quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Frase para Corredor

"Corremos para viver uma nova experiência de vida".

Corredor Tarahumara

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Colação de Grau.

Às 10h de um sábado nublado, toca a corneta e eu, na linha de largada, dou o start no cronômetro para desafiar os 50 km na pista de atletismo do clube Espéria, na Ultramaratona Dizzy Endurance, sendo que os da categoria de 100 km já estavam correndo há duas horas.

Me considero ainda um corredor jovem no mundo das corridas, estou nessa há dois anos e meio, e já me desafiei pra caramba. E percebi que o que eu gosto mesmo são de provas longas ou de montanha, onde me sinto mais vivo e, quando termino, percebo que corri mesmo porque dói até o cabelo.

Bom, voltando para a ultramaratona, ainda no caminho para a prova, estava com um frio na barriga incontrolável quando entrei no clube e avistei os atletas dos 100 km dando voltas e mais voltas. Já estava me imaginando ali tentando quebrar minha distância que, até então, era de maratonista. Esta seria a minha colação de grau na corrida de longa distância e, chega de enrolação, vamos para a corrida. 

Estudei um ritmo conservador entre 4:40 e 5:30 para manter até o fim e garantir um bom tempo final mas, no km 5, sinto uma paulada na panturrilha esquerda que me fez mancar 45 km. Foi uma dor tão forte que quase não consegui dobrar a perna para concluir a passada. Começo a andar até o posto de apoio e passei gelo no local dolorido, alonguei, fiz o possível, mas a dor não melhorava. Decidi correr assim  mesmo. Esta lesão me acompanhou a semana anterior inteira, porque, no lugar de descansar corri os 10k da Série Delta no Ipiranga. Tenho certeza de que veio de lá mas, tudo bem, vivendo e aprendendo.

Na primeira hora de corrida estava em 15º, e minha meta era terminar entre os dez. A prova foi muito
bem organizada com duas tendas de hidratação e comida, com desclassificação do atleta caso jogasse lixo na pista. A cada duas horas se invertia o sentido da pista de 375 metros e a cada volta dava para visualizar o monitor na cronometragem, com o número de voltas e a distância percorrida. Quando passei pela tela e vi que já havia passado dos 43 km, me senti de fato ultramaratonista, ou seja, ultramaratonistas são aqueles atletas que transpassam a barreira dos 42,195 metros da maratona.

E, resumindo, senti enjoo, pensei que iria vomitar, dor na perna e tudo o mais, e sem contar que após correr 5h27, ainda tinha de dar um sprint para entrar no trabalho às 17h. É mole?

Esta ultra foi muito especial, consegui terminar em 9° no geral e, para minha surpresa, PRIMEIRO na minha categoria, quer melhor que isso? Pensei que nem terminaria e consigo um resultado desse, agora que não paro mesmo!



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Novas normas para treinar na USP - veja o antes e depois

Desde o dia 1º de novembro, a administração da USP (Universidade de São Paulo) começou a testar um circuito para os treinos de corrida e bicicleta nas dependências do campus denominado "Projeto Piloto para práticas esportivas na Cidade Universitária", visando regulamentar a prática esportiva.
Trata-se de um percurso de seis quilômetros devidamente sinalizado com cones, sem interferência do tráfego de veículos e com horários específicos para cada modalidade, sendo das 4h às 6h para a prática de ciclismo, e das 7h às 12h dedicados ao pedestrianismo.

O Projeto Piloto foi elaborado pela prefeitura da universidade em parceria com a Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo, Federação Paulista de Triathlon e
esportistas independentes. Este projeto descarta a subida da rua do Matão, fazendo um traçado plano, o que desagradou muitos corredores e ciclistas.

O percurso passa pelas av. prof. Mello Moraes, av. prof. Almeida Prado, av. prof. Luciano Gualberto, av. prof. Lineu Pires, praça do Relógio Solar, rua da praça do Relógio e rua do Anfiteatro.

Esta nova norma vem em decorrência do atropelamento de cinco atletas no dia 16 de agosto deste ano, que vitimou o atleta veterano Álvaro Teno, de 67 anos, por um motorista bêbado.
Na opinião do blog Seguidores de Fidipides, esta nova norma não facilita em nada os treinos de corrida e bicicleta na Cidade Universitária. Ela restringe a liberdade de traçar um percurso conforme a planilha de cada um.

Na nossa opinião, seria conveniente fechar para o trânsito de veículos motorizados aos sábados, das 7 às 12h, as áreas mais utilizadas pelos atletas.

Novo circuíto
Antigo percurso




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Conheça um pouco da história da USP.

Fundada em 25 de Janeiro de 1934. Após a derrota de São Paulo na Revolta de 1932
Local do estacionamento, raia olímpica
, o Estado se viu ante a necessidade de formar uma nova elite capaz de contribuir para o aperfeiçoamento das instituições, do governo e a melhoria do país. Com esse objetivo, um grupo de empresários fundou a Escola Livre de Sociologia e Política em 1933, e o interventor de São Paulo Armando de Salles Oliveira criou a Universidade de São Paulo (USP).

Considerada um dos melhores lugares para treinar ciclismo e corrida, a USP tem uma área de 7.443.770 conta com muito ar puro e uma variedade de percursos para todos os tipos de treinos e corredores, de iniciantes a profissionais. Por causa disso, muitas empresas organizadoras de corrida escolhem o local para realizar suas provas.

Quando for treinar por lá, não deixe de subir a rua do Matão, de aproximadamente 800 metros, conhecida como a temida "subida da Biologia".


Subida da Biologia


Praça Ramos de Azevedo
prós - tem um farto estacionamento localizado na raia olímpica, vários percursos e bem arborizada, e facilidade para o uso do transporte público.

contras - não tem banheiro, nem bebedouros, às vezes aparece alguns vendedores de água e água de coco.

como chegar - de Metrô - Estação Butantã, 
CPTM - estação Cidade Universitária

Novembro Azul

Desde 1999, comemora-se no dia 19 de novembro o dia Internacional do Homem. Aproveitando o gancho do Outubro Rosa, mês dedicado ao diagnóstico precoce do câncer de mama, criou-se o Novembro Azul. Para incentivar a prevenção do câncer de próstata.

A ideia do Novembro Azul é desmistificar a doença, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), acomete um a cada seis homens no Brasil. As estimativas mostram que 69 mil novos casos deverão ser diagnosticados somente em 2014 no país, um a cada 7,6 minutos. E o pior é que cerca de 13 mil brasileiros vão morrer em decorrência da doença, o que significa um óbito a cada 40 minutos.

Então corre para o médico e participe da campanha, mas antes disso, leia a história do corredor Wilson de Lima, sobre o câncer de próstata.

Vida de corredor é uma tarefa de muita dedicação à família, ao trabalho e ao esporte. Conciliar tudo isso é literalmente uma maratona. Quando Wilson de Lima estava preparado, seguindo à risca a planilha de treinos para estrear na Maratona de São Paulo deste ano, poucas semanas antes da prova, ele pisou de mal jeito ao descer do ônibus e torceu a perna, ocasionando uma lesão no menisco. Por causa do acidente, terá de passar por uma cirurgia nos próximos dias e, se tudo correr bem, correrá a São Silvestre (a cirurgia correu como o esperado, e além de concluir a São Silvestre, correu a Maratona de São Paulo de 2014). Mas, para o sorridente Wilson, o incidente não é nada, porque sua história é muito mais complexa do que este fato. Para entender por que, vamos voltar quatro atrás.

No começo de 2009, aos 46 anos, Wilson estava à procura de um esporte que pudesse praticar sozinho e a qualquer hora para ter uma qualidade de vida melhor. Antes disso, apenas batia uma bolinha com os amigos.

No mesmo ano começou a correr meio que por acaso e achou o que procurava. Entre trotes e mais trotes, inscreveu-se em uma corrida de rua para sentir como seria correr uma prova e se os seus treinos estavam fazendo algum efeito. Ficou maravilhado com a energia dos demais participantes. A alegria e a motivação dos outros atletas o fizeram terminar a prova como um campeão.



Sua mulher o aguardava na chegada e percebeu que viriam muito mais corridas pela frente. Ela então, o aconselhou a fazer alguns exames para ver se estava apto para a prática. Foi quando recebeu a pior notícia de sua vida: estava com câncer de próstata, "o muro bateu" (expressão usada por maratonistas quando quebram em uma corrida). 

Após a cirurgia para retirar o tumor, começou um longo tratamento com radioterapia. A desmotivação a falta de perspectiva o fizeram descontar tudo na comida, engordou, perdeu sua condição física. Até então, pensava somente em vencer este desafio e imaginava que a vida de esportiva estava encerrada. Mas a esperança e a certeza da cura foram a sua meta.

Com o apoio da família e a alta do médico, lembrou-se de um detalhe que talvez nunca tinha passado por sua cabeça: "a corrida salvou a minha vida, se não fosse por ela, não teria feito o checkup e descobriria a doença já em um estágio mais avançado". Percebeu que ganhou uma segunda chance na vida e que não poderia desperdiçar mais nem um minuto. Retornou à corrida, agora mais forte que nunca porque venceu o seu maior adversário.

Wilson de Lima - 50 anos - torneiro mecânico - 35 medalhas

onde costuma treinar - treino na região do Ipiranga e no Museu do Ipiranga, com o Adriano Pacheco

o dia de herói - quando cruzei a linha de chegada e deixei o câncer comendo
poeira

corrida dos sonhos - depois da cirurgia no joelho, vou retomar os treinos para a Maratona de São Paulo em 2014

pior corrida - foi a Meia Maratona de São Paulo, o circuito é muito difícil e, para mim, não deu 

melhor corrida - A Meia da Corpore, corri como nunca 

aconselharia alguém a correr - se eu pudesse faria todo mundo correr, é a melhor terapia