgiu a ideia de um teste de 12 minutos de corrida, em que a distância percorrida nesse período daria uma medida aproximada do consumo de oxigênio da pessoa, na qual se concluiria sua aptidão física. 

Em 1968, Cooper lançou o livro "Aerobics". Ele e Bowerman (co-fundador da Nike) foram os responsáveis na luta contra o sedentarismo e aos altos índices de obesidade em crianças e adultos. A receita era simples: os iniciantes tinham como meta melhorar a resistência física, para depois lentamente aumentar a velocidade e a distância. Com este método, fez aumentar consideravelmente o número de praticantes de joggers - nome dado aos corredores. Curiosamente, Cooper, em entrevista a uma revista à época, relatou que não gostava de correr e concluiu: "Eu não corro por prazer. Corro por causa dos grandes benefícios que isso traz. Se paro por alguns dias, consigo sentir meu enfraquecimento físico e mental". O método Cooper é utilizado até hoje, principalmente nos testes ergométricos.