sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS

O blog Seguidores de Fidípides agradece pela audiência e deseja um ótimo Natal e um próspero Ano Novo a todos os corredores. E boas corridas em 2014. 

A partir de janeiro o Seguidores de Fidípides fará parte do site da Gazeta Esportiva, com o mesmo endereço www.seguidoresdefidipides.com.br, até lá....


MÚSICA EM HOMENAGEM A ABEBE BIKILA


O mito Abebe Bikila

Tive o imenso prazer de fotografar a placa em homenagem ao grande atleta etiope Abebe Bikila, que correu a maratona olímpica de Roma em 1960 descalço. Se estiver em Roma de uma passadinha na Via di San
Gregorio com Via Celio Vibenna do lado direito em frente ao Coliseu. E para quem se interessar pela história, recentemente lançaram um filme sobre o seu feito. "O Atleta", para quem tem Netflix ou em DVD. Abebe Bikila nasceu no mesmo dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1932, na pequena vila de Jato, na Etiópia. resolveu entrar para a Guarda Imperial do imperador etíope, para ajudar a melhorar as condições de vida da família, No exército, acabou chamando a atenção do técnico suéco Onni Niskanen que o levou para os jogos olímpicos. A Adidas, patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de 1960, tinha apenas poucos pares disponíveis quando Bikila foi experimentar um deles para usar na corrida. Nenhum deles o deixava confortável e ele então resolveu correr descalço, a mesma maneira como sempre tinha treinado. Ao fazer o reconhecimento do trajeto, alguns dias antes, ele observou o obelisco de Axum, que tinha sido retirado da Etiópia por tropas italianas. O obelisco estava a 1,5 quilômetro da linha de chegada, bem no ponto em que
o maratonista deveria dar a arrancada final. Quando então Bikila deu a arrancada final e cruzou a faixa de chegada, sob o Arco de Constantino, com o tempo de 2 h 15 min 16 s, recorde mundial, tornando-se o primeiro negro africano a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Durante entrevista e perguntado porque havia corrido descalço, Bikila respondeu que "queria que o mundo soubesse que meu país, a Etiópia, sempre tinha conseguido suas vitórias com heroísmo e determinação". E a frase mais marcante quando voltou para a Etiópia foi ovacionado e o povo gritava 'foram necessários um milhão de soldados italianos para invadir a Etiópia, mas apenas um soldado etíope para conquistar Roma'.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RELATOS - O Sonho

Atualmente existe uma infinidade de métodos para parar de fumar, até mesmo com a ajuda do sobrenatural, isso mesmo, o sobrenatural. É o que conta o repórter-fotográfico Marcelo dos Santos, 42 anos, que está prestes a começar a gravar um curta-metragem sobre a sua história de ex-fumante. Aos 40 anos e fumante obsessivo, Marcelo não aguentava mais sustentar o vício que lentamente o estava consumindo, pela sua idade achava que ainda tinha muita lenha para queimar. 

Durante um sonho, abriu o olho e viu um corredor escuro, onde havia uma bifurcação, de um lado uma luz e, do outro, uma luz mais forte com uma pessoa deitada em uma cama com toda a estrutura de um hospital. Ele se assustou porque se viu ali deitado. Entrou em desespero e, então, sentiu um puxão na camiseta. Ao seu lado, havia uma criança que lhe falou: "calma, ainda da tempo, isso é só um sonho, você pode voltar". De repente, voltou e pegou o caminho da outra luz. Nessa hora, acordou desnorteado e sua mulher não entendia o que acontecia, foi até a sala, refletiu sobre a sua segunda chance, destruiu o maço de cigarro e prometeu nunca mais fumar. 

Esta fase não foi fácil, Marcelo ficava cheirando cigarro apagado para aliviar a falta de nicotina no corpo e, para aliviar a ansiedade, disparou a comer tudo o que via pela frente. Com isso, passou dos 70 para os 92 kg. Então, por incentivo da mulher, começou a correr no trotezinho. Foi quilômetro a quilômetro, até passar dos 10 km e assim por diante. Foi melhorando gradualmente o seu fôlego e perdendo peso e, hoje aos 42, se sente ótimo, com disposição e alegria. 

Mesmo com o corre-corre que a profissão de fotógrafo exige e com este trânsito caótico, coloca o equipamento fotográfico em uma mochila e vai correndo entre uma pauta e outra. Nunca participou de provas, o que gosta mesmo, quando não esta correndo a trabalho, é correr o máximo de quilometragem sem se preocupar com o cronômetro. 

E, assim que o curta-metragem estiver pronto, o Seguidores de Fidípides fará um post com o trailer do filme. 

Para entrar em contato com o Marcelo dos Santos para fotos, vídeos e edição, entre contato com a produtora Art HD - 11 9826-4477

domingo, 15 de dezembro de 2013

AS AVENTURAS DE UM CORREDOR URBANO - UM CORREDOR, UMA CARTINHA DE NATAL E UM VIOLINO

Há pouco tempo acompanho os posts pelo Facebook do blog Seguidores de Fidipides e pedi encarecidamente que publicasse a minha história na coluna "As aventuras de um corredor urbano", e fui prontamente atendido em compartilhar este meu momento. Bom, me chamo Ricardo Pavani, tenho 34 anos e trabalho em um escritório de contabilidade no Centro de Santo André, no ABC Paulista. Sou viciado em corrida e praticamente todos os dias calço meus tênis e dou algumas voltas no quarteirão onde moro, no Parque das Nações, também em Santo André, mas dificilmente participo de provas, prefiro só correr mesmo. Como moro distante do Centro, às vezes volto correndo para casa, principalmente no verão, e em uma desta minhas voltas, no mês de dezembro de 2012, passei em frente à agência dos Correios que fica próxima à Prefeitura de Santo André e uma faixa sobre as cartinhas para o Papai Noel me chamou a atenção. Resolvi ler algumas cartinhas que as crianças carentes escrevem para o Papai Noel na esperança de que seus desejos sejam realizados. Li de tudo, pedidos de brinquedos, gatinhos, carretel de linha para soltar pipas e tudo mais.... Mas uma, apenas uma, me chamou a atenção. Escrita em papel de caderno com uma letra arredondada e caprichosa, resumia a história da família de uma mãe que escreveu a carta sem pretensão de que fosse atendida. Nela havia três pedidos: um videogame para o filho caçula, uma bicicleta para o do meio para facilitar a ida para a escola e, para o mais velho, um pedido inusitado. Eis um trecho da carta: "o meu filho mais velho faz aulas de violino com um professor voluntário na escola municipal onde estuda mas, com as férias de fim de ano, não haverá aula e ele não conseguirá praticar, e pode acreditar, ele toca muito bem." Caros leitores, eu tinha um violino que estava encostado, o som do violino lubrifica os meus ouvidos, na minha percepção é um instrumento divino, comprei-o e entrei na escola de música de um amigo para tirar um sonzinho dele, mas foi uma catástrofe, percebi que não levo jeito. E agora, diante de mim, estava a
oportunidade de ajudar alguém. No dia seguinte, comentei com o pessoal do trabalho sobre a cartinha e a empolgação foi geral, fizemos um rateio e compramos uma bicicleta nova e o office-boy doou o videogame. Pronto, só faltava embrulhar e entregar os presentes, e lá fui eu acompanhado da minha mulher (que não é corredora, ainda), colocamos as coisas no carro e fomos procurar o endereço embaixo de chuva. A mãe e os filhos moravam no Jardim Santo André, uma região muito pobre cercada de favelas. Bom, nestes locais não é recomendado entrar logo de cara, então fui a um boteco e perguntei se alguém conhecia uma família em que um menino toca violino. Um dos frequentadores que os conhecia e sabia até o nome do garoto se prontificou a nos acompanhar até a casa, começamos a subir um morro pelas vielas com escadas feitas na terra batida que, naquele momento, escorregava muito devido à chuva que tinha dado uma trégua, até que avistamos o barraco de madeira muito pequeno com telhas de zinco coberto com plástico. Batemos na porta e atendeu o futuro músico com olhar assustado. Entramos e os três presenteáveis estavam a nossa frente calados, um ao lado do outro. Perguntamos da sua mãe e o do meio respondeu que ela estava na frente de trabalho da prefeitura. Então demos início à entrega dos presentes pedidos ao Papai Noel: a bicicleta, o videogame e o violino. A bicicleta foi a mais cobiçada pelos dois irmãos mais novos, e o mais velho pegou sem acreditar o violino e ficou sem reação, então pedimos para tocar, ele arriscou umas notas e respondeu com voz chorosa que estava desafinado. Ficamos mais alguns minutos calados observando a alegria das crianças, falamos mais algumas coisas que nem me lembro mais, e nos dirigimos para a porta para ir embora. O que mais impressionou a minha esposa que, como toda mulher, é atenda a detalhes, foi a delicadeza daquele lar, cuidadosamente decorado com toalhinhas de crochê e limpo, muito limpo, com a louça lavada no escorredor de pratos, à espera da próxima refeição. No batente, próximo à dobradiça, estava escrito com caneta "aqui mora uma família feliz".


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

LIVROS PARA CORREDORES

Alguns livros indispensáveis para um corredor



Correr – A História de uma das atividades físicas mais praticadas do mundo - Thor Gotaas - O diferencial da obra é a abordagem histórica do tema, uma vez que os livros de corrida a pé são de duas categorias: ou ensinam a correr ou narram trajetórias de superação através do esporte. No livro, o autor revela os fatos mais inusitados sobre a atividade, desde os famosos corredores mensageiros incas à verdadeira história de Fidípedes, o grego que teria levado a notícia da vitória grega em Maratona para Atenas.

"Desafiando Limites" - O livro de Márcio Villar - conta em detalhes como Márcio saiu dos 98 KG e se tornou o primeiro atleta do mundo a completar todas as provas da Copa do Mundo de Ambientes Extremos. O Prefacio é do nosso campeão mundial de Deca IronMan, Sergio Cordeiro. Esse livro vale como um exemplo de motivação e superação de limites, para provar que qualquer pessoa pode conseguir o que deseja quando se dedica ao máximo e faz aquilo que mais ama.



Nascido para Correr - Christopher McDougall - um fã de corridas ao ar livre, sofria con constantes problemas ao se exercitar. Quando procurou um grande especialista em lesões esportivas, ouviu o diagnóstico definitivo: "O corpo humano não foi projetado para para esse tipo de exgero". No entando, se quisesse uma solução verdadeira, não poderia percorrer apenas laboratórios, mas teria que se embrenhar entre os desfiladeiros mais isolados do México e passar pela maior aventura de sua vida, entre personagens inacreditáveis. E é neste ponto que a vida do jornalista se transforma para sempre ao conhecer as técnicas da tribo Tarahumara. Um clássico da corrida minimalista.



+ Corrida - Rodolfo Lucena - este livro reúne relatos pessoais de superação e conquista, textos informativos, reflexões, entrevistas com corredores profissionais e amadores, curiosidades, dicas de saúde e sobre treinamento. "+ Corrida" é ao mesmo tempo um convite e um incentivo para todos aqueles que já correm ou que desejam começar a correr. 




Maratonando - Rodolfo LucenaO termo "Maratonando" foi utilizado para ilustrar o título deste livro, pois expressa um
sentido especial para os maratonistas, ou melhor, diz respeito as suas aventuras em correr, superar-se, realizar a eventualidade do pódio e da medalha - objetivos comuns aos demais maratonistas - não bastam para constituir as maratonas narradas. "Maratonando" faz descobrir um mundo dentro e em torno da maratona que está muito além do jargão "O importante é competir". O maratonista compete é consigo mesmo. Um quilômetro a mais, vamos, estou bem, essa dorzinha é suportável, vamos lá. E vai. 



Segredos de uma Ultramaratonista - Valmir Nunes O autor relata de forma apaixonada o que é praticar maratonas. De suas vitórias e derrotas, Valmir Nunes aprendeu que a atividade vai além da simples competição.
Para Nunes, maratonar é um esporte que supera todas as dificuldades que teve durante sua carreira. Cada novo dia de treino aproximava-o de um novo desafio.

 

A Semente da Vitória - Nuno Cobra O autor visa com este livro desenvolver a autoconfiança e segurança do leitor, mostrando que esse é capaz de vencer qualquer obstáculo para atingir o objetivo desejado. Para isso ele conta histórias das antigas civilizações.




Comer, Treinar, Dormir - Samira Layaunhá muitos anos praticante de corrida, decidiu escrever um livro sobre a importância da alimentação, do sono e, principalmente, dos exercícios físicos na prevenção e no tratamento de doenças, ela tinha dois objetivos principais em mente. O primeiro era incentivar as pessoas a se exercitarem mais. O segundo era ajudar você a entender que seu corpo não foi feito para ficar doente.

sábado, 7 de dezembro de 2013

FRASE DE CORREDOR

"No começo é difícil entender que a ideia não é bater outros corredores. Com o tempo você aprende que a competição é contra aquela pequena voz dentro da sua cabeça dizendo para você desistir". 

George Sheehan, norte-americano autor de diversos best-sellers sobre corrida nos anos 1970.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

EU CORRO PORQUE: Jéssica Levadinha

Quem costuma prestigiar a cerimônia de premiação das corridas principalmente no feminino, já deve ter ficado curioso ao ouvir o sobrenome "Levadinha", a seguir leia um pouco sobre a sua história.


"Sempre pensei que ser igual a todo mundo não iria superar minhas expectativas. Por isso, desde cedo, com uns 10 anos, pensava em algo que eu pudesse realizar, que gostasse e que me fizesse me destacar diante da multidão e com isso ser lembrada, conhecida e reconhecida por algo que muitos não executassem ou não da mesma forma que eu.

Em uma manhã de domingo, meu pai Álvaro Levadinha me contou sobre seu passado glorioso no esporte (ele competia marcha atlética pelo Esportivo da Penha, e depois migrou para a corrida). Mesmo amando os tempos de corredor, foi na marcha atlética que ele obteve os melhores anos e vitórias em sua carreira esportivaBem, voltando a aquela manhã dominical, assistimos à Maratona de São Paulo (feminina), foi a primeira vez que tive um dos momentos mais importantes da minha vida, tendo descoberto o que realmente faria parte da minha rotina diária e que seria o meu pilar para uma vida de foco, disciplina, trabalho árduo e de muitas recompensar pessoais: a corrida.

No momento, a única pessoa que se dispôs a entrar nesse "barco" comigo e
navegar por mares desconhecidos e difíceis foi o meu pai. Mas, logo ele me alertou dos perigos, dificuldades e do que eu teria de renunciar para conseguir o êxito e o sucesso que eu almejava.

Fiz minha primeira "navegação" em 1º de maio de 2003, na Corrida Infantil de Guarulhos. Com percurso de 3 km em 22 minutos, fui umas das últimas colocadas, acompanhada pelo meu pai (que deixou bem claro antes que iria correr comigo somente porque era a minha primeira competição e depois as outras eu teria de seguir as com minhas próprias pernas), e a ambulância. Isso mesmo, a ambulância que acompanha o ultimo colocado. Depois, jurei a mim mesma que iria treinar que nem uma gladiadora para evoluir e trocar a ambulância pelo pelotão das melhores atletas das provas".

Jéssica Levadinha, 22 anos - trabalha com vendas e está concluindo a graduação em Marketing e atleta profissional.

quantas corridas realizadas - 118 provas - 61 pódios


inspiração: todas as guerreiras que chegam à minha frente em provas.

motivação: a minha própria força e garra interior.
quem admira no esporte - Márcia Narloch e Paula Radcliffe

correr é - o momento único e maravilhoso, só meu, onde posso ser criativa, briguenta e forte. Um exercício espiritual onde posso testar a minha mente e corpo para juntos trabalharem em sincronia e equilíbrio. 

Jéssica também tem um blog acesse: www.sprintnegativo.blogspot.com.br


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FRASE DE CORREDOR

"Creio que corro simplesmente porque gosto, é o fruto de cada instante e não preciso saber porque.
Se quero correr, todo o meu corpo e minha mente entra em harmonia e me permite sentir-me livre, para poder pensar e expressar com todas as minhas armas na montanha branca e vencer sem nenhuma norma. Correr é deixar que minha imaginação disponha do meio para expressar-se e indagar meu interior".

Trecho do diário de Killian Jornet - ultramaratonista catalão

FRASE DE CORREDOR

     "Não existe sorte, existe treino".