quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Livro Tamanho é Documento?

Recentemente, publiquei a história do corredor Matheus de Freitas. A novidade
é que agora, além de ministrar palestras motivacionais, o anão maratonista acaba de lançar o livro de sua autoria "Tamanho é documento?", pela Editora Gregory.


Neste trabalho, Matheus relata a sua história no pedestrianismo, os percalços que sua baixa estatura causaram e como driblou o preconceito na infância e no período escolar.

Quem se interessar em adquirir o livro e um autografado, o autor Matheus de Freitas estará na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo que acontece de 22 a 31 de Agosto de 2014, no Anhembi.

De segunda a sexta, das 9h às 22h | sábado e domingo, das 10h às 22h (*dia 31/08, somente até às 21h). 

Leia a seguir a sua história.

EU CORRO PORQUE - Matheus de Freitas

Quando o cronometro registrava 03h19 e enquanto o público aplaudia os verdadeiros heróis, um em especial passava pelo pórtico de chegada para completar a XIX Maratona Internacional de São Paulo. Era a conquista do segundo lugar na categoria e a 172ª na classificação nos 42,195, superando as mais diversas adversidades da prova e da vida. 
Com apenas 1,50m de altura, Matheus de Freitas Silva é um vencedor tanto nas corridas como na vida pessoal. Algumas pessoas riram quando declarou sua intenção de ser um maratonista, achavam que seria impossível. O apoio mais sincero sempre vinha de sua mãe, a única que acreditava que seria um vitorioso.
Começou a correr aos 12 anos e, segundo ele, foi paixão à primeira vista. Hoje, aos 23 anos, e com um quartel de títulos invejável, deixa muito grandalhão pra trás. Este corredor também ministra palestras em empresas sobre superação de limites.

Matheus de Freitas - auxiliar administrativo - passou de 100 corridas

comecei a correr - aos 12 anos

por que começou a correr - comecei a correr por incentivo de amigos, e 


nunca mais parei

onde costuma treinar – região de Itaquera

o dia de herói - foi quando eu corri uma maratona guiando um deficiente visual

corrida dos sonhos - Maratona de Nova York

antes da largada
 - concentração geral

na chegada - não pode faltar o tiro de 100 metros na chegada

pior corrida – em 2005, na corrida Unicsul, sofri muito com cãimbras

quem admira no esporte – pessoas com deficiências físicas

correr é – correr é um vicio sadio, que me ajuda muito a super a dor da morte da minha mãe.

você aconselha alguém a correr – sem dúvida, a corrida é um esporte que nos ajuda a distrair a mente, desestressar, e é um ótimo meio de fazer amigos

Se tiver interesse em suas palestras, entre em contato

Matheus de Freitas Silva e-mail: atheus_freitas_silva@yahoo.com.br





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Maratona de 17 kms


Como de costume, quando participo de alguma prova longe da capital paulista, sempre reservo algum hotel ou pousada na companhia de minha mulher, de preferência o mais próximo possível da largada para facilitar a logística da corrida.

Quando fui correr a Maratona das Praias em Bertioga no mês de julho, pouco antes da largada lá estava eu tomando meu café da manhã na pousada, quando o Seu Zé, o faz tudo do local e que também prepara a mesa e o café da manhã, logo pergunta: "você vai correr esta maratona com este frio?" Eu, como um corredor orgulhoso, já respondo de imediato: "vou sim, com este frio e na areia da praia, não vai ser fácil".

O Seu Zé balança a cabeça dá uma risadinha e solta logo: "esta corrida não vale nada, é só pra louco mesmo". E aí eu: "poxa, mas, são 42 km, não é pouca coisa não!". E um outro rapaz que estava tomando o seu café com leite grita lá do fundo: "conta a sua história, Zé!"

Fiquei curioso e pedi para contar a sua aventura. Ele deixou a bandeja de frios sobre a mesa e começou: "quando morava na Bahia, com uns 18 anos, teve uma maratona de 17 km e valia uma moto zerinho. Fiquei louco pela moto. Me inscrevi e treinei um mês todinho. Quando largou, saí no pau e nem olhei para trás, mas sabia que estava em primeiro. O pessoal na rua ficava gritando vai, vai! Quando faltava uns 500 metros, já tava até vesgo de tanto correr e sem fôlego nenhum, dois caras me passaram com tudo, e acabei ficando em terceiro, não tinha nem medalha nem troféu, só a moto mesmo, que ficou só no meu sonho".

Eu fiquei entusiasmado com o relato imaginando que, depois disso, ele teria pegado gosto pelo pedestrianismo. O indaguei, mas ele respondeu que, depois disso, nunca mais correu.

O Seu Zé pegou a bandeja, colocou no lugar certo e foi em direção à cozinha pegar o leite quente. Terminei meu café da manhã e fui correr a minha maratona pensando nesta história.